Recebe, Mãe, seu trono renovado!

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Uma conquista de muitos, um presente para a MTA em Mauriti/CE

Fabrício Furtado / Karen Bueno – Com alegria a Família de Schoenstatt de Mauriti/CE celebrou a reconquista física e espiritual do Santuário Paroquial da Mãe e Rainha, o “Tabor da Santidade”. A Missa Solene de reinauguração aconteceu na tarde do último sábado, dia 6 de novembro de 2021, sob presidência do Pe. José Vicente P. de Alencar Silva, vigário geral da Diocese de Crato/CE. Ele entronizou novamente a imagem da Mãe e Rainha de volta ao seu lugar de origem, a qual havia sido tirada para a reforma, e deu a bênção de reinauguração do Santuário.

A cerimônia foi concelebrada pelo Pe. Àrysson Magalhães, pelo Pe. Afonso Wosny, diretor da Central de Assessores do Movimento no Nordeste, e pelo Pe. Vitor Hugo Possetti, reitor do Santuário Filial de Olinda/PE e assessor da Juventude Masculina de Schoenstatt no regional Nordeste; assistida também pelo Diácono Francisco Alves. Esteve presente, ainda, a assessora da Campanha da Mãe Peregrina, Ir. M. Cassiana Jänisch.

Nesta ocasião, além da comunidade paroquial mauritiense em participação significativa, paróquias e dioceses de outras cidades também estiveram presentes.

Em sua homilia, Pe. José Vicente, retomando a Liturgia da Palavra, pontuou que a salvação eterna consiste na contemplação do rosto de Deus como Ele realmente é. Na peregrinação terrena que antecede a ida para a vida eterna, o padre assinalou que o Senhor não falta com a sua assistência e que anjos orientam o povo no seu caminhar.

Fazendo memória à Solenidade de Todos os Santos, Pe. José Vicente lembrou daqueles santos que não são identificados, dos quais só Deus sabe o nome, que devotam suas vidas ao amor do próximo porque, em primeiro lugar, amam a Deus e comunicam o Evangelho na simplicidade e na humildade.

Uma conquista de muitas mãos e muitos corações

 

Este Santuário Paroquial da MTA, que está localizado no Sítio Gravatazinho, a 18 quilômetros da sede de Mauriti, foi inaugurado em 2007. Nesses 14 anos de existência, a capelinha ainda não havia sido reformada, com a exceção de pequenos reparos em sua pintura. A reforma do local estava programada para acontecer antes da pandemia do coronavírus, porém, com as restrições impostas pela crise na saúde, não foi possível iniciar no tempo previsto. O que poderia ter sido um atraso, no fim, tornou-se uma ocasião de fortalecimento da espiritualidade para os integrantes do Movimento Apostólico de Schoenstatt. “Com a pandemia, a gente fez [a reforma] de outra forma e foi o mais simbólica possível”, conta o Diácono Francisco Alves, coordenador do Movimento de Schoenstatt na Paróquia Nossa Senhora da Conceição.

“Cada símbolo, cada parte do Santuário foi conquistada física e espiritualmente por um ramo/grupo do Movimento. A porta Santuário, por exemplo, foi conquistada pelos missionários da Mãe Peregrina. Eles rezaram o rosário durante um mês, oferecendo-o à Mãe e Rainha, como também rezando a oração à Nossa Senhora, Porta do Céu, como oferecimento para a conquista da porta. Ao fim dos 30 dias, cada missionário ofertou uma ajuda financeira para a compra”, explicou.

Outros grupos do Movimento também se responsabilizaram pela aquisição de mais objetos sacros, como a imagem de São José. Ela foi de responsabilidade do Terço dos Homens. Após comprada, peregrinou pelas casas dos 50 coordenadores do Terço, permanecendo nove dias em cada residência. E assim aconteceu com os demais símbolos do Santuário que, na Missa solene, foram ofertados no altar, junto às ofertas ao Capital de Graças, que são o alicerce espiritual da reforma.

Encontro dos ramos do Movimento

Dentro da programação para esta celebração festiva, aconteceu o encontro dos ramos do Movimento de Schoenstatt com os assessores regionais e a vigília de adoração ao Santíssimo Sacramento, que marcou o retorno das adorações diárias no Santuário, cujo ostensório foi conquistado e doado pela Liga das Mães.

Aconteceu, também, a coroação da imagem da Mãe e Rainha pela Juventude Feminina. A coroa – confeccionada pelas Irmãs de Maria de Santa Maria/RS – traz pedras, que representam as três graças do Santuário, e os lírios, que representam a pureza da juventude. A Mãe foi coroada como Rainha da Pureza, da juventude e dos ideais do homem novo e da mulher nova que busca viver em Cristo.

Outro fator marcante para a festividade é que, na celebração do sábado, ao todo, 80 pessoas selaram a Aliança de Amor com a Mãe e Rainha, cuja preparação foi realizada durante a pandemia.

A cerimônia de inauguração concluiu-se com fogos, desenhando no céu a alegria interior que tomava conta daqueles que participaram dessa reconquista.

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