Liga de Famílias: Dirigentes em formação

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Sueli Vilarinho – Os dirigentes da Liga de Famílias, do Regional Coração Tabor, se reúnem para dias de reflexão e preparação para a missão. O evento, nos dias 5 e 6 de abril de 2025, aconteceu no Santuário de Schoenstatt Tabor da Permanente Presença do Pai em Atibaia/SP, com a presença de 23 casais, e é conduzido pelos Assessores Regionais, Pe. Antônio Bracht e Ir. Gislaine Aparecida Lourenço, com o apoio da equipe da Liga de Famílias.

Formação e vinculação

Logo na abertura, em frente ao Santuário, os participantes unem seus propósitos, por meio de elos de papel, na “Barca de Jesus” – um gesto simbólico que expressa a confiança e a comunhão entre os casais, ao longo desse final de semana.

O trabalho proposto gira em torno das quatro dimensões da forma de conduzir os grupos: Oração, Formação, Vinculação e Apostolado. Na manhã de sábado, uma dinâmica em forma de teatro resume o tema, com a representação de um encontro de grupos, que tendia a ser muito repetitivo, focando em apenas uma dimensão, até que um grupo que alcança o equilíbrio. A encenação realizada pela Liga de Famílias, do Bairro do Jaraguá, São Paulo/SP, demonstra, com criatividade, a importância de equilibrar as quatro dimensões.

Em seguida, a Ir. Gislaine reflete sobre a dimensão da Formação, ressalta que esta nasce de um propósito. Mais do que transmitir conteúdos, a formação é um caminho que une fé e conhecimento, permitindo que a vida do grupo se enraíze no cotidiano de cada família. A essência do ideal de ramo precisa estar presente na vivência de cada grupo. Afinal, formar é mais do que ensinar, é tocar a vida com a própria vida.

O Pe. Antônio fala sobre a dimensão da Oração, citando Padre Kentenich: “A boca reza, o coração acompanha e a vida repete.” Isso é oração. Às vezes, ele inverte a frase: “A vida fala, o coração acompanha e a boca repete.” O coração é quando falamos com Deus, não apenas de boca para fora, mas com o coração voltado para aquilo que falamos, que é a nossa vida. Cultivar a vida é desenvolver sua forma. A Ir. Gislaine apresenta muito bem que se necessita de certas constantes na condução de grupos: “A vida sempre cresce lentamente, de dentro para fora.” Tudo é orgânico e se desenvolve, não de uma vez só e com a mesma intensidade. A oração é o desenvolvimento dessa “sementinha” que vai se expandindo. A vida de oração é a dimensão da nossa caminhada como grupo, como pessoas.

A formação é sabedoria

Na Missa de sábado, em sua homilia, o Pe. Antônio explica que as vinculações acontecem naturalmente. Por um lado, a formação nos dá um norte e ajuda a organizar nossas ideias internas. A formação é sabedoria que nos dá discernimento para ordenar as coisas: aquilo que vem em primeiro lugar deve ser colocado em primeiro lugar. É preciso saber dar o valor a cada coisa e, com isso, o fortalecimento dos vínculos acontece naturalmente, por meio da confraternização e conversa, flui com a vida.

A dimensão da oração também nos recolhe para o interior, para ouvir nossa própria alma, e nos permite encontrar as pessoas como elas são, sem disfarces.

Lições para a vida do Ramo

O encontro foi enriquecido com dinâmicas e partilhas, principalmente da dimensão do Apostolado. Na confraternização da noite do sábado, as comidas típicas de cada local colaboraram para o cultivo dos vínculos e a noite termina com a Adoração a Jesus Eucarístico e a Peregrinação do Ano Santo, para se receber a Indulgência Plenária.

Na missa de envio, no domingo, o Pe. Antônio desenvolve a homilia a partir do Evangelho da mulher pecadora e centra-se em três pontos:

  1. Ver o lado positivo e levar as pessoas a Jesus, pois Ele é o Redentor.
  2. A misericórdia, o perdão de Deus, é um investimento para nosso futuro. Viver como batizados significa viver como perdoados e reconciliados. Estamos a serviço da reconciliação e em transformação.
  3. A terceira lição é que tudo precisa ser orgânico. É necessário aplicar na vida, com os meios ascéticos organicamente inseridos na espiritualidade. Quando aprendemos a usar esses meios, eles nos ajudam a ordenar nossa vida interior e direcionar o espiritual para a vida prática.

Tornar ações o que aprendemos

“O encontro foi grandioso e o conhecimento adquirido é uma verdadeira riqueza, para que reflitamos sobre nossas ações, enquanto dirigentes, e coloquemos em prática algumas mudanças, como exemplo, a vinculação. É preciso conduzir o grupo de forma mais próxima, não só pensando no trabalho, mas também na oração, na formação e na própria transformação, como pessoas e como casal participantes da Liga de Famílias”, conclui Amanda Marques Valério.

Aparecida Azevedo Arouca finaliza: “Levamos desse encontro muito conhecimento. Mas, mais do que isso, levamos experiências de outros casais que participaram conosco e um coração aquecido para que a Liga de Família produza seus frutos ali onde estamos”.

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