Vestir-se de Maria, as roupas e um pouco mais…

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As ‘Pequenas Marias’ do Ano Mariano.

Karen Bueno – Aparecida, Fátima, Lourdes, Schoenstatt… Não há um número exato, mas são mais de 1.000 títulos que honram a Mãe de Deus em todo o mundo e entre variadas religiões. Celebrando este Ano Nacional Mariano, é comum encontrar, nos eventos e nas vivências pelos Santuários de Schoenstatt do Brasil, algumas crianças, jovens ou mesmo adultos se apresentando com roupas e trajes que remetem a esses títulos da Mãe de Deus, tudo para mostrar o quanto ela é amada por vários povos e culturas e como ela se adapta à realidade dos filhos.

O Papa Francisco usa muitas vezes a expressão “colocar-se nos sapatos dos outros”; também o Pai e Fundador, Pe. José Kentenich mencionava esse termo em algumas ocasiões. O sentido da frase é o de colocar-se no lugar do outro, ser solidário, mas também se encaixa bem diante das representações da Mãe de Deus: colocar-se nos vestidos, nos mantos e, principalmente, na vida de Maria.

O Ano Mariano é um convite para viver Maria.

“Assemelha-nos a ti… Em nós percorre o nosso tempo”, diz o trecho do Rumo ao Céu, numa prece sempre atual, escrita pelo Pe. José Kentenich. A oração é um pedido, mas também um desafio, para que em cada pessoa, em cada filho de Schoenstatt, esteja moldada a figura da Mãe, para que cada um seja uma presença viva de Maria para o mundo. “Toda bela és Maria, Maria queremos ser”, canta o Hino da Juventude Feminina de Schoenstatt do Brasil; a União Apostólica das Mães também canta: “Mãe Três Vezes Admirável, quem me vê, te veja”… e assim cada comunidade, cada grupo, cada pessoa vai buscando, no dia-a-dia, ser um pouquinho mais parecido com aquela figura tão especial que encontram no Santuário.

“Com os olhos postos em seus filhos e em suas necessidades, como em Caná da Galileia, Maria ajuda a manter vivas as atitudes de atenção, de serviço, de entrega e de gratuidade que devem distinguir os discípulos de seu Filho”, diz o Documento de Aparecida (272). Viver a espiritualidade mariana é mais que imitá-la, como escreve o Pe. Angel Strada: “Seria errôneo considerá-la um mero exemplo estático, como se fosse um espelho frio e distante que reflete as virtudes cristãs […]”. Para além disso, ele enfatiza aquilo que o Pe. Kentenich sempre ensinou, que Maria é Mãe e Educadora, é mais do que somente modelo, ela forma Cristo em cada um: “A ação modeladora de Maria persegue um objetivo muito concreto: Reproduzir nos filhos os traços espirituais do Filho primogênito”[1]

Sobre isso, o Pe. Kentenich fala: “Ela quer comprovar-se e revelar suas glórias como Educadora; quer, sobretudo, motivar-nos a uma entrega a ela sem reservas como seus instrumentos, através de uma Aliança de Amor; quer motivar-nos a permitir que nos transforme num alter Christus (outro Cristo), numa altera Maria (outra Maria), capazes de responder às aflições do tempo e da vida com um salto mortal da razão, de se colocar ao seu dispor para a redenção do mundo como ela, a permanente Auxiliar do Senhor”.[2]

Para nos inspirarmos e sentirmos cada vez mais profundo o desejo de ser um reflexo de Maria, vejamos algumas fotos das “Pequenas Marias do Ano Mariano”. Elas são de Curitiba/PR, Salvador/BA, São Paulo/SP… A maioria ainda pequena em idade, mas todas já conscientes e felizes de imitar a Mãe de Deus:

 

Clique para ver as fotos

Pequenas Marias do Ano Mariano

 

[1] Maria: Um exemplo de mulher, Angel L. Strada, editora Ave Maria.

[2] Maria, Mãe e Educadora – Uma Mariologia aplicada, Pe. José Kentenich. Sociedade Mãe e Rainha, 2ª edição, 2017, pág. 153

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