Vida consagrada em Schoenstatt: jeito de ser feliz

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“Em que consiste a nossa originalidade? Sem a proteção obrigatória de um hábito, sem uma estreita comunidade e sem votos, procuramos assumir a vida só mediante a vinculação a um elevado ideal” (Pe. José Kentenich, Conferências para as Irmãs de Maria, março de 1950).

Sra. Lúcia Ferreira da Silva – “Onde estão os consagrados, há sempre alegria”, diz o Papa Francisco. A história de Schoenstatt começa com a luta pela verdadeira liberdade dos filhos de Deus. Essa liberdade que todo coração humano busca, muitas vezes, pelas circunstâncias da vida, torna-se obscura e difícil de encontrar.

Nosso Fundador, o Pe. José Kentenich, por meio da Aliança de Amor, leva-nos da escuridão da nossa época a uma liberdade mais profunda e renovada e nos propõe uma nova maneira de viver e de enfrentar a vida diária.

Neste Dia da Vida Consagrada, queremos agradecer porque em Schoenstatt, pela da Aliança de Amor, Deus suscitou diversas comunidades que podem testemunhar com suas vidas a possibilidade de encontrar Deus no mundo de hoje.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, a vida consagrada deve ser vista como “uma resposta livre a um chamamento particular de Cristo, mediante a qual os consagrados se entregam totalmente a Deus e tendem para a perfeição da caridade sob a moção do Espírito Santo”.

Mas, o que é ser consagrado?

É tornar sagrado, tornar santo. É SER FELIZ! É ser feliz por viver em diálogo com o Deus da Providência. Tudo pertence a Ele e nossa vida não pode existir sem Ele. Somos sua criação predileta e queremos testemunhar no mundo em que vivemos. E, com isso, “transparecer a alegria e a beleza de viver o Evangelho e seguir a Cristo” (Carta Apostólica do Papa Francisco às pessoas consagradas – 21/11/2014).

Não é uma missão que assumimos para chegarmos ao céu. Não! De nenhuma maneira. É fazer-nos imunes para superar as crises e problemas que vive o mundo de hoje. Ser sal e luz no meio do mundo, nos distintos aspectos que a vida exige. É um compromisso com esse mundo, para plasmar nele os traços do divino. Ser um sinal do Eterno no meio do caos em que vivemos.

Em Schoenstatt, por excelência, somos chamados a consagrar-nos e a consagrar o mundo a Cristo por Maria. Essa graça de origem segue ainda hoje pelas diversas comunidades de vida consagrada, especialmente pelos seis institutos que o Espírito Santo fez surgir durantes os anos de fundação e que são parte motriz, assegurando a vitalidade interior e a projeção apostólica de toda a Família de Schoenstatt.

Quais são esses institutos?

Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt: sua vocação se resume em ser Maria e, a exemplo dela, atuar no mundo, a fim de que muitos homens se encontrem com Cristo. Assumem os desafios e a beleza de uma vida em comunidade como espaço para encarnar o anúncio evangélico. Tem como tarefa especial orientar famílias, jovens, crianças e peregrinos nos diversos ramos do Movimento de Schoenstatt.

Instituto Secular dos Irmãos de Maria de Schoenstatt: ser Irmão de Maria significa seguir a Cristo, como Maria, na opção pela virgindade, obediência e pobreza, vivendo a espiritualidade de Schoenstatt na Aliança de Amor, na vinculação ao Santuário e aos ensinamentos do Pe. José Kentenich. O Irmão de Maria não abandona o mundo, mas o assume e procura santificá-lo através de sua profissão.

Instituto Secular de Famílias de Schoenstatt: tem a missão de ser um reflexo vivo da Sagrada Família de Nazaré nos tempos atuais. Pela Aliança de Amor vivida entre os esposos, buscam ser um caminho de santidade e de perfeição cristã para a Igreja e o mundo.

Instituto Secular dos Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt: dentro de suas dioceses, os sacerdotes buscam a santificação própria, promovem a unidade do presbitério, cultivam o espírito presbiteral em alto grau e se colocam sempre mais a disposição do bispo diocesano. Querem servir à ordem presbiteral e contribuir com a renovação da Igreja no sentido do Concílio Vaticano II, com o carisma específico de Schoenstatt.

Instituto Secular Nossa Senhora de Schoenstatt: como mulheres consagradas no meio do mundo, querem ser ‘outras Marias’. Exercem seu apostolado em Schoenstatt e nas diversas áreas da vida profissional. Sua vocação está expressa na Cruz da Unidade: como Maria, oferecer e recolher as graças do coração indiviso de Cristo, plasmando o rosto de uma nova sociedade e, especialmente, da nova mulher.

Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt: junto ao serviço sacerdotal de acompanhamento espiritual e sacramental, os padres trabalham fundamentalmente para o Movimento de Schoenstatt, apoiando a vida das diferentes comunidades, ramos e institutos e suas diversas iniciativas apostólicas.

Rezemos!
Consagrados,
“Vós não tendes apenas uma história gloriosa para recordar e narrar, mas uma grande história a construir! Olhai para o futuro, para o qual vos projeta o Espírito a fim de realizar, convosco, ainda coisas maiores” (Vita Consecrata). “Ide pelo mundo inteiro” (cf. Mc 16, 15), despertai-o com o sorriso no rosto, sendo “peritos” em Aliança. A humanidade inteira vos aguarda, à procura do sentido da vida, sedenta do divino para ser feliz.

Fonte: Revista Tabor, edição 92

 

Foto: Karen Bueno

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