“Vejam como eles se amam”

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Nossa missão é ser e formar Família, cujo núcleo é o amor

Ir. M. Nilza P. da Silva – Encerrando o mês de outubro, mês missionário, olhamos para o Papa Francisco que muitas vezes, ao falar sobre missão, convida para ler a Carta Apostólica Maximum Illud, escrita pelo Papa Bento XV, dirigida aos sacerdotes, bispos e religiosos, convocando-os para a missão.

Papa Bento XV diz que é preciso ir ao encontro dos povos que ainda não conhecem a Jesus, por compaixão a eles e também como dever apostólico. Ele motiva todos a partirem em missão para formar comunidades cristãs em todo o mundo. Isso porque ninguém é cristão sozinho!

O objetivo da Missão não é espalhar as pessoas, mas sim reunir, formar comunidades. Duas coisas são muito importantes, quando se trata de formar comunidade: a primeira delas é ser Família e a segunda é ser missionário. É importante viver o amor, a fim de expandir-nos para além de nós.

Em Pentecostes, os apóstolos estavam reunidos com Maria, em um só coração e em uma só alma, vivendo em amor fraterno: “Vejam como eles se amam”, as pessoas diziam sobre o primeiros cristãos. O amor nos impulsiona e atrai as pessoas.

 

Um exemplo visual

 

 

Quando olhamos a imagem desenhada na janela da capela do Pai e Fundador, em Schoenstatt, vemos algumas chamas se formando. Essas chamas surgem de um mesmo núcleo e, unidas, se expandem, sempre dependendo uma da outra para chegarem cada vez mais longe: uma sempre alimenta a outra. O Espírito Santo é a força do amor que essa imagem representa. É Ele que une o Pai e o Filho, formando a Santíssima Trindade. Assim se mostra o Espírito Santo: ao mesmo tempo que une, ele nos envia. “Representa um amor mútuo, o amor do futuro” (Cfr. Pe. Heinrich Walter, 15.9.2018).

Só somos missionários verdadeiros se nos empenharmos para criar e fortalecer os vínculos. O carisma de nosso Pai e Fundador atuará na Igreja se vivermos esse estilo de missão. Nosso Pai diz, já em 1912, no Documento de Pré-Fundação: “Nós, não eu… não se trata de um trabalho meu, mas sem vós eu não vou fazer nada”. O fato de estarmos juntos nos dá forças para a transformação. Segundo pesquisadores, nada surge de novo, em modo forte, se não tiver por trás uma comunidade que sustenta e que saia do “eu” e se torne em “nós”.

Ir. M. Elisabet Parodi, pesquisadora da fidelidade dos carisma na Igreja, diz que: “O carisma é sempre maior do que eu consigo captar, [por isso] só pode ser levado ao futuro em comunidade. Esta consciência deve impulsionar-nos sempre de novo a pedir a atitude dos que estavam no cenáculo. É esta a dádiva e o desafio do cor unum in Patre na Obra de Schoenstatt. Aqui se decide a autenticidade do carisma”1.

 

Missão de formar Família

Cuidemos para que não pensemos somente em nossa alma, como dizia o Pai e Fundador. Assim, como os apóstolos, devemos pedir ao Espírito Santo uns pelos outros, devemos estar unidos em oração. Estamos no mês missionário e mês da Aliança, nossa missão é atrair as pessoas a viverem em Aliança, é missão de formar Família. Deus é Pai e a Mãe de Deus é Mãe, nós temos um Santuário, temos um Lar. Devemos sair em missão para formar Família e fortalecer vínculos.

Não existe a missão sem a Aliança. No Tabor, Jesus não se revela sozinho – ele está com Elias e Moisés, na presença de Pedro, João e Tiago – pois a glória divina é feita em comunidade. Essa é a essência, é o Espírito Santo.

 

 

1 Palestra em 15 de setembro de 2018, na celebração pelos 50 anos da morte do Fundador

 

Publicação original em 27 de outubro de 2019

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