Jesus: Filho amado e heroico do Pai

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Com a celebração do Batismo do Senhor fechamos o Tempo Litúrgico do Natal

 

Kennedy Rocha – Ainda iluminados pelo Natal, por excelência a festa do Pai, vemos no Batismo de Jesus a manifestação da Trindade, onde o Pai declara todo o seu amor pelo Filho e o unge com o seu Espírito. No Batismo, Jesus inaugura sua vida pública de anúncio do amor e da misericórdia do Pai, e do seu Reino que já está no meio de nós.

Jesus é o Filho amado do Pai e o seu prazer é cumprir a vontade daquele que o enviou. (Cfr. Hebreus 10,7) A sintonia entre o Pai e o Filho é profunda, Deus Pai apresenta o Filho amado e o Filho revela o Deus de Abraão, Isaac e Jacó não apenas como o Deus da aliança, mas como o Pai de amor que realiza a nova e eterna Aliança. É por meio do sangue do Filho que a misericórdia do Pai é derramada sobre nós.

Na espiritualidade de Schoenstatt, vemos a imagem de Cristo, o Filho amado do Pai, que no Batismo e no Tabor da Transfiguração é apresentado pelo Pai. Pe. José Kentenich, nosso Pai e Fundador, quis esculpir no coração da Família esta imagem de filhos amados, miseráveis, mas dignos de misericórdia, através de uma filialidade heroica e uma busca diária de santidade.

 

A filialidade heroica

A filialidade heroica de Jesus foi cumprir em tudo a vontade do Pai. Jesus assume nossa humanidade para anunciar que Deus é amor, mesmo que fosse preciso morrer na cruz para isso, Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.” (Fl 2,6-8)

Jesus assumiu com amor cada desafio que se levantava a sua frente, mesmo nascendo num estábulo, sendo perseguido por Herodes, rejeitado pelos seus, acusado de blasfêmia e de expulsar demônios em nome de Belzebu. Em resposta, ele acolhia com misericórdia e curava os doentes, libertava os oprimidos, alimentava os famintos e instaurava o tempo da graça. Mesmo na cruz, ao pedir por três vezes que o Pai afastasse o cálice, ele volta atrás, pois, seu maior desejo era cumprir sua missão heroicamente até o fim. E o Pai o glorificou: “Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor. (Fl 2,9-11)

 

Nós somos chamados a esta filialidade heroica

Somos chamados a assumir com amor “as lascas da cruz de Cristo” que por ventura nos são impostas. À exemplo de Cristo, o Filho amado do Pai, deixemo-nos moldar pelas mãos da Mãe Três Vezes Admirável, nossa educadora, que quer formar um outro Cristo em nós.

Em nosso livro de orações, o Rumo ao Céu, o Pai Fundador nos ensina o caminho para a filialidade heroica através da oração “Eu te peço toda a cruz”:

Pai, eu te peço toda a cruz e sofrimento que preparaste para mim. Liberta-me da vontade própria e doentia, que eu satisfaça teus mais leves desejos…

Nada há que não possas enviar-me,faze tudo para dominar meu eu, e assim, só Cristo viva e opere em mim, nele, eu te cause somente alegria.

Pai, nunca me enviarás cruz ou sofrimento, sem me conceder forças abundantes para o suportar…    (Rumo ao Céu 393 ss)

A filialidade heroica não é fácil, é um caminho de busca diária pela santificação, mas o Senhor caminha conosco, nossa Mãe caminha ao nosso lado e, em momentos particulares, nos carrega em seu colo.

  • Somos chamados à filialidade heroica como pais de família, na educação dos nossos filhos num mundo de ideologias que os afastam do evangelho.
  • Somos chamados à filialidade heroica como esposos que vivem a fidelidade num mundo de adultério e permissividade.
  • Somos chamados à filialidade heroica como cidadãos que dão testemunho do evangelho não apenas com palavras, mas com a vida.
  • Somos chamados à filialidade heroica como o Homem Novo na nova comunidade, que não separa a fé da vida, que vive extraordinariamente aquilo que é ordinário.

“O universo, com alegria, dê glória ao Pai, no Espírito Santo, em seu esplendor, louve-o por Cristo e com Maria, agora e na eternidade. Amém. (RC Ofício de Schoenstatt)

 

Fonte: schoenstattconfins.org.br

Publicado em: 8 de jan de 2024

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