Pe. José Kentenich: Uma semente para nós

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(Foto: pixabay.com)

 

“Queremos ser semente da MTA. Semear é algo de grande, mas talvez seja maior ainda: lançar-se a si mesmo como semente, semente dum novo mundo” (Pe. José Kentenich) [1]

Valeria de Morais Parizotto – Desde a antiguidade, na história da humanidade, Deus quis falar conosco, fazer alianças até a Aliança definitiva quando ofereceu seu Filho Jesus para nossa salvação.

Apesar de o homem se afastar de Deus, Ele não desiste de nós; está sempre nos apontando caminhos e falando conosco. Na nova história, depois de Cristo, Ele tem semeado santos, doutores da Igreja e apóstolos para manter viva a Revelação Divina.

Ao exercitarmos o conhecimento dos planos de Deus para o tempo de hoje, devemos estar com o “ouvido no coração de Deus e com as mãos no pulso do tempo”, como disse o Pe. José Kentenich, fundador da Obra de Schoenstatt.

Uma semente

 

(Fotos: Arquivo histórico)

 

Em 16 de novembro de 1885, nasce o Pe. José Kentenich em Gymnich, Alemanha. Para nós, schoenstattianos, é uma nova semente que Deus lança para apontar a formação do novo homem na nova comunidade.

Pe. José Kentenich teve muitas dificuldades desde a sua infância. Inicialmente, foi deixado num orfanato por sua mãe, por não ter condições de criá-lo. Foi quando ela o consagrou à Mãe de Deus, para que o educasse. Esse fato foi muito importante para ele, pois sentiu que realmente a Mãe de Deus o conduziu durante a vida, como também o usou como instrumento para a missão de apontar Cristo para a humanidade, através dela. Foi um apóstolo de Maria, porque entendia que, na sua pequenez, Maria aceitou ser a mãe de Jesus, para nossa salvação, sendo um exemplo e modelo a ser seguido.

Pe. Kentenich sempre teve o anseio de abrir novos horizontes para o homem e para a Igreja e isso lhe custou muitos sacrifícios, desde sua ordenação como sacerdote, sua prisão pelos nazistas e seu exílio pela Igreja. Sempre obediente, sabia que Deus se revelaria, que o tempo mostraria novos caminhos e se tudo o que se formava era bom e para o bem, ou seja, se era uma “resultante criadora”. Sempre quis que as coisas se confirmassem por Deus e não por sua vontade. Então, a Obra de Schoenstatt se confirma pelo mundo afora.

Seus frutos

 

(Foto: Schoenstatt Araraquara)

 

Vejo o Pe. Kentenich como esta semente que Deus quis que brotasse para nós, uma força que ele nos trouxe por meio de sua pedagogia e devoção mariana, para enfrentarmos os desafios atuais. Uma semente que implica uma responsabilidade missionária em cultivarmos o apostolado cristão por meio de Maria.

Hoje, nós somos as flores e os frutos desta semente que germinou em 16 de novembro de 1885. E, como representantes e continuadores da missão do nosso Pai, temos a tarefa de fazer da Igreja e da sociedade um lindo jardim de Maria, uma nova terra mariana.

 

[1] Pe. José Kentenich. Solenidade de envio das primeiras Irmãs de Maria ao Brasil, 12.05.1935. Fonte: crônica das Irmãs de Maria

 

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