22 de agosto: A Igreja celebra nossa Rainha

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(Foto: Marcia Kazumi)

 

Que ela seja novamente coroada Rainha em cada coração

Karen Bueno – “Para mim é como se todos tivessem um véu na cabeça e uma coroazinha na fronte” [1]. Com essa frase o Pe. José Kentenich despediu-se certa vez de um grupo de casais nos Estados Unidos. Por que ele diz isso? É sempre importante, para o nosso Fundador, acentuar a identidade de nobreza que cada pessoa possui: somos filhos do um Rei e somos filhos de uma Rainha.

Tendo essa mesma percepção e certeza, o Papa Pio XII, há 65 anos (em 1954), incluiu a memória de ‘Nossa Senhora Rainha’ no calendário litúrgico. Todo ano, em 22 de agosto, celebramos a memória da Mãe de Deus como RAINHA. Rainha do Céu, da terra, Rainha dos corações, da Igreja, do universo, Rainha Três Vezes Admirável.

“Sabemos que Cristo, segundo a sua natureza humana, também é Rei do universo. Logo, Maria Santíssima deve, sendo Rainha ao lado e na dependência dele, também ser Rainha de todo o universo”, nos diz o Pe. José Kentenich. [2]

 

Em Schoenstatt…

Em Schoenstatt, a palavra “Rainha” foi somada ao título da Mãe Três Vezes Admirável em 1939, junto com a primeira coroa conquistada. Essa primeira coroação representava um ato de gratidão pelos 25 anos do Movimento e também um sinal de confiança no poder régio da Mãe de Deus, pois nessa época iniciava a Segunda Guerra Mundial (saiba mais).

“A Mãe de Deus, a Rainha coroada tem a missão de educar seus filhos para anteciparem o Céu, a fim de que representem um pedaço do Céu aqui na terra”, nos diz o Fundador. [3]

 

(Foto: Alex Valerio)

 

Dádiva e missão

Há dois dias recordamos a coroação da MTA como Rainha da Filialidade Heroica, o que representa um missão para o Movimento no Brasil. E, no mês de dezembro, a primeira coroação realizada em Schoenstatt completará 83 anos. Esses são legados especiais, que se tornam um presente e uma missão.

A frase “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1, 28) recebe uma resposta quase que imediata da Mãe de Deus: “Eis aqui a serva do Senhor” (Lc 1, 38).

Ser filho da Rainha é um privilégio e traz consigo a tarefa de transparecer a nobreza na vida diária. Uma nobreza que não é sinônimo de arrogância ou de superioridade sobre os demais – afinal, todos são filhos da Rainha e possuem a mesma origem nobre – mas uma nobreza que une o céu à terra, que faz as pessoas enxergarem traços divinos em cada palavra, cada gesto e em todo o ser. Uma nobreza que se resume no serviço.

“Procurem pois todos, e agora com mais confiança, aproximar-se do trono da misericórdia e da graça, para pedir à nossa Rainha e Mãe socorro na adversidade, luz nas trevas, conforto na dor e no pranto; e, o que é mais, esforcem-se por se libertar da escravidão do pecado, e prestem ao CETRO régio de tão poderosa Mãe a homenagem duradoura da devoção dial (diária)” (Papa Pio XII) [4]

 

 

Referências

[1] KENTENICH, Pe. José. Às Segundas-feiras ao anoitecer. Vol 21. 20.05.1961

[2] KENTENICH, Pe. José. A Mais Bela das Mães.

[3] KENTENICH, Família Serviço à Vida, vol II

[4] Carta Encíclica Ad Caeli Reginam, do Papa Pio XII, nº 46

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