Quantos amigos encontramos em Schoenstatt?

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“Devo aprender a amar e amadurecer no amor. Devo desenvolver em mim o amor filial, o amor maternal ou paternal, o amor fraternal e de amizade. Para isso vim ao mundo, para isso estou aqui: para amar” (Pe. José Kentenich) [1]

Suellen Figueiredo – Hoje é o Dia do Amigo e quantas vezes não podemos dizer que em Schoenstatt encontramos nossos verdadeiros amigos? Quantos amigos já encontraram nessa caminhada?

Desde o início da história, o nosso Movimento foi se erguendo sob a base sólida da amizade. Durante os primeiros momentos em que os jovens seminaristas se uniram para formação da Congregação Mariana, foram atraídos por medos, desejos e angústias semelhantes entre si. E, aos poucos, essas semelhanças foram se transfigurando em um ambiente de acolhimento e pertença.

Quando ouvimos as histórias dos primeiros, sempre podemos observar o quanto aqueles jovens se uniram em amizade para conquistar juntos o mesmo ideal. Como, tantas vezes, o exemplo de José Engling não motivou os demais nas suas orações e visitas ao Santuário? Ou como Hans Wormer não inspirou os seus companheiros a serem mais alegres no intervalo e mais aplicados nos estudos?

E mesmo quando partiram para o campo de batalha, aqueles jovens puderam se manter unidos, com cartas que levavam muito mais do que um impulso de fé, mas, também, um abraço e consolo amigo para os momentos de tristeza e solidão.

 

Os Congregados de Schoenstatt jogando futebol ao redor do Santuário Original

 

Ainda hoje, é sob os ombros de amigos que o nosso Movimento se ergue e leva ao mundo a missão da Mãe Três Vezes Admirável. E basta um instante de conversa para perceber o quanto isso é verdade. Quantos amigos não foram feitos nas reuniões e vivências de grupos e comunidades? Quantas vezes não chamamos amigos para participar conosco desta missão?

Quando jovens, chegamos a Schoenstatt muitas vezes como os primeiros chegaram, cheios de curiosidade e dúvidas; e, com o tempo, aquele grupo vai se tornando como que um oásis no meio das batalhas do mundo, encontramos ali nossos iguais, aqueles que nos acolhem e impulsionam nos dias de dificuldade. Aqueles que dividem conosco as alegrias da missão e vão compreender a alegria que é viver em Aliança.

Em Schoenstatt, também aprendemos a nos tornar mais amigos de Deus, por meio do nosso amor à MTA. Quantas vezes não encontramos um amigo no nosso Pai e Fundador? Ele, que esteve com os primeiros, e hoje continua a nos acompanhar e acolher. E como não se sentir acolhido quando pegamos o “telefone do Pai”[2] e ele nos indica um caminho? Às vezes ele até nos dá, como todo bom amigo, aquele puxão de orelha que precisamos – mas assim são feitos os amigos.

Por isso, neste dia em que lembramos os nossos amigos queremos rezar por aqueles que estão conosco, sendo para nós reflexos do amor e cuidado de Deus em nossa vida.

 

Leia também:

Palavras do Pe. Kentenich sobre o amor de amizade

Amigo: o coração de um é morada do outro

 

[1] Sermões de Milwaukee/EUA, 16 de junho de 1963

[2] A expressão se refere à coletânea de mensagens com frases do Pe. José Kentenich

 

 

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