Pe. Kentenich: O Batismo é como um barco

Liked this post? Share with others!

(Foto: Manuel Torres Garcia)

 

Há 140 anos, nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, recebia o sacramento do batismo na igreja paroquial de São Kuniberto, em Gymnich. Ao refletir sobre o Batismo, ele o comparava a um barco, uma metáfora para a vida sobrenatural que recebemos. Por meio dessa imagem, ele nos guia a entender como a graça santificante não apenas nos é dada, mas como deve ser ativamente vivida, utilizando as virtudes e os dons do Espírito Santo em nossa jornada de fé.

 

“Conhecemos a vida divina que recebemos pelo santo Batismo, ou seja, a nova vida sobrenatural ou graça santificante. É, de certo modo, uma realidade nova na nossa alma. É como se tivéssemos construído um barco para avançarmos mais rapidamente.

O barco é a vida divina que recebemos com a graça santificante. Ele tem remos e tem uma vela… Compreendem a imagem?

Os remos são as virtudes teologais infusas da fé, da esperança e da caridade que recebemos com o santo Batismo: a capacidade de crer, de esperar e de amar. Os remos servem para remar – e remar contra a corrente exige esforço, exatamente como acontece aos filhos de ferro [1]. Eles têm dificuldade em acreditar que Deus existe, que Deus enviou isto ou aquilo. Precisam fazer um esforço, não o conseguem de uma só vez.

Do ponto de vista da dogmática, podemos perguntar: por que é tão difícil ver o bom Deus por trás de todas as coisas terrenas? A resposta é, antes de tudo: porque as coisas terrenas despertam, provocam, atraem demais. Nós percebemos apenas o aspecto exterior das coisas, não conseguimos ver Deus à sua transparência. E por que motivo não o vemos? Aqui têm a decisiva e significativa resposta: porque os dons do Espírito Santo não se desdobraram na nossa alma.

Que significam para nós os dons do Espírito Santo? Continuemos a servir-nos da comparação que já usamos. Suponham que não utilizo apenas os remos, mas ergo a vela. Qual é o efeito? Não preciso fazer grande esforço [para avançar com o barco], porque o vento impele a vela. O Espírito Santo é a vela levantada em nossa alma. Quando é impelida, conseguimos realizar facilmente, naturalmente, os atos mais difíceis. Por isso é importante pedirmos: Vem, Espírito Santo! Melhor ainda é pedirmos à Mãe de Deus que diga: Vem, Espírito Santo, preenche o coração de teus fiéis! Igualmente, rezamos: Envia o teu Espírito e tudo será renovado!

Para o filho de Deus, para o filho do Pai, isto quer dizer, concretamente: se o Espírito Santo vier habitar em nós com seus sete dons, torna-se fácil descobrir Deus Pai em meio ao turbilhão da vida.”

 

Fonte: KENTENICH, Às Segundas-feiras ao Anoitecer – Diálogos com famílias. Vol 3, Reflexo do Pai. Palestras para casais em Milwaukee/EUA. Sociedade Mãe e Rainha. Santa Maria/RS, 2010.

[1] Expressão usada para indicar os filhos que se afastam de Deus. Pe. Kentenich usa como imagem a figura dos filhos de ferro, de prata e de ouro: os filhos de ferro estão voltados para si próprios e para o mundo; os filhos de prata colocam em primeiro plano o próprio eu; os filhos de ouro estão inteiramente voltados para o Pai.

Subscribe to our newsletter

Collect visitor’s submissions and store it directly in your Elementor account, or integrate your favorite marketing & CRM tools.

Do you want to boost your business today?

This is your chance to invite visitors to contact you. Tell them you’ll be happy to answer all their questions as soon as possible.

Learn how we helped 100 top brands gain success

Learn how we helped 100 top brands gain success