Amor Familiar: Vocação e Caminho de Santidade

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Photo by Jimmy Dean on Unsplash

Nós, famílias, temos um caminho próprio de Santidade.

Cassiane e Marcos Weizenmann* –  “Amor em Família: Vocação e Caminho de Santidade”. Esta frase é do Papa Francisco, no 10º Encontro Mundial das Famílias. Para nós, famílias, o primeiro chamado e nosso caminho próprio de santidade é viver o amor em família. Seria o mesmo que dizer: vamos chegar ao Céu na medida em que vivermos e cultivarmos o amor familiar. Esta é a forma de realizar em nossa vida concreta a salvação que Jesus nos trouxe!

Um Caminho de Salvação, também com cruzes

No entanto, muitas vezes nos questionamos sobre como podemos percorrer este caminho do amor vivo e de maneira autêntica em nossos lares, se em nossas famílias há mazelas, dificuldades e inúmeras fraquezas que, por vezes, se sobressaem e nos limitam, inclusive parecendo superar o amor.
Em primeiro lugar, não devemos desanimar e desistir do ideal de família que acreditamos e desejamos construir. Vale lembrar que não existe família perfeita. Muitas vezes somos iludidos por postagens nas redes sociais e até mesmo acabamos nos comparando com famílias amigas ou conhecidas que parecem viver num “mundo de rosas”. O fato é que não há família perfeita. Há sim um caminho a ser trilhado de crescimento no amor familiar, que, apesar das nossas dificuldades, conduz para a santidade na família e sua salvação. Este caminho, à semelhança do caminho que Jesus viveu e nos deixou como herança, passa por algumas cruzes. Sem cruz não há Salvação! As dificuldades e limitações que experimentamos, podem ser justamente um meio para o amadurecimento e crescimento no amor. A Aliança de Amor com a Mãe de Deus também é um instrumento excelente para o nosso fortalecimento. A troca de corações entre nós e Maria nos ensina e estimula na troca de corações e de vida em nossa família, em nossa casa, que é Igreja Doméstica, Santuário-Lar!

No caminho, o Senhor vai conosco

A vida familiar é uma construção diária e não nasce pronta. Exige dedicação, desprendimento e um grande empenho em fazer a cada dia a experiência de renovar e decidir amar. É justamente este amor quotidiano, vivido nas alegrias, nas pequenas gentilezas, nas demonstrações de carinho, nas lágrimas compartilhadas, nas orações, na conjugalidade e nas vivências de fé que sedimentam esta jornada. Uma jornada que é feita juntos e sempre de mãos dadas com o Senhor, que permanece sempre fiel (2Ts 3,3). Afinal, Deus é Amor (1Jo 4,8). Ele nos auxilia com as graças batismais e matrimoniais para crescermos nesta mesma fidelidade e amor!
Viver um caminho de amor é acreditar que é possível superar os medos e as dúvidas. É valorizar o perdão, as alegrias das conquistas e a renovação da esperança que nos impulsiona. É ver possibilidade de fazermos o melhor nos gestos simples e ordinários, mas que vão se revelando pouco a pouco extraordinários. É não fechar a vida para as surpresas de Deus e, ao mesmo tempo, ver nas dores, nas doenças, na cruz, uma chance de fortalecer a comunhão e o espírito de sacrifício, tantas vezes excluído do “mundo perfeito” vendido pelas propagandas midiáticas.
Amor familiar é sinônimo de júbilo, de sonhos compartilhados, de reunião de gerações, de encontro entre filhos, pais, netos, avós, amigos que, em meio às labutas, desejam confraternizar e celebrar a vida. É sinônimo de porta aberta, de mãos entrelaçadas, de troca, de acolhimento e de escuta que gera cura e superação do erro, da dúvida e da desconfiança. Essa é a nossa vocação e o nosso modo de chegar à santidade.

Amor Familiar: nosso legado para a Igreja e a Sociedade

Inseridos concretamente na vida quotidiana e na vida social e comunitária, ali onde estamos, temos a melhor oportunidade para contribuir com a sociedade e a Igreja, que necessitam profundamente que nossas famílias vivam e deem testemunho desta vocação. As famílias cristãs não são chamadas a afastar-se do mundo, mas a transformá-lo com o poder salvífico de sua vocação específica: o amor!

Neste sentido, em 1956, o Pe. Kentenich assim se expressava: “Para o catolicismo, a família constitui a fonte de fé e de vida que hoje deveria ser desenvolvida com maior vigor.” O Papa Francisco enfatiza: “Discute-se muito hoje sobre o futuro, sobre o tipo de mundo que queremos deixar aos nossos filhos, que sociedade queremos para eles. Creio que uma das respostas possíveis se encontra pondo o olhar em vós, em cada um de vós: deixemos um mundo com famílias. É o melhor legado!”

O Amor em Família, além de ser nossa vocação e caminho de santidade, é nosso legado para a transformação do mundo em Cristo e Maria!

 

 

* Marcos e Cassiane pertencem a Liga de Famílias de Schoenstatt

 

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