Sim à vida: Todos são iguais perante a lei

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“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida” (Constituição Federal, art. nº 5).

Maura Regina Santana de Jesus – Em seu plano de amor, Deus cria cada criança à sua imagem e semelhança, para um ideal já concebido por ele. Portanto, “cada ser humano é um pensamento e um desejo de Deus” (Pe. José Kentenich, Fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt).

Deus chama cada ser humano à vida desde a sua concepção. A vontade amorosa do Pai transmite a vida, que é sagrada e tem um fim transcendente. Ninguém, por motivo algum, é dono dessa vida e tem o poder de eliminá-la.

O direito natural à vida é tão claro que a prática do aborto não deveria ser admitida, como o é, na legislação civil de muitos países. A vida humana deve ser protegida e favorecida desde o seu início, da mesma forma que durante as diversas fases do seu desenvolvimento.

O direito à vida é fundamental. É o primeiro direito e próprio à condição de ser humano. A Constituição Federal do Brasil declara que o direito à vida é inviolável (caput do art. 5º) e não admite a possibilidade de legislar contra esse direito (4º parágrafo, do art. 60). Logo, se numa democracia jamais é questionada a possibilidade de matar uma pessoa deliberadamente, os direitos do nascituro desde a concepção não podem ser violados e tão pouco relativizados.

“Na realidade, o respeito pela vida humana impõe-se desde o momento em que começou o processo da geração. Desde quando o óvulo foi fecundado, encontra-se inaugurada uma vida, que não é nem a do pai, nem a da mãe, mas a de um novo ser humano, que se desenvolve por si mesmo. Ele não virá jamais a tornar-se humano, se o não for desde logo” (Declaração sobre o aborto provocado, Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 28 de Junho de 1974).

Como a vida é um dom de Deus, nenhuma grande dificuldade pode justificar o aborto: seja ela um problema de saúde da mãe; um diagnóstico de anormalidade, de defeito do feto; questões financeiras e morais; controle de natalidade. Enfim, nem a família, nem a mulher, nem a autoridade pública têm o direito e a liberdade de, em qualquer hipótese, dispor da vida de alguém, ainda que essa vida se encontre em fase embrionária.

O quinto mandamento da Lei de Deus fala: “Não matarás! (Ex 20,13). Ser livre é realizar a vontade de Deus e respeitar o plano de amor que ele tem para cada um. Pe. Kentenich afirma: “Esta é a verdadeira luta pela liberdade: tornar-se livre de todos os movimentos e emoções separados de Deus, a fim de estar inteiramente livre para o reino de Deus” (Livre em Algemas, pág. 18).

Obedecer às leis de Deus exige do cristão sacrifício, muitas vezes atitudes heroicas, exige responsabilidade e compromisso, para manter a fidelidade, não se deixando contaminar por ideologias em voga e não ferindo os preceitos divinos.

Não se pode ignorar que “Deus, senhor da vida, confiou aos homens, para que estes desempenhassem dum modo digno dos mesmos homens, o nobre encargo de conservar a vida. Esta deve, pois, ser salvaguardada, com extrema solicitude, desde o primeiro momento da concepção; o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis” (Papa Paulo IV, Gaudium et spes – A Igreja no mundo atual, 51, 07 de dezembro de 1965).

Com a Igreja, o Movimento de Schoenstatt, alicerçado na força da Aliança de Amor, reconhece, com Maria, em Cristo, no Espírito Santo, a filialidade divina e o direito à vida concedida por Deus.

SÚPLICA EM DEFESA DA VIDA

“Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”. (Jo 10, 10)
Pai, que nos deste a vida como dom de amor, faze-nos compreender que ela deve ser protegida em todas as etapas, desde a concepção – na chegada, até o instante final, na despedida.
Desperta, Pai, nos corações adormecidos, o impulso para o amor, pois só ele une e é força transformadora, capaz de restaurar e gerar o respeito pela vida.
Que o homem abra o seu coração para o encontro com Cristo, para aceitar a vida como presente divino e transformar sentimentos em gestos concretos de acolhida.
Maria, que sempre estiveste ao lado de teu Divino Filho, Jesus, ajuda-nos, como Mãe e Educadora, lembrando-nos sempre que a vida é um direito inalienável de toda criatura. Amém!
“Maria, a vós confiamos a causa da vida”
(João Paulo II, Evangelium Vitae – Com aprovação eclesiástica)

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