
Larissa Rodrigues – Um ano após sua partida, o Papa Francisco permanece vivo na vida da Igreja e do mundo. Seu pontificado se destaca pela prática do diálogo, vivida na relação com Deus, com as pessoas e com as realidades do tempo presente.
Ao longo de sua missão, Francisco escolhe o caminho do encontro. Aproxima-se das periferias, visita prisões e escuta aqueles que muitas vezes não encontram espaço. Nesse contato direto, ensina que o diálogo começa na escuta e se concretiza na presença. Como afirma em diferentes ocasiões, o pastor é aquele que se faz próximo do seu povo.
Sem buscar protagonismo, apresenta Jesus Cristo com gestos simples. Dispensa formalidades e constrói pontes. Sua autoridade nasce da coerência entre palavra e ação. Assim, mostra que o verdadeiro pastor caminha junto, escuta e orienta.
Diálogo como caminho
Esse estilo marca sua forma de conduzir a Igreja. Francisco abre espaço para diferentes realidades, promove o encontro entre culturas e incentiva uma Igreja que dialoga com o mundo. Mesmo diante de tensões, insiste que o diálogo é caminho necessário, sempre fundamentado no Evangelho.
Sua atuação também alcança questões globais. Ao tratar da fraternidade, da paz e do cuidado com a criação, propõe um diálogo que ultrapassa fronteiras religiosas e culturais. Na encíclica Laudato Si1, convida à responsabilidade comum pela casa comum. Assim, reforça que o futuro depende da capacidade de escutar e agir juntos.
Ao mesmo tempo, mantém a oração como fundamento de sua missão. Seu pedido constante, “Não se esqueçam de rezar por mim”, expressa que o diálogo com Deus sustenta todos os outros diálogos.
Despedida em oração
No dia 20 de abril de 2025, domingo de Páscoa, o Papa Francisco realiza sua última aparição pública, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, ao conceder a bênção Urbi et Orbi. O momento reúne fiéis de diversas partes do mundo e se marca pelo silêncio e pela oração.
Nos dias seguintes, Roma vive um tempo de recolhimento. Fiéis permanecem em oração e recordam seus ensinamentos. Há um clima de gratidão por sua vida e missão.
O Papa Francisco deixa como herança um modo concreto de viver a fé, marcado pelo encontro, pela escuta e pela proximidade. Seu legado permanece atual e orienta a vida cristã.
Um ano após sua partida, sua presença continua a iluminar. No diálogo que promoveu e nas pontes que construiu, permanece um convite: viver o Evangelho no encontro com o outro, com simplicidade e esperança.
Referências bibliográficas:
1 Papa Francisco. Laudato Si’: sobre o cuidado da casa comum. Vaticano, 2015.
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