A Liga de Mães abre seu ano jubilar

Encontro inter-regional reúne mães dos Regionais Coração Tabor e Missionis em Atibaia/SP

Luciana Maria Garib A. Alves/Larissa Rodrigues – Aproximadamente 300 mães participaram, em Atibaia/SP, do encontro inter-regional da Liga de Mães, que reuniu mães dos Regionais Coração Tabor e Missionis. O encontro aconteceu nos finais de semana dos dias 15 e 16 e 22 e 23 e teve como intenção especial a abertura do ano jubilar da Liga de Mães, rumo ao jubileu de carvalho.

O encontro foi acompanhado pelas Irmãs assessoras regionais da Liga de Mães, Irmã M. Nelly Mendes e Ir. Adriane Maria, pelas Irmãs de Maria assessoras das cidades participantes e pelos Padres Emerson José da Silva, SAC, e Bruno Otenio.

Um legado que floresce

O primeiro impulso do dia foi conduzido pela Ir. Adriane Maria, com o tema “Custódia Viva! Um legado que floresce”. Ela lembrou a todas que a escola de Schoenstatt é um caminho de santidade e que a Liga de Mães é um legado que floresce, porque o legado é a missão das mães e o florescer, a incumbência de todas.

Falou que, neste novo tempo que está chegando, as mães precisam acolher o legado, que é herança, memória e tradição, e florescer com o sentimento de pertença e visão apostólica. Com gratidão e visão apostólica, as mães devem olhar para o passado e caminhar para o futuro, como mulheres portadoras de Cristo, como Maria, numa época em que tudo está tão esfacelado. E, para que isso possa acontecer, devem ter confiança e amor filial, elegendo, uma vez mais, Maria para cuidar e zelar de suas vidas, como advogada e Rainha.

Em seguida, Ir. M. Sandra Maieski conduziu o impulso “Sementes do amanhã”, lembrando a todas que tudo o que tem vida gera semente. Por isso, as mães são a semente do amanhã e devem externar isso na alegria de pertencer à Liga de Mães. As pessoas, ao olhar para elas, devem ver algo diferente e enxergar Cristo na sua forma de falar, de ser e de agir.

Convidou a todas para um café com a Liga de Mães, que aconteceu no meio da tarde, momento em que as mães puderam conversar para traçar metas e planos para os novos tempos, sem esquecer que a vida de nosso ramo é dinâmica, por isso algo novo deve brotar. Concluiu falando que as mães querem ser sementes do amanhã, mas é no hoje que se começa o amanhã.

Preparação para o jubileu

Na tarde de sábado, as mães ouviram sobre os ecos do jubileu, ou seja, sobre as iniciativas que já estão sendo feitas em preparação para este dia. Conheceram o calendário jubilar, que as acompanhará mês após mês até agosto de 2027 e, em cada novo mês, um pedacinho da história da Liga de Mães é relembrado, um propósito é apresentado e uma folha para contribuições ao Capital de Graças deve ser preenchida, tudo para que a preparação para o grande dia jubilar seja fecunda.

Na Santa Missa da tarde, o celebrante, Pe. Emerson, em sua homilia, trouxe algumas considerações sobre a carta encíclica do Papa Leão XIV, “Magnifica Humanitas”, fazendo uma correlação da carta com a missão de ser mãe e lembrando a todas que devem, com a mesma fé de Maria, tornar-se tecelãs de esperança no nosso mundo.

Após a Santa Missa, algumas mães dirigiram-se ao Santuário para as conquistas da coroa e entrega do cetro. Logo após o jantar, a vivência da noite conduziu todas à abertura oficial do ano jubilar. As mães, em peregrinação e rezando o terço, conduziram-se primeiro à estátua do Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, e, em seguida, ao Santuário, onde juntas rezaram a oração jubilar pelos 80 anos da Liga de Mães de Schoenstatt no Brasil.

Luciene Lomasso, de Curitiba/PR, participou pela primeira vez do encontro e compartilhou sua experiência: “Participar do Encontro da Liga das Mães foi uma graça que ficará marcada no meu coração. Ver tantas mães, de regiões diferentes, unidas pelo mesmo ideal e pelo amor à Mãe Rainha, foi emocionante. Foram dias de muito aprendizado, oração e partilha. Saio com o coração em paz, a fé renovada e a alegria de pertencer a esta grande família de Schoenstatt.”

Mães como doadoras de amor

No domingo pela manhã, as mães ouviram a palestra do Pe. Bruno Otenio, com o tema “Magnífica Humanidade na história de uma mãe”. Lembrou que todos são chamados a ser custódias da humanidade e que, quando colocamos Deus em nossa história, passamos a ser custódias de nossa vida e da vida do outro.

Falou sobre as três virtudes teologais, lembrando que o amor é a única que permanece. E isso é custodiar a humanidade: o amor. Recordou que faz parte do ser humano amar e que existem quatro amores: eros, afeição, philia e ágape. O amor afeição é o amor familiar; o amor philia é o amor da amizade, aquele amor que pensamentos, sentimentos e ideias iguais geram comunhão; o amor eros é o amor romântico, a paixão; e o amor ágape é o amor incondicional, sacrifical, divino, que não espera nada em troca. Finalizou lembrando que as mães são doadoras de amor.

Pe. Bruno também presidiu a Santa Missa de encerramento do encontro e, em sua homilia, lembrou a todas que Simão Pedro também vacilou, mas que não devemos nos esquecer do ditado que se aplica também a cada mãe que pertence à Liga de Mães: “filho de peixe, peixinho é”.

A manhã foi finalizada com o envio, e as mães dirigiram-se à imagem da Mãe, Rainha Custódia Viva. Juntas, rezaram, mais uma vez, a Oração Jubilar.

A participante Tereza Cristina, de São Sebastião do Paraíso/MG, testemunha: “Excelente encontro! Final de semana marcado pela alegria, emoção e por trocas de experiências entre as mães presentes. Também pelo acolhimento prestado pelas Irmãs, que nos aquece o coração. A cada palestra muita espiritualidade, formações que nos aproximam cada vez mais da nossa Mãezinha. Finalizado no domingo com a palestra marcante e a Santa Missa, presidida pelo Pe. Bruno Otenio, que nos encantou com sua intelectualidade, sabedoria e serenidade.”

Para ver as fotos dos dias 22 e 23, clique aqui.

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