Santuário Tabor: Berço de uma grande missão

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Ir. M. Rosequiel Fávero – 11 de abril de 1948 é uma data muito importante para a Família de Schoenstatt brasileira e, podemos dizer também, para muito além dela. Neste dia, foi inaugurado o Santuário Tabor, em Santa Maria/RS, o Santuário da Mãe e Rainha de Schoenstatt no Brasil, o segundo Santuário Filial no mundo.

 

Santuário Tabor, nascido do coração do Fundador

Quando, após sua libertação do Campo de Concentração de Dachau, o Pe. José Kentenich iniciou suas viagens internacionais, como portador da mensagem do Santuário filial. A partir da experiência com o primeiro Santuário filial, em Nueva Helvetia/Uruguai, seu desejo era construir Santuários da Mãe e Rainha lá onde Schoenstatt havia feito suas raízes. Assim, podemos entender que, já na sua primeira saudação, ao chegar em Santa Maria, em 18 de março de 1947, ele anuncie:

“Como podemos expandir ainda mais a marcha de vitória da Mãe de Deus? Está aqui em construção uma casa de retiros e depois surgirá um Santuário de Schoenstatt. Trata-se de uma reprodução fiel de Schoenstatt. Em Santa Maria deve surgir um pequeno Schoenstatt” (18.03.1947, Tabor nossa Missão, 30).

Ele se empenhou diretamente pela construção do Santuário: motivou as Irmãs, esclareceu dúvidas com o Padres Palotinos, pediu licença a Dom Antônio Reis, bispo de Santa Maria, escolheu o local para o Santuário e oficiou a bênção da Pedra Fundamental.

Em setembro de 1947, antes mesmo de ter sido benta a pedra fundamental, numa conferência para as Irmãs de Maria, referiu-se ao Santuário dizendo: “Não só as senhoras, também eu quero mover a Mãe de Deus a construir aqui um novo Santuário, um Santuário filial” (06.08.1947).

 

Um centro de uma grande missão para o Brasil e mundo

O Santuário Tabor se tornou semente dos demais Santuários filiais, em nossa Pátria e, no seu nome, símbolo da missão que nosso Pai e Fundador presenteou ao Brasil: o Tabor. Mas, a visão profética do Pe. José Kentenich foi além. Muitas vezes, na primeira e segunda visita do ano de 1947, ele se refere ao Santuário com uma visão de futuro, uma grande missão que ultrapassaria as fronteiras do Brasil:

“À sombra deste Santuário também se devem decidir os destinos do mundo. Que mundo? Toda a região cultural brasileira” (31.03.1947). “O pequeno Santuário deve se tornar o centro de uma grande missão universal, de um movimento universal”. E mais adiante: “À sombra do Santuário serão codeterminados os destinos da Igreja”.

 

A história mostrou que a visão do Padre Kentenich estava correta

Especialmente pela Carta de Santa Maria (15 de abril de 1948 – Documento de Fundação da Obra de Famílias de Schoenstatt) e pela Campanha da Mãe Peregrina (iniciada em 10 de setembro de 1950), o Santuário Tabor assumiu um protagonismo e uma missão que ultrapassou as fronteiras do Brasil. Fato que enche a Família de Schoenstatt brasileira de “santo orgulho e responsabilidade”.

Que este jubileu do Santuário Tabor seja ocasião de graças e bênçãos, não somente para os que poderão participar presencialmente ou pela transmissão pelas redes sociais do Santuário, mas para todo o ‘Tabor brasileiro’, a fim de que se torne realidade as palavras do Pe. Kentenich, na sua última mensagem à Família de Schoenstatt de nossa Pátria, por ocasião da bênção da Pedra Fundamental do Santuário na Vila Mariana, São Paulo:

“Cuidaremos que não somente nossa pequena Família, mas o Brasil todo, sim, grande parte do mundo – até podemos crer que o mundo inteiro, um dia se tornará Tabor de nossa Mãe e Rainha Schoenstatt”.

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