Helene Kühr, só Deus e eu sabemos

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Marcelo e Stefani Frölich/Ir. M. Nilza P. da Silva – Neste dia 7 de fevereiro, lembramos o aniversário de Helene Kühr, esposa de Dr. Fritz Kühr. Mulher de destaque e exemplo para os tempos atuais, Sophie Helene Keespe nasceu em 7 de fevereiro de 1891, em Attendorn, Alemanha. Aos 82 anos, ela faleceu no Brasil e atualmente está sepultada junto ao seu esposo, no Santuário de Schoenstatt de Londrina/PR.

O casal viveu muitos anos separados fisicamente, devido à prisão de Fritz pelo nazismo. A partir do contato com o Pe. José Kentenich, Fritz se tornou o co-fundador da Obra de Famílias de Schoenstatt. Nesse período de guerra, Helene mudou-se para o Brasil, vivendo uma época de colonização e de grandes desafios para a região norte do Paraná, local onde ela passou a habitar, em Rolândia. Como imigrante e sem a presença física de seu esposo, Helene Kühr precisou demonstrar diariamente a força de uma mulher fiel, determinada, corajosa, autoconfiante, amorosa, maternal e sensível ao contexto, o que reflete em seus poemas, escritos durante este período de “exílio”, ao liderar o árduo trabalho de estruturar uma fazenda.

Mesmo distante, separada de seu marido pelo oceano, sem saber exatamente onde ele estaria e em quais condições, temendo pela vida do esposo, seus poemas demonstram seu grau de fidelidade e amor incondicionais, pois sempre destacou a saudade amorosa e o ardente desejo do reencontro. No poema Mágoas do coração, Helene assim escreve: Quando à noite eu vou dormir/silente e cansada me ponho à janela,/eu penso em ti./Eu contemplo tua face novamente,/ouço as lindas canções que cantavas para mim…

Por meio de poemas que evocam a subjetividade, ela dialogava com Fritz Kühr através de versos saudosos, amorosos, preocupados, mas, acima de tudo, vinculado à Deus. Em um de seus poemas, escreve que sua vida está despedaçada, pois encontra-se distante de seu amor, reconhece que sem ele não consegue mais sentir alegria. Termina afirmando que o que carrega e que suporta só ela e Deus o sabem.

Em 1947, o Pe. José Kentenich chega ao Brasil pela primeira vez e visita a Sra. Helene.

Após a chegada do Dr. Kühr ao Brasil, o casal viveu junto somente por mais três anos, pois ele sofria com câncer e faleceu em 1950. Ambos se tornaram, unidos ao Pe. Kentenich, os pioneiros na Obra de Famílias.

Portanto, a história de Helene retrata a vida de quem amou independência e vinculação harmoniosa com sua fé. Novamente, como lemos na obra Como uma pluma ao vento, o que mais chama a atenção em seus poemas é o restabelecimento constante e bem orgânico da união com aquilo que a movia e que vivenciou em relação a Deus e ao sobrenatural. Lembrando sua vida e revisitando sua trajetória, lembrando a passagem de sua morte, somos convidados a nos inspirarmos em Helene, que depois de tudo o que passou, reencontra seu amor Fritz Kühr, em outubro de 1947, e podem enfim viver juntos, até que a morte os uniu para sempre no céu.

Para ler o texto completo, clique aqui!

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