Mãe e Rainha: como tu, passemos pela vida

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Foto: Ir. M. Nilza – Santuário Original

 

Ir. M. Nilza P. da Silva – A Igreja celebra hoje a realeza de Maria: Temos uma Mãe que é Rainha! Na instituição dessa festa, o Papa Pio XII escreve que “desde os primeiros séculos da Igreja católica, o povo cristão elevou orações e cânticos de louvor e de devoção à Rainha do céu, tanto nos momentos de alegria como quando se via ameaçado por graves perigos, e nunca foi frustrada a esperança posta na Mãe do Rei divino, Jesus Cristo”[1]. Ele ensina que Maria exerce seu reinado no universo inteiro “com coração materno”.

Ela é nossa Mãe, somos filhos da Rainha, pois, pelo batismo somos incorporados a Cristo, o Rei do Universo, e nos tornamos membros da realeza divina. Temos muito motivos para cultivar uma alta consciência de valor próprio e educar a nós mesmos, para sermos autênticos portadores dessa dignidade.

Como tu, passemos pela vida

Para o Pe. Kentenich a verdadeira devoção mariana “gira sempre em torno de duas colunas básicas: vinculação a Maria e atitude mariana”[2]. Como você imagina que Maria agia no seu dia a dia? Nosso amor a Ela impulsiona-nos a olhar para seu modo de ser, como espelho do que queremos nos tornar. O melhor apostolado que podemos fazer é ser Maria para os que tem contato conosco. É isso que Pe. Kentenich pede em sua oração tão conhecida:

“Torna-nos semelhantes à tua imagem, como tu, passemos pela vida fortes e dignos, simples e bondosos, espalhando amor, paz e alegria. Em nós percorre o nosso tempo, prepara-o para Cristo[3]

A Igreja precisa do coração de Maria

Nosso amor a Maria, a Mãe e Rainha, é tão autêntico quanto for o nosso empenho para praticar essas suas virtudes. Quem nos vê, deveria poder contemplar a nobreza de um filho de Rei e da Rainha: pessoas que não complicam a vida, de coração que acolhe a todos, alegres e que pacificam. Então, o mundo começa a ser transformado, a partir do pequeno espaço em que estamos.

O Papa Leão XIV diz que a Igreja precisa do coração materno de Maria, por que Ela “é o polo de atração que harmoniza as diferenças.” Por isso, explica, a Igreja precisa do carisma mariano como apoio pois “é o mariano que garante a fecundidade a santidade.”[4]

Este tempo tão marcado por violências, dentro e fora das famílias, precisa da realeza de Maria, que Ela seja a Rainha da Paz, pelo testemunho da vida de seus filhos. Nossa consagração a Maria, nossa Aliança de Amor, é um compromisso de nos educarmos para sermos promotores de paz, como Ela.

Rezemos nessa intenção: Salve Rainha, Mãe de Misericórdia…

Leia aqui o fundamento bíblico da realeza de Maria

 

Referência:

[1] https://www.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_11101954_ad-caeli-reginam.html

[2] KENTENICH, José. Diretrizes do Fundador, p. 31.

[3] KENTENICH, José, Rumo ao Céu, n. 609

[4] https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/homilies/2025/documents/20250609-omelia-giubileo-santa-sede.html

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