
Hoje, 25 de janeiro, é dia do Carteiro. Embora a internet tenha levado muitas correspondências para as nuvens, esse profissional continua enfrentando chuva, sol, frio e calor, para que recebamos nossas encomendas, relatórios e outros documentos impressos.
Vale lembrar um fato da vida do Pe. Kentenich:
Em Vallendar, Schoenstatt, havia um carteiro. Nessa época, ele subia de carro até o Monte Schoenstatt. Mas, depois tinha que estacionar fora e caminhar uns 40 ou 50 metros, com a sua sacola de correspondência, para levar as cartas e encomendas às diferentes casas ali. Numa delas, na Schulungsheim, morava o Pe. José Kentenich.
Ele recebia muitas cartas. A correspondência aumentava sempre mais, de modo que a sacola do carteiro ficava cada vez mais pesada. Ele entregava as cartas na portaria e recebia as que deveriam ser enviadas.
Um dia, a porta estava aberta, o Pai e Fundador ia saindo e formara-se ali um grupo de Irmãs. De repente, chegou o carteiro, entregou as cartas e o Pe. Kentenich o viu. Ele deixou as Irmãs e foi falar com o carteiro, saudou-o com um aperto de mão e disse:
“Quero agradecer-lhe pelo seu trabalho. Porque graças a isso fico informado sobre o que acontece com a Família de Schoenstatt no mundo inteiro. Mas, também tenho que lhe pedir desculpas, porque desde que cheguei aqui lhe dei, com certeza, mais trabalho e a sacola pesa mais”.
Pe. Kentenich deu ao carteiro um valor em dinheiro. Esse carteiro dizia depois com orgulho: “Vejam, o Fundador veio me cumprimentar. Agradeceu-me pelo meu trabalho e até me deu uma gorjeta. Deixou todas as Irmãs que estavam ali e veio me saudar!”
Quando o Fundador faleceu e esse carteiro soube que fora aberto seu processo de beatificação, disse: “Eu apertei a mão de um santo”.
* Testemunho partilhado pelo Pe. Humberto Anwandter na Jornada Nacional de Dirigentes do Chile, realizada no Santuário de Bellavista, Santiago, em novembro de 2003.
Publicado em 04 de setembro de 2022