“Um homem com a cabeça no céu e os pés na terra”

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Exemplo de santidade diária nos dias de hoje

Juliana Dorigo– Atitude de João Pozzobon diante das dificuldades e problemas na convivência familiar. Uma resposta para tempos difíceis: fortaleza e harmonia do ser. Sua irmã Regina Pozzobon conta: “Em toda família sempre há alguma coisa que não vai bem. Nessas ocasiões João tomava seu Rosário e saia para rezar, a fim de não discutir, para não causar contrariedades na família. Ele sempre foi assim”.

João era um homem de paz e assim permaneceu ao longo de toda a sua vida, tal como facilmente se pode perceber frente a numerosas circunstâncias de sua existência, ainda que em situações muito conflituosas. Assim se comprovou ao longo dos anos em que continuou sua Campanha em meio aos mais duros ataques e incompreensões. “Sou pai de família, nunca fui homem rico. Mas sabia que Deus era bom, e que não desampara os que servem ao seu próximo”. [1]

Atitude sobrenatural

Pozzobon é símbolo do homem de fé, sua plena confiança na Mãe de Deus era o amor filial, durante sua jornada, em seu coração pulsava o desejo de ser um instrumento nas mãos de Maria, para salvar as famílias e para a Obra de Schoenstatt. O Servo de Deus, rezava no Santuário, durante a sua consagração: “Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt… De hoje em diante quero ser um instrumento sacrifical pioneiro do teu Santuário, disposto a consumir-me por ti… No amor abraço a cruz que o Pai Celestial me destinou. Um único desejo vive na minha alma: consumir-me por ti e por tua Obra. Peço que não te compadeças de mim, estou decidido a ser arauto e para-raios do novo Schoenstatt brasileiro, que se imola no cumprimento fiel, fidelíssimo, do dever por ti. Que cada sofrimento e dor que me enviares, se converta numa constante alegria e agradecimento”. [2]

“Consagrar-se é pôr-se à disposição da Mãe. É escutar, ouvir quando ela fala, estar a seu serviço, ser um servidor. A consagração implica, também, estar convencido de que se é chamado a uma missão específica, assim entendi no meu caso, pois minha consagração era para este Santuário” [3]

Despertar o heroísmo

“Pude compreender que eu, também, tinha que fazer despertar o heroísmo. Não só o cumprimento do dever – todos temos a obrigação de fazê-lo, mas o heroísmo, esse heroísmo total, de entrega”. [4] Essas palavras de Pozzobon revelam muito sobre o amor e a dedicação do Servo de Deus à missão, a sua entrega total ao objetivo de salvar as famílias através da visita da Mãe Peregrina com seu filho Jesus, transformando lares em pequenos Santuários de graças. João Pozzobon vivia a santidade diária, buscando estar mais perto do Reino do Céu a cada dia, reconhecia a sua pequenez, com o desejo de realizar grandes obras. “Sou pequeno, mas quero ser grande no meu agir”.[5]

Pozzobon dedicou a sua vida para salvas as famílias. “Pode-se perceber que o mundo, o homem, andam esquecidos e enganados por tantas coisas que o próprio mundo oferece; mas, no fundo ainda vive a mesma fé mariana, que lhe dá segurança, e isto, mesmo com pessoas de outras religiões. Vale a pena desenvolver um calo no ombro… Por amor às almas, poderíamos carregar mais…” [6]

O sentido de carregar a Mãe de Deus. É a Mãe de Deus que pode levar a mensagem do bem a todas as famílias. A grande preocupação de que todos pudessem entender também que um dia poderiam alcançar a salvação. Que todos sejam bons, que se amem uns aos outros. E então, eu caminhei junto com a Mãe, e sabendo que ela sai de um Santuário de graças, que ela pode distribuir muitas graças. Foi ela quem partiu, ela que distribuiu graças e transformou famílias. [7]

Inspiração atual

João Pozzobon inspira por sua fé inabalável, mesmo em situações difíceis, os dias de hoje exigem de nós essa confiança filial, superar desafios e assim como Pozzobon, entregar nas mãos da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, como instrumentos a serem moldados pelas mãos de Maria. “Se você não contar sobre as lutas, não pode provar a força da Mãe”.[8]

 

 

[1] URIBURU, Esteban J. Herói hoje, não amanhã. Santa Maria/RS: Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt, 1991, pág. 78

[2] Idem 1, pág. 188

[3] Idem 1 e 2, pág. 89

[4] Idem 1,2 e 3, pág. 43

[5] Idem 1,2,3 e 4, pág. 47

[6] TREVISAN, Victor P. João Luiz Pozzobon: Um Santo com Têmpera de Missionário Leigo. Santa Maria/RS: Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt, 1992, página 30

[7] URUBURU, Esteban J. 140.000 Km Caminhando Com a Virgem. Buenos Aires: Editorial Patris, pág. 17

[8] Idem7, pág 53

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