Ser de Schoenstatt, uma vocação

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Quando a Aliança de Amor está no DNA.

Karen Bueno – Passa algum tempo e logo Nossa Senhora começa a ser chamada de “Mãe”, simplesmente assim. Os momentos vagos no final de semana são preenchidos com reuniões, encontros, mil e tantas atividades diferentes. O guarda-roupa recebe novas peças – geralmente camisetas ou moletons – com símbolos próprios, que são companhias da vida cotidiana. O linguajar do dia a dia ganha novas palavras, como ‘filialidade’, ‘Capital de Graças’, ‘vinculação’, ‘ardor’… O Santuário passa a ser mais que uma capelinha, ele se torna um lar.

Você se identifica com tudo isso? Se a resposta é ‘sim’, certamente encontrou o seu lugar sonhado por Deus, sua vocação dentro da vocação, certamente nasceu para ser de Schoenstatt.

 

Faz parte do sonho de Deus

O Bom Deus é criativo na hora de criar os mais variados movimentos, grupos, pastorais, congregações… E, dentro de tantas possibilidades bonitas, chama diversos corações para se unirem em Aliança com a Mãe Três Vezes Admirável.

Já bem cedo para alguns, ou às vezes mais tarde para outros, um novo amor faz o coração pulsar num ritmo diferente: “Aos 46 anos, a Mãe me chamou para seu Santuário, onde descobri minha vocação”, conta o Diác. João Luiz Pozzobon.

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O que representa isso na prática? Que implicações traz a vocação schoenstattiana?

Usar uma corrente no pescoço (sinal da Aliança de Amor), ter o nome inscrito no Livro da Aliança e no coração da Mãe é um chamado que dá novo significado ao Batismo.

“Porque reconhecemos que o Senhor nos escolheu para uma tarefa apostólica tão tocante, sentimos como que um íntimo estremecimento a atravessar a nossa alma. O Senhor chama-nos, nós devemos lançar as redes. ‘Como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós!’ E nós, em profunda humildade e gratidão, aceitamos o envio missionário” (Pe. José Kentenich, 31.12.19) [1]

Viver a dinâmica da Aliança de Amor é estar em saída e ser missionário, é viver o Batismo com novas cores e novos tons – isso é vocação, isso é ser Schoenstatt: “Dar testemunho de tudo com o ser, com a vida! […] Eu tenho, portanto, que viver. Transmito a minha vida. Também o posso fazer com a palavra, mas o apostolado do ser é o mais importante” (Pe. Kentenich, Conferência em Roma, 17.11.1965).

 

(Foto: Marcia Kazumi)

 

Esta é a bandeira que escolhi

O Pe. Esteban Uriburu escreve que “o Movimento não é, certamente, uma associação vocacional, e ter vocação para Schoenstatt não equivale a ter vocação religiosa. Um schoenstattiano tem, sim, um elevado grau de disponibilidade para responder ao chamado de Deus, se o receber. Isso acontece simplesmente pelo fato de levar a sério seu cristianismo, de ter decidido seguir incondicionalmente o Senhor”.

Ser de Schoenstatt não significa ser maior ou melhor que membros de outros grupos e movimentos – aliás, queremos ser os últimos, estar bem abaixo de todos, no sentido do serviço. Mas, pertencer a este Movimento faz um sorriso surgir naturalmente, pela consciência de ter uma Mãe tão próxima que educa e forma homens novos, por ter uma casa, por ter um Pai e ter uma Família. É o que nosso fundador chama de ‘justificado orgulho’, que faz o coração pulsar mais fortemente.

 

Renovar a Vocação

Mais de 50 anos após a morte do fundador, um dos grandes desafios é manter vivo seu carisma, segundo inspira o Espírito Santo. Assim diz o Papa Francisco aos Padres de Schoenstatt: “Após esses anos recorridos, lhes preocupa manter vivo o carisma fundacional e a capacidade de saber transmiti-lo aos mais jovens. A mim também me preocupa que mantenham o carisma e o transmitam, de tal maneira que siga inspirando e sustentando suas vidas e sua missão”.

O conselho do Santo Padre vale para cada vocacionado de Schoenstatt: “Vocês sabem que um carisma não é uma peça de museu, que permanece intacta em uma vitrine, para ser contemplada e nada mais. A fidelidade, o manter puro o carisma, não significa de nenhum modo encerrá-lo em uma garrafa selada, como se fosse água destilada, para que não se contamine com o exterior. Não, o carisma não se conserva tendo-o guardado; tem que abri-lo e deixar que saia, para que entre em contato com a realidade, com as pessoas, com suas inquietações e seus problemas. E assim, neste encontro fecundo com a realidade, o carisma cresce, se renova e também a realidade se transforma, se transfigura pela força espiritual que esse carisma leva consigo”.

Assim como o Pe. Kentenich, cada pessoa que vive a Aliança é responsável por manter viva a chama que incendiava o coração do Pai. E, como dizia o Pe. Kentenich e aconselha o próprio Papa Francisco, estar “com o ouvido no coração de Deus e a mão no pulso do tempo”.

 

 

Fotos: Schoenstatt International Communication Office 2014

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Publicado em 31 de julho de2018

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