Seguidores e admiradores de Cristo

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Qual sua posição ante a missão que Jesus aponta?

Pe. Nicolás Schwizer – Qual é a importância dos Santos? Eles são nossos intercessores ante o trono de Deus. Mas também e em primeiro lugar, eles são os grandes modelos para nossa própria vida. Querem ser nossos guias no caminho para Deus Pai.

Agora, de onde os santos tiram a força para viver sua vida de maneira exemplar? Qual é o mistério de sua vida?

O mistério de sua vida chama-se Jesus Cristo. O mistério de sua vida é: seguir a Cristo por todos seus caminhos. Desde que foram chamados pelo Senhor, o seguiram generosa e fielmente, cumprindo sua missão. Muitos, inclusive, foram para países distantes e desconhecidos a fim de anunciar a mensagem de seu Mestre.

Seguir a Cristo é e deve ser o mistério de vida de cada cristão, também de cada um de nós. Porque toda a predicação de Jesus é um convite para segui-lo, e está dirigida como sabemos a cada ser humano.

Também nós, em nosso Batismo, fomos chamados, por primeira vez, a imitar Cristo. E desde então, Deus repetiu e renovou este convite muitas vezes e de muitas maneiras. Também hoje em dia, Deus volta a nos chamar de diversas maneiras.

Podemos distinguir duas classes de cristãos: os seguidores e os admiradores de Cristo. O admirador não compromete sua pessoa: admira, olha a partir de fora e não se esforça em ser como o que admira. O seguidor, ao contrário, é ou procura ser o que admira.

Jesus mesmo insiste sempre que é necessário seguir-lhe. Jamais diz que busca admiradores. Deixa bem claro que os seus devem lhe seguir em sua vida e não só aceitar sua doutrina. Porque uma fé que não se traduz em vida, não vale nada e não consegue proteger da condenação eterna.

Como podemos seguir a Jesus? A condição fundamental para a imitação do Senhor é o encontro pessoal com Ele. Para poder e querer seguir a Cristo temos que conhecê-lo, olhando sua vida, escutando seus ensinamentos. Se não o conhecemos, se não sabemos nada de sua generosidade, nem de sua entrega desinteressada, nem de seu amor transbordante para conosco, nunca vamos ter vontade de segui-lo verdadeiramente.

Não temos a sorte dos apóstolos, de ter nascido no tempo de Jesus. Entretanto, há muitos caminhos, muitos lugares de encontro com Cristo, se o buscamos sinceramente.

Ele está, por exemplo, na Eucaristia que celebramos juntos. No Evangelho, Jesus fala pessoalmente a cada um de nós. E na comunhão, Ele mesmo nos convida a comer seu Corpo e tomar seu Sangue, entrando assim na mais profunda comunhão com Ele.

Seguir a Cristo é penetrar no caminho do amor. Mas quem começa a amar, começa a sofrer. E Jesus nunca ocultou que seguir-lhe é duro. Não oferece segurança, sim risco. Não nos oferece caminhos de triunfo, sim o fracasso da cruz. Porque quem o segue, aceita também a sorte de seu Mestre: o sofrimento e a cruz.

Na vida de nossos santos tampouco faltou dor e sofrimento. Aceitaram por amor a Cristo. E seguiram a seu Mestre até a última entrega: coroaram sua vida pelo martírio.

Seguir a Cristo inclui sofrimento e cruz, mas também nos enche de uma alegria profunda e uma paz permanente. E no fim do caminho nos espera, em comunhão com todos os santos, a felicidade de Cristo para sempre.

Perguntas para a reflexão

1. Tenho temor à cruz de Cristo?
2. Sou mais admirador ou mais seguidor?
3. O que é Cristo para mim?

Se desejar se escrever, comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para:pn.reflexiones@gmail.com

 

Foto: Ir. M. Nilza Silva

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