Vila Mariana entre passado, presente e futuro

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Para valorizar a herança, cultivar um presente grandioso e construir juntos o futuro

Luisa Monteiro – Na caminhada jubilar do Santuário da Vila Mariana, em São Paulo/SP, a Família de Schoenstatt acompanhou o tríduo jubilar nos dias 2, 3 e 4 de julho – uma preparação transmitida pelo Facebook em três partes, cujo objetivo foi refletir sobre o lema do ano jubilar: “Herdeiros de um grande passado. Portadores de um grande presente. Construtores de um grande futuro”.

Herdeiros

O primeiro dia foi dedicado à história do Santuário, com os usuários que acompanharam a live dividindo há quanto tempo frequentavam o local e as graças lá alcançadas. As Irmãs de Maria lembraram a gratidão ao passado pela Obra de Schoenstatt, concedida por Deus na pessoa do Pe. José Kentenich, e a última mensagem escrita pelo Pai e Fundador ao Brasil, por ocasião do lançamento da pedra fundamental do Santuário da Vila Mariana: “… o mundo brasileiro está à espera da Mãe de Deus como a Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, para a conquista deste país para o bom Deus, para Deus Trino”.

Elas também agradeceram a “ousadia vitoriosa” de Ir. M. Emanuelle Seyfried, que propôs o início da Obra na cidade, bem como o que significa ser herdeiro de um grande passado: “somos herdeiros da herança do Pai de várias formas: pela própria vida, pelo Batismo, pela Aliança de Amor. Somos herdeiros, também, da missão deste Santuário: Tabor da Confiança Vitoriosa no Pai. E, como herdeiros, também temos obrigações, principalmente a obrigação de vivermos como herdeiros dessa herança! Porque herdeiros devem agir como quem lhes legou a herança, zelando pela herança deixada”. O dia terminou com reflexões sobre a postura de um herdeiro e o seu valor como instrumento de confiança vitoriosa no Pai.

 

 

Portadores

O segundo dia da vivência explorou o tempo presente. Lembrando que o ano jubilar, ano do Santuário, foi precedido por outros dois anos de preparação – o ano do Pai Fundador, em 2018, e o ano da Mãe de Deus, em 2019 –, a reflexão ressaltou que o desafio de hoje é trilhar o caminho de santidade. Este caminho, complementou a Ir. Mariane Galina, assessora local, é “de Aliança, santidade, autoeducação; um caminho seguro, também de cruz, mas de bênçãos”. E, por vezes, permanecer fiel aos mandamentos de Jesus é desafiador: “Estamos vivendo um tempo que nos exige muita fé, que nos pede para colocar a mão no arado e não olhar para trás. Um presente que nos coloca diante de uma pandemia em todos os sentidos: biológico, espiritual, econômico, político, social. Uma pandemia que abrange todas as camadas de nossa vida humana”.

A talha do Santuário, normalmente tão cheia de oferecimento ao Capital de Graças, se encontrava vazia, em decorrência do fechamento do Santuário à visita externa. “Vazia aos nossos olhos”, observou a Ir. Mariane, reforçando o valor que a entrega ao Capital de Graças tem para a espiritualidade de Schoenstatt e concluindo que, passando por tantas provações do tempo presente, ele certamente está repleto de oferecimentos. Ao final do dia, as Irmãs de Maria resumiram o que significa a segunda frase do lema jubilar, “portadores de um grande presente”: “ser portador é orientar-se pela única e grande ideia da herança e arder por ela! É viver a confiança vitoriosa de que, em Cristo e por Cristo, o viver de ser enviado é ser instrumento nas mãos de Deus Trino e da Mãe de Deus. Ser portador é perguntar-se, constantemente, se está suficientemente unido à herança, ou se pode ir ainda mais além. É reconhecer que se seu apostolado, a forma como se vive a herança produz frutos, é porque há uma ligação a Maria que, no Espírito Santo e com Jesus, conduz ao Pai. Por fim, ser portador é reconhecer que Cristo é a causa principal da herança, da missão e é a ele que se deve estar unido”.

 

 

Construtores

O último dia do tríduo foi destinado às aspirações para o futuro do Santuário. Ao lembrar que cada um é construtor de um grande futuro, as Irmãs explicaram que “Deus é o grande Arquiteto, o mestre da Obra e nós somos apenas instrumentos. Mas que Deus, precisa, ou melhor quer precisar de nós para construir a história do mundo” e que, na função de construtores, somos agentes do futuro do Santuário. Nas palavras do Pe. Kentenich, “Maria nos conduz; ela nos carrega em seus braços. Ela quer nossa ação concreta. O caminho que ela conhece e nos indica com sua mão é demasiado escarpado e pedregoso para isto. Seu cuidado consiste em despertar e levar ao pleno desdobramento toda nossa capacidade. E, quando, apesar de nossa melhor boa vontade, não conseguirmos mais nada com nossas forças, ela então nos ajuda a superar as dificuldades”.

Esse dia também relembrou a importância da união com Maria, por meio do Santuário-Coração, com um pedido inspirado na oração que a Família de Schoenstatt rezou durante o congresso em que se definiu a missão do Santuário: “Clarifica-te em nossa Família de Schoenstatt da Vila Mariana para que, vivendo a missão que o Pai e Fundador nos legou, ajudemos o transformar o Brasil em Tabor das tuas glórias ó querida Mãe e das glórias do teu Filho. Confiamos que a Mãe de Deus se clarificará em cada um de nós, se clarificará na Família de Schoenstatt, se clarificará no mundo inteiro”. A véspera do domingo jubilar terminou com a coroação da Mãe de Deus, como símbolo de gratidão pelos 50 anos passados e de intenção que ela cuide do futuro.

 

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