Pe. Bracht: O Santuário Original é lugar de encontro

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“É o lugar de acolhimento, que valoriza cada um em sua originalidade”.

Karen Bueno – Em férias no Brasil, o reitor do Santuário Original, Pe. Antonio Bracht, traz as histórias e vivências da “terra natal” do Movimento Apostólico de Schoenstatt. Nos vários encontros com a Família de Schoenstatt brasileira, as perguntas e a curiosidade seguem sempre na mesma direção: o Santuário Original. Cada conversa é uma oportunidade de partilhar um pouco da vida que cerca o lar do Movimento Internacional.

Falando sobre o Santuário no contexto do novo século de Schoenstatt e frente aos desafios atuais, ele compartilha:

Muitas pessoas, do mundo todo, participaram da festa e de outras celebrações do centenário da Aliança de Amor em Schoenstatt. Olhando hoje, como foram esses anos pós-2014? As visitas e as peregrinações continuam? O Santuário Original se tornou mais conhecido dentro e fora do Movimento?

O Santuário Original certamente se tornou mais conhecido com a celebração do jubileu, que teve uma ampla publicidade devido à envergadura da celebração. Todos esses peregrinos que foram a Schoenstatt em 2014, logicamente que não iam voltar logo em seguida, seja por recursos financeiros ou outras questões. Então, o ano após o jubileu foi um período de poucas peregrinações organizadas de outros países, só iam pessoas da Alemanha e de países vizinhos, que estão mais próximas. Para a América Latina, 2015 foi um ano de pausa nas peregrinações, o que é normal. Mas agora começa tudo de novo e para este ano já temos várias peregrinações programadas.
Agora, o que aumentou desde o centenário é a visita avulsa de famílias, de casais ou individual. Há muitas pessoas que passam por lá. Tenho encontrado muitos brasileiros que recebem a Mãe Peregrina, estão na Europa e passam pelo Santuário Original. Há muitos mexicanos, argentinos e pessoas de vários países, há esse fluxo de peregrinos em pequenos grupos. E depois, há também aqueles que passam por lá indo para os santuários marianos ou outros destinos da Europa. Então, o movimento de peregrinação em torno do Santuário Original não aumentou substancialmente, não são multidões que o visitam, mas tem aumentado no sentido dos grupos menores.
As pessoas estão lá também de outras maneiras, por exemplo, a câmera que foi colocada em 2014 continua lá. Acho que a consciência sobre o Santuário Original aumentou bastante. Há mais pessoas que entram em contato, que apoiam tudo o que se faz lá. Esse é um pouco do panorama no pós-jubileu quanto ao Santuário Original.

 

Há hoje projetos para tornar o Santuário Original mais conhecido? Quais seriam esses projetos?

Acho que o maior passo que damos nesse sentido é a instalação da Coordenação Internacional do Movimento. Essa é uma instância que vai reunir informação, fazer circular a vida, a informação, trazer mais a vida dos Santuários Filiais para o Santuário Original e vai ajudar também o Santuário Original a transmitir a sua mensagem. No momento em que tenha um site oficial, com alguém que cuida dessa parte, esse será um grande passo como projeto para o Santuário Original.

 

O senhor comentava da integração cada vez maior dos Santuários em rede com o Santuário Original…

Isso é algo muito forte para nós. As pessoas começam a experimentar a força dessa cultura, dessa rede numa sociedade que tem muitas redes. A comunicação cria essa consciência de que a gente está conectado e essa é uma consciência que vai surgindo e faz com que se abra às realidades dos outros lugares, a informação chega mais rápido, sabemos o que está acontecendo e porque está acontecendo.

 

Como o senhor vê o Santuário Original no contexto do novo século? O que há de “novo”?

O Santuário é mais como um símbolo daquilo que a Mãe realiza conosco. Nós é que devemos ser novos, novos no sentido da real conversão no seguimento a Cristo, novos no sentido de sermos atualizados e respondermos aos desafios de hoje. Acho que o Santuário está no centro de uma realidade de encontro de povos, de culturas. Na Alemanha é muito forte, hoje, o tema dos refugiados, o encontro e o confronto. Isso se sente por lá e faz surgir o medo na população: “Eles vão tirar o meu emprego; vão tirar minha ajuda social; eles trazem terroristas escondidos”. Surge muito medo e há uma reação política, o surgimento de um partido que trabalha esse medo. Então o Santuário Original está hoje como um símbolo de integração, numa sociedade em que há muita aproximação e muita dificuldade de integração, porque as diferenças começam a pesar muito mais. O Santuário é o lugar de acolhimento, que valoriza cada um em sua originalidade. Então nós temos essa possibilidade do acolhimento, do vínculo e do respeito à originalidade de cada um, que abre portas, abre caminhos para a necessária integração.

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