Região Belém: Como nós organizamos uma romaria

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Foto: Carlos Henrique Pazin

Ir. M. Nilza P. da Silva – Quem chega, aos sábados ou domingos, no Santuário Tabor da, Permanente Presença do Pai, em Atibaia/SP, encontra milhares de peregrinos, vindos de toda parte do Brasil.
O estacionamento repleto de ônibus, micro-ônibus, vans e centenas de carros menores faz a gente pensar que há uma logística nas dioceses para que tudo isso seja contratado, saia pontual, trazendo cada pessoa no seu acento, com todas as documentações válidas etc.

A fila gigante para entrar no Santuário, as pessoas rezando e cantando com tanta concentração, a alegria estampada nas faces, faz a gente pensar que deve haver um trabalho de evangelização muito bem feito, já antes delas chegarem ao Santuário.

No dia 24 de setembro, mais de 2 mil peregrinos, vieram da Região Episcopal Belém, da Arq. de São Paulo, em 43 ônibus, 5 micro-ônibus, 3 vans e muitos carros particulares. No entanto, o espaço do Santuário era de tranquilidade e a atmosfera de oração abraçava a todos. Onde está o segredo para se conseguir isso? Deixemos que a coordenadora da Campanha da Mãe Peregrina, da Região Belém, Maria de Cássia Batista, responda a pergunta:

 

Como vocês organizam essa peregrinação?

 

Maria de Cássia – Foto: Carlos Henrique Pazin

“1º passo: Motivação

Tudo começa com a motivação, meio ano antes, logo que se iniciam as atividades pastorais nas paróquias e no Santuário. Neste ano começou em abril, em decorrência de muitas empresas de ônibus, que estávamos acostumados a contratar, terem sido fechadas e termos que escolher outras.

Motivamos os coordenadores paroquiais a fazerem as cotações dos ônibus, para que possamos reservar os ônibus antes que haja aumento e proporcionar que muitas famílias possam participar da romaria. Nós as incentivamos a parcelar o valor das passagens e sempre ajudamos os que desejam ir e não tem como pagar. A questão financeira é sempre uma grande preocupação. Mas, nós confiamos na Providência Divina e a Mãe de Deus sempre cuida.

2º passo: Capital de Graças.

Todos os preparativos e as dificuldades são depositadas na talha do Capital de Graças. Nós trabalhamos durante muitos meses, preparando cada detalhe para que a romaria seja abençoada. Sempre necessitamos de muitas orações e ofertas ao Capital de Graças, temos que lidar com situações delicadas.

3º passo: Distribuição de tarefas.

Há uma reunião mensal com a Equipe Regional da Campanha da Mãe Peregrina, que é formada por dez Coordenadores Setoriais, a Coordenadora Regional, o Assistente Eclesiástico e duas Secretarias. Recebemos também orientações da Equipe de Romarias, de Atibaia, e cada coordenador assume as tarefas, de acordo com as possibilidades do seu setor. Cada tarefa fica sob a responsabilidade de um ou dois coordenadores. Exemplo: Providenciar e convidar as pessoas para alguma tarefa na liturgia, estar no local no horário indicado.

Acompanho todas as equipes, para suprir, caso precisem: se falta alguém para as tarefas, se precisam de paramentos/túnicas etc. As maiores equipes, que são dos ministros da eucaristia, da coleta e do suporte com as bandeirinhas. Por isso, todos os setores colaboram e damos uma atenção especial. As equipes para as leituras e cantos são bem preparadas e todos os detalhes precisam ser bem cuidados.

4º passo: Convites.

Cada coordenador recebe um convite especial para ser entregue aos padres e eu entrego pessoalmente o convite para o Bispo. Há também um convite especial para as famílias. Todos os coordenadores recebem o mesmo convite, que é entregue aos missionários e estes para as famílias.

5º passo: Divulgação.

Mesmo que a romaria acontece cada ano, é preciso estar bem divulgada. Fazemos isso por meio de banners fixados nos murais das paróquias, avisos paroquiais no final de cada celebração, grupos de WhatsApp, e verbalmente, pois muitas pessoas nos encontram pelos caminhos e perguntam: Você vai para Atibaia este ano? Alguns sacerdotes nos ajudam, divulgando também nas mídias sociais.

 

Foto: Arquivo do Santuário

6º passo: Financeiro.

Sempre há necessidade de uma reserva em dinheiro, tanto para ajudar os que necessitam como para imprevistos que surgem. Cada setor e paróquia trabalha, na mesma proporção, e de modo criativo para isso. Devagarinho sempre chega suficiente para cumprirmos bem a nossa missão.

7º passo: Conscientização.

Cada ano buscamos melhorar e conscientizar as famílias da importância que é peregrinar a um lugar sagrado. Porque para muitos, pode ser apenas um “passeio”. Cada responsável pelo ônibus ou pela van, além das orações, durante o trajeto até o Santuário, também motivam e incentivam a participação na programação, que é um dia de oração, de retiro, para se desligar do mundo lá fora e revigorar a alma para continuar a missão, que nos foi confiada a partir do nosso Batismo e reafirmada pela Aliança de Amor.

Trabalhamos com uma média de 200 pessoas nas equipes do voluntariado. Neste ano foram 171 pessoas, fora os sacerdotes, seminaristas, acólitos e coroinhas e a equipe de cantos.”

E aí? Como eu, vocês também estão impressionados com essa organização? Quer saber o resultado de tudo isso?
Então, fique atendo! Amanhã, nós contamos!

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