Vocação leiga: Sal da terra e luz do mundo

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Na quarta semana de agosto, a Igreja recorda os vocacionados leigos. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “sob o nome de leigos, entendem-se aqui todos os cristãos, exceto os membros das Sagradas Ordens ou do estado religioso reconhecido na Igreja”. Ou seja, são a grande maioria do povo, todos aqueles que não são ordenados sacerdotes ou seguem uma vocação religiosa, são “os fiéis que, incorporados a Cristo pelo Batismo, constituídos em Povo de Deus e a seu modo feitos participantes da função sacerdotal, profética e régia de Cristo, exercem, em seu âmbito, a missão de todo o Povo cristão na Igreja e no mundo” (CIC 897).

Maria de Cássia Batista, da Liga Apostólica Feminina de Schoenstatt da Vila Mariana, São Paulo/SP, nos conta mais sobre a vocação de leiga celibatária:

Missão para o mundo

A vida de solteiro é uma vocação? Sim, é uma opção de vida, podemos ser consagradas ou não. Deus nos deixou a liberdade de escolha, nosso Pai e Fundador também nos deixou a liberdade, “personalidade livre e sacerdotal”.

Que consequências esse chamado traz? Ao mesmo tempo em que nos traz alegria, nos impõe mais responsabilidades familiares e comunitárias. Não é fácil, mas é possível viver uma vida mais próxima de Deus e da Virgem Maria no mundo de hoje, muito embora possamos ser ainda cobradas, discriminadas e tratadas com indiferença pela nossa própria família, amigos e a sociedade.

Tudo vale a pena

O grande desafio é ser perseverante, firme, e fiel nos propósitos e princípios que abraçamos e acreditamos, diante de uma sociedade massificada, que nada contra as correntes do bem maior que é Deus. A sociedade nos faz inúmeras ofertas que não nos levam a lugar algum, são destrutivas.

No mundo profissional não é diferente, impera o poder e a sede de querer sempre mais, cada vez mais, custe o que custar – muitos são capazes de qualquer coisa para conseguir o que almejam.

Nesse contexto, fazer a diferença significa ir contra a maré, ter a coragem de defender o justo, agir com sabedoria divina, ver Deus onde ninguém o vê. Fazer a diferença significa mostrar que é possível ser cristão em qualquer lugar e circunstância, significa ousar na missão e navegar em águas mais profundas, por meio do testemunho, das atitudes e comportamentos.

As rosas florescem

É maravilho viver nos passos de “Maria”, existem os espinhos, mas sempre vem a bonança e colhemos as rosas do nosso jardim que superam todos os dissabores, até porque, não existe felicidade completa sem passar pela Cruz.

Pela Aliança de Amor com a Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt, somos fortalecidos e carregamos a certeza de que um “Filho de Maria jamais perecerá”. Esta é a nossa bandeira da salvação, pela qual chegaremos à glória eterna, ao Schoenstatt eterno, à casa da felicidade.

Quem tem “Maria” como Mãe nunca está sozinho, porque Ela nos toma pela mão e carrega no colo.

O grande segredo dessa felicidade é a vinculação plena com a Mãe Três Vezes Admirável, com o Pai e Fundador, e a nossa fonte de Graças, o Santuário.
Minha vida toda está em ti, Maria.

 

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