Salvação da Missão Histórica do Ocidente

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Pe. José Kentenich formula o segundo objetivo de Schoenstatt usando a expressão “salvação da missão redentora do Ocidente”. Uma expressão talvez, em primeira instância, difícil de entender. A que se refere?

A missão redentora do Ocidente em sentido amplo

A “missão redentora” se refere à iniciativa de Deus salvador e redentor que sai ao encontro da humanidade que quebrou o vínculo com ele pelo pecado. Deus busca salvar a humanidade e devolver ao homem sua dignidade.

Este caminho de salvação é longo. Segundo a Bíblia, Deus confiou uma “missão redentora” a Adão e Eva para toda a humanidade, missão que eles perderam por causa do pecado original.

Logo é o povo judeu, com o qual Yahvé selou uma aliança, quem recebe de Deus novamente em forma peculiar uma missão redentora. Mas o povo escolhido novamente falhou: rompeu a aliança do Sinai e, quando Deus envia o Messias, não o aceita. Esse fato, que termina com a morte de Cristo no Gólgota, se converte na fonte de definitiva salvação: Cristo nos redime por sua paixão, morte e ressurreição. Cristo entrega à Igreja o encargo missionário de levar a todos os povos a Boa Nova da redenção: “Ide a todos os povos e proclamai a Boa Nova a toda a criação” (Mc 16,15).

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A Igreja nascente, a partir da orientação de São Paulo para “os pagãos”, historicamente se enraizou de modo especialíssimo no mundo greco-romano. A capital do Império, Roma, passou a ser a sede do Primado de Pedro. Com isso, o mundo antigo, e cada vez mais especificamente a Europa, aceita a mensagem e a fé em Cristo assumindo a missão redentora de levar a todo o mundo a Boa Nova de Cristo.

É um fato histórico que o cristianismo desenvolveu um extraordinário impulso de conquista missionário e evangelizador a partir de Roma e logo, a partir da Europa, para a América, África e Índia.

Quando o Pe. Kentenich usa o termo “missão redentora do Ocidente” , não se refere em primeiro lugar a cultura da qual é portador o Ocidente, senão, especificamente a fé que encarnou essa cultura e ao impulso missionário que surgiu a partir dela. Refere-se a especial responsabilidade do cristianismo no Ocidente pela evangelização do mundo. A missão redentora do Ocidente consiste, então, em sua responsabilidade pela cristianização do mundo.

Entretanto, passados os anos, esse impulso missionário foi decrescendo. Nos últimos anos, especialmente a partir do renascimento, e a partir da época em que reina o racionalismo e o homem centra sua existência no aquém, no saber da ciência e da técnica, progressivamente vai se desvinculando de Deus e sua fé entra em um período de franca diminuição. Hoje, a Europa já não “exporta” a fé para o resto do mundo. O ocidente como tal caiu em uma corrente de descristianização.

Schoenstatt, como membro vivo da Igreja, sente-se particularmente responsável em “assumir”, “salvar” ou “resgatar” a missão redentora do cristianismo.

Como movimento especificamente católico-apostólico ou de apostolado universal, Schoenstatt, desde o inicio, se sentiu chamado por Deus para assumir a missão redentora e ser um baluarte da cristianização ou recristianização do mundo. Com isto, Schoenstatt se coloca em uma plataforma universal de primeira ordem. Mas, repetimos, no sentido de anunciar a Boa Nova a todo o universo e de responsabilizar-se para que a pessoa e a ação de Cristo chegue a todo o mundo.

Veja mais sobre esse objetivo: a salvação da missão redentora do ocidente

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