“Sobre uma Cidade de Morte, uma Cidade de Vida”
Essa frase te chama a atenção? Se você a lesse, por exemplo, no título de uma matéria jornalística, continuaria lendo o texto?
Pode ser que sim, pode ser que não, dependendo do tempo, das possibilidades e da sua disposição nesse dia. O fato é que, no dia 18 de julho de 1914, o Pe. José Kentenich viu essa frase num jornal e se deteve para ler. Então muita coisa aconteceu.
Lei da Porta Aberta
A frase acima introduz a história do Santuário de Nossa Senhora do Rosário, em Pompeia, no sul da Itália. Um sacerdote capuchinho, Pe. Cyprian Frönlich (1853-1931), conta, nesse texto, suas impressões sobre uma viagem que ele fez à região. A publicação está na edição semanal do jornal católico Allgemeine Rundschau (Panorama Geral).
Mas, por que esse texto é importante? O significado maior está no impacto que ele gerou. Ao ler a matéria, Pe. Kentenich enxergou um caminho que Deus lhe indicava. Ele compreendeu que, em Schoenstatt, poderiam fazer o mesmo que em Pompeia: a Providência Divina os conduzia a fundar um Santuário de graças onde a Mãe de Deus pudesse atuar.
Por trás de tudo está Deus
O que talvez mais chama a atenção, recordando esse fato, é o olhar sobrenatural com que o Pe. José Kentenich observa as pequenas coisas do dia a dia. Quem poderia imaginar que a simples leitura de um jornal levaria à fundação de uma Obra Internacional?
Uma das biógrafas do Pai e Fundador escreve: “Quem quer levar uma vida orante deve buscar constantemente a Deus. Padre Kentenich fazia isso. Com todas as forças do espírito e com todas as fibras do coração, procurava Deus na sua vida e o encontrava nas pessoas, nas coisas e nos acontecimentos”. [1]
É justamente isso – ler as coisas com um olhar sobrenatural – que o Fundador sempre ensinou aos seus filhos:
“A fé na Divina Providência não acredita no acaso. Tudo vem da bondade de Deus! A fé na Providência diz: Deus é pai, Deus é bom e bom é tudo o que ele faz, mesmo o que contraria a natureza […]. O filho singelo vê Deus por trás de cada acontecimento. Deus é pai, Deus é bom e bom é tudo o que ele faz! […] Não me preocupo. Sei que em todos os acontecimentos do mundo está Deus, a bondosa mão de um Pai que tudo sustenta” (Pe. José Kentenich) [2]
Nas menores às maiores coisas
Então, numa “perspectiva kentenichiana”, ir ao supermercado, cozinhar, lavar a louça, praticar algum esporte, encontrar-se com as pessoas, até mesmo uma dor de dente… cada pequeno acontecimento do dia a dia tem uma origem e permissão divina para nos conduzir ao Pai.
É justamente por isso que, a cada dia, é interessante analisar a voz de Deus que fala constantemente conosco. Pode ser num semáforo aberto quando saímos atrasados para um compromisso; pode ser numa palavra confortadora numa hora de dificuldade; pode ser na refeição preferida que foi preparada por alguém naquele dia; pode ser na dor e no sofrimento.
Em tudo podemos nos perguntar: O que Deus Pai quer me dizer com isso?
E, outra questão tão importante quanto: Como vou responder à voz do Pai?
Em 2014 a corrida internacional da Juventude Masculina (Fackellauf) iniciou no Santuário de Pompeia, passou por Roma (onde recebeu a bênção do Papa) e culminou com a chegada na vigília para o centenário da Aliança de Amor
[1]NAILIS, Ir. M. Annette. Padre José Kentenich como nós o conhecemos. Sociedade Mãe e Rainha. Santa Maria/RS, 2011. 3ª edição revisada.
[2]KENTENICH, Pe. José. Ser Filho Diante de Deus, vol 1. Sétima conferência.
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