Santa Paulina e o carisma do serviço ao próximo

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Foto: Santuário Santa Paulina

 

Juliana Gelatti Lovato –  Hoje, celebramos Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, a primeira mulher naturalizada brasileira elevada à honra dos altares. Nascida na Itália, imigra para o Brasil com os pais, chegando à nossa Pátria com 10 anos. De batismo Amábile Lúcia Visitainer, é na cidade de Nova Trento, em Santa Catarina, que conhecerá sua vocação voltada para o amor e serviço ao próximo, fundando uma congregação de irmãs com o mesmo carisma.

Santa Paulina nasceu em Vigolo Vattaro, na região do Trentino Alto Adige, em 16 de dezembro de 1865. Em 1875 chega ao Brasil, e dois anos depois a mãe de Santa Paulina morre, e a jovem assume os cuidados da família até o segundo matrimônio do pai.

Em julho de 1890, o ímpeto da caridade move Amábile e sua amiga Virginia Nicolodi a acolherem uma vizinha, Angela Viviani, que sofria de um câncer terminal. As duas amigas instalam a doente em um casebre doado por outro vizinho e cuidam de Angela até sua morte, em 1891, quando junta-se a elas Teresa Anna Maule. Estava fundada a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.

Anos depois, o pequeno grupo passa a ocupar uma casa maior no centro de Nova Trento, doada por benfeitores. No local até hoje funciona uma instituição da obra. A congregação cresce nos estados de Santa Catarina e São Paulo, onde a irmã estabeleceu-se para cuidar dos ex-escravos idosos e das crianças órfãs, entre elas, filhas de ex-escravos, com a ajuda do padre Luiz Maria Rossi e de benfeitores.

Em 1909, as irmãs expandem suas atividades para a educação, catequese, cuidado de pessoas idosas, doentes e crianças órfãs. Neste ano, Santa Paulina, que era superiora geral de sua congregação, é deposta do cargo pela autoridade eclesiástica. Ela foi enviada para Bragança Paulista, onde passou a cuidar de doentes e asilados.

Como a obra era de Deus e não uma ambição pessoal da religiosa, mesmo com a fundadora afastada, a congregação prospera. Nove anos depois, Santa Paulina retorna à Sede Geral da Congregação, testemunhando sua vida de santidade e resgatando o carisma da sua fundação. Em 1933, o Papa Pio XI publica um Decreto de Louvor à Congregação. Em 1934, algumas irmãs são enviadas para atender povos indígenas no Mato Grosso.

Em 9 de julho de 1942, Santa Paulina morre, aos 76 anos, em São Paulo, com fama de santidade, por ter vivido de forma heroica as virtudes da fé, esperança e caridade. Os milagres que constam na causa de canonização ocorreram no Brasil: o primeiro em Imbituba, Santa Catarina, e o segundo, em Rio Branco, no Acre.

 

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