Ela chega em Schoenstatt!

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Ir. M. Nilza P. da Silva – Na Alemanha, num lugarejo da cidadezinha de Vallendar, é sexta-feira santa, 2 de abril de 1915. Um grupo de jovens seminaristas, unido ao diretor espiritual, Pe. Kentenich, há 5 meses, selara uma Aliança de Amor com Maria, convidaram-na a estabelecer sua morada numa Capelinha e procuram uma imagem sua para levá-la à sua casa. Nessa sexta-feira santa, revivem a paixão de Cristo. O sacerdote e os jovens querem participar o mais próximo possível de tudo o que Jesus sofreu. Espiritualmente, estão no Gólgota, sob o Monte Calvário, e ouvem, mais uma vez, dos lábios de Jesus sofredor o seu testamento de amor: “Eis aí a tua Mãe!” (Jo 19,27)

Nesse dia, todos os moradores do seminário se ocupam com a preparação e a vivência especial da liturgia tão sagrada. Mesmo assim, dois Irmãos palotinos, o Irmão Joseph e o Irmão Christian, tomam uma carroça e se dirigem à estação de trem, para buscar a encomenda que chegou para o Pe. Kentenich, a imagem de Nossa Senhora, que o professor do seminário, Pe. Eugene Huggle, lhe havia enviado, a fim de que seja entronizada na Capelinha. O guarda da estação não está disposto a abrir exceção em seu trabalho e sugere que os dois Irmãos retornem na segunda-feira, quando tiver passado as celebrações da Páscoa. Mas, o Irmão Joseph quer levar Maria consigo para casa e é perseverante em seu pedido. Seu esforço foi recompensado, pois o chefe acabou por se deixar vencer e o quadro de Maria, em tamanho grande, formato octogonal é colocado sobre a carroça e conduzido até Schoenstatt.

Ela se deixa levar para a sua casa!

Assim Maria chega para tomar posse de seu trono de graças! Ela vem toda embrulhada, sobre uma carroça, sem fazer alarde, sem chamar a atenção sobre si. Repete-se assim, nesse memorável dia, o momento sagrado da paixão de Jesus. No dia de sua partida deste mundo, ele nos oferece a sua Mãe, como nossa Mãe, e ela chega despercebida. O centro é seu Filho. Nesse dia, todos se ocupam com os sofrimentos de Jesus, estão ao pé de sua cruz. A imagem da MTA chega como a herança sagrada dessa incomparável hora. É como se Jesus dissesse agora ao Pe. Kentenich: “Eis aí a tua Mãe!” Devido às celebrações pascais, essa imagem só será entronizada na Capelinha em 11 de abril, domingo depois da Páscoa, festa da Misericórdia Divina.

Ele a leva para casa. Para a Capelinha, lar do qual ela atua como educadora e distribui graças em abundância. Para a casa de seu coração, para a casa do coração de cada seminarista e continua a levá-la, até hoje, para a casa de cada um que sela a Aliança de Amor. Ela vem para estar com seus filhos, nas cruzes e calvários desta vida, para que se deixem tocar pelo amor misericordioso do Pai e vivenciem, em cada manhã, a Páscoa de uma vida nova em Cristo.

Ela veio para formar filhos à imagem de Cristo

Ela chega com seu Filho Heroico, no dia do Calvário, e faz da Capelinha o seu Tabor. Pe. Kentenich diz, aqui no Brasil, em 1947: “Nosso Tabor deve irradiar a glória da Mãe de Deus. Em que consiste, então, a plenitude da glória da Mãe de Deus? Como a vemos diante de nós? Ela é a grande Mulher formada e capaz de formar à imagem de Cristo…. Sua tarefa consiste principalmente em conduzir o mundo a Cristo.”

Fazemos parte desta história!

Como em 2 de abril de 1915, Jesus nos presenteia mais uma vez a sua Mãe, dando-nos a sua presença no Santuário. Deixemo-nos educar por ela! Vamos levá-la para a casa de nosso coração e ela revelará sua glória em nós e em nossa família. Deixemo-nos conduzir pelas palavras do Pe. Kentenich, a quem foi confiada a imagem de Maria, para o Santuário:

“Se quiserem compreendê-la bem, precisam penetrar profundamente estas três verdades:

Cristo, o ideal de nossa vida,
Cristo, o fundamento de nossa vida,
Cristo, a forma de nossa vida.
Para a Mãe de Deus, Cristo tornou-se de tal forma o ideal de sua vida e o fundamento de sua vida, que ela assumiu realmente a forma de Jesus. É esta a grande importância que a Mãe de Deus tem para nós em relação a Jesus. Não queremos nos deter nela. Sabemos que todo seu ser e toda sua pessoa apontam sempre para Jesus. Vemo-la como Portadora de Cristo, porque ela assumiu a forma de Cristo e é capaz de formar à imagem de Cristo” (Brasil, 1947).

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Fonte bibliográfica:
Tabor Nossa Missão, palavras do Pe. Kentenich no Brasil.
Uma Nova Visão, uma Nova Vida… Pe. Jonathan Niehaus

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