Um Advento unido ao Pai

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“O renascimento de Cristo aqui em Schoenstatt depende essencialmente de nós” (Pe. José Kentenich)

Maria Luísa Santos de Jesus– Advento, tempo de preparação para o nascimento de Jesus Cristo no Natal. São quatro semanas nas quais somos convidados a esperar Jesus, por isso é tempo de alegre espera do Senhor.

Nas duas primeiras semanas do Advento, somos convidados a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Nas duas últimas semanas, nos preparamos mais especialmente para celebrar o nascimento de Jesus em Belém, a vinda do Messias, que é anunciada pelos profetas como um reino de paz e de justiça.

Nesse tempo de preparação para o Natal de Jesus, precisamos arrumar nosso coração, pois, estando bagunçado, dificilmente terá espaço para acolher o Salvador. Vamos tirar o pó que asfixia o amor, promover um renascimento espiritual, um novo nascimento, nos tornando crianças perante Deus, como Jesus no presépio.

 

Como argila

O Pe. José Kentenich – que podemos caracterizar como um reflexo de Deus Pai para o mundo, pois nos mostrava Deus por meio de suas palavras e de sua vida – com sua inspiração Divina, nos descreve seu modo de descobrir a vontade de Deus por esta frase: “Vivo com o ouvido no coração de Deus e a mão no pulso do tempo”.

Maria não somente recebeu revelação de Deus por meio de um anjo, Deus lhe falou também por pessoas e circunstâncias e Ela soube reconhecer em todos os acontecimentos uma saudação, uma determinação de Deus, e sempre deu seu ‘sim’.

Com “o ouvido no coração de Deus”, o nosso Pai e Fundador passou a vida escutando as mensagens do Pai Eterno, como Maria. Vinculados ao Pe. Kentenich, nesse período de espera e conversão, sejamos argila nas mãos de Deus que é o Oleiro. Vamos abrir nosso coração para escutá-lo e entender o que quer de nós. Ele nos transforma quando nos educamos na fé e age em nossa vida.

 

Um farol luminoso

Maria acolheu com humildade e obediência de fé a vontade de Deus; trazer ao mundo seu filho amado. Entretanto, a Mãe do Cristo não viveu só a alegria da anunciação, mas também momentos de incerteza e escuridão, como acontece conosco muitas vezes, por isso ela nos entende e se faz nossa companheira e guia em nosso caminho da fé; no acolhimento a Jesus e sua vontade sobre nós.

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Devemos ao Pe. José Kentenich inúmeras graças, a principal delas é a existência do Santuário, pois foi ele que Deus escolheu para ser o portador dessa graça. Como filhos agradecidos, neste ano dedicado a ele, vamos viver com fidelidade e intensidade a nossa Aliança de Amor com Maria, que do Santuário gera Jesus e o faz nascer em nosso coração. Como nosso Fundador nos diz em sua oração, “Teu Santuário é nossa Nazaré…. Ali, Imaculada, orando, lutas cheia de anseio pela aurora da salvação; ali Gabriel te faz o pedido e o mundo se ilumina por teu Fiat. Vejo-te, silenciosa, renovar o Fiat e tua luz romper a noite, a partir de Schoenstatt; pois Deus, cheio de sabedoria em sua bondade o escolheu, como farol luminoso para o mundo de hoje” (Rumo ao Céu 181-185).

 

Teu Santuário é nossa Belém….

Temos muito a aprender com nosso Pai e Fundador e, nesse período do Advento, ele nos ensina sobre a filialidade, uma dedicação desinteressada de si mesmo, como fez Jesus:

Dedicar tempo a Deus; elevá-lo ao trono do nosso coração, longe da agitação do mundo.
Proteger-se do espírito mundano: Dar especial atenção ao primeiro e ao último minuto do dia, estar interiormente com Deus.
Presentear ao Senhor: o que daremos?

Assim, nesse Natal somos convidados a viver a mesma humildade e obediência de fé presentes na Virgem Maria e no Pe. José Kentenich. Que possamos recitar com convicção sua oração: “Mãe, faze Cristo resplandecer em nós com maior claridade, une-nos em santa comunidade, sempre prontos para qualquer sacrifício, como exige nossa missão sagrada. Amém” (Rumo ao Céu 194).

Reflitamos as sábias palavras do Papa Bento XVI:

“A Virgem Maria encarna perfeitamente o espírito do Advento, feito da escuta de Deus, do desejo profundo de fazer a sua vontade, de alegre serviço ao próximo. Deixemo-nos guiar por ela, para que o Deus que vem não nos encontre fechados ou distraídos, mas possa, em cada um de nós, estender o seu reino de amor, de justiça e de paz”.

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Publicado no advento de 2021

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