Após a enchente que devastou Ubá, a imagem da Mãe Peregrina permanece intacta
Juliana Dorigo – As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira deixaram marcas profundas em Ubá/MG. De acordo com as autoridades locais, em apenas três horas, foram registrados 170 milímetros de precipitação. O Rio Ubá subiu quase oito metros, invadiu casas, arrastou pontes, derrubou prédios e espalhou um rastro de dor pela cidade.
Sete vidas foram perdidas. Quatro pessoas seguem desaparecidas. Por onde a água passou, ficaram a lama, o silêncio pesado e o desafio de recomeçar. E foi justamente nesse cenário de devastação que um detalhe tocou o coração de muitos.
Na casa de Aparecida Guiducci, missionária da Mãe Peregrina dos Enfermos, a enchente entrou com força. A lama cobriu o chão, tomou os cômodos, alcançou móveis e lembranças. Mas, entre marcas de perda e destruição, a imagem da Mãe Peregrina permaneceu intacta. De pé.
A presença da Mãe tornou-se sinal de esperança para um povo ferido. Quando tudo parece desmoronar, Ela permanece. Quando as forças humanas se mostram limitadas, o amor materno recorda que não estamos sozinhos, mesmo em meio à dor.
Segundo Valéria Azevedo Pacienza, coordenadora da Mãe Peregrina na cidade, as paróquias da região (Nossa Senhora do Rosário, Divino Espírito Santo, São Januário, São Sebastião, São José Operário e Santa Bernadete) já se mobilizam em uma grande corrente de solidariedade. Movimentos e pastorais unem missionários, coordenadores e famílias na preparação de marmitas, arrecadação de doações e distribuição de mantimentos em abrigos, ruas e comércios atingidos. “Eu vi a proteção de Mãe, cuidando dos seus filhos e mostrando que não estamos sós, que Ela intercede por nós. Um filho de Maria nunca perecerá. É isso que nos acalma, como acalmou o coração de João Luiz Pozzobon nas horas difíceis.”, afirma.
Nossa solidariedade abraça o povo da Zona da Mata mineira. Que a Mãe Peregrina, que permaneceu intacta naquela casa, permaneça também firme no coração de cada família que hoje precisa reconstruir a própria história.
Fonte: maeperegrina.org.br