Carta da Aliança VI – Julho 2026

18 de julho de 2026 | Londrina – Paraná

Querida Família de Schoenstatt do Brasil,
Na oração “Olha, Pai, a nossa Família”, do Rumo ao Céu, encontramo-nos com um trecho muito inspirador que podemos rezar hoje e que expressa muito bem uma vida em Aliança, uma vida dividida com Deus Pai no dia a dia através da nossa Mãe Rainha:

“Diariamente ofereço os meus com todo o seu esforço, a sua vida forte e santa de amor e sacrifício: Pai, olha com misericórdia a nossa Família, por sua causa, revela-te admirável.” (RC 455)

Hoje é um dia para renovar o nosso propósito livre, sincero e cheio de afeto de deixar que a nossa Mãe, Rainha e Educadora participe de tudo o que vivemos, que Ela esteja incluída nos planos, nos sonhos e nos desafios, que Ela possa ser também “critério de decisão” e Ela possa elevar o nosso olhar e a nossa paz quando as incertezas da vida nos afligirem – vida em Aliança. Hoje, dia 18, também é dia de oferecer-nos a nós mesmos e àqueles a quem levamos no coração, como na oração citada acima, e o nosso oferecimento fortalecerá o vínculo estreito que nos une com Maria, com o Santuário e entre nós – “Em Cristo Jesus nos une um estreito vínculo” – diz a mesma oração do Rumo ao Céu.

Cada dia 18 também é dia de encontrar-nos como Família, conversar um pouco, ver-nos entre os membros das diferentes comunidades, ramos e apostolados, vincular-nos, partilhar a vida, pois ao longo do mês, com as diferenças nos horários e lugares de encontros e reuniões, nem sempre temos a possibilidade de estarmos juntos; como portadores do mesmo carisma na Igreja, como irmãos e irmãs na mesma Aliança, muitas vezes como “guardiães” do mesmo Santuário-filial, Santuário-paroquial ou ermida da MTA, estamos chamados neste dia a estreitar os laços entre nós, sairmos de nós mesmos ou do ramo ou comunidade com quem estamos acostumados a conviver… Só para citar alguns exemplos aleatórios: Que bonito quando vemos uma menina da Jufem conversando com alguém da Liga de Mães antes ou depois da missa da Aliança ou quando vemos um casal da Liga de Famílias conversando no dia 18 com aquele coordenador do THMR… Enfim, o importante é que nos conheçamos como Família, que tenhamos interesse genuíno uns pelos outros e façamos cada um a sua parte para construir uma Família unida não só por laços sobrenaturais, mas também naturais!

Nossa Igreja brasileira precisa disso, de comunidades sólidas e fraternas para que todos possam olhar para os cristãos, para os schoenstattianos e dizer: “Vede como eles se amam”, como lemos nos relatos do início do cristianismo. As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2026 – 2032) também nos falam disso, ao colocar como um dos caminhos da missão, que a Igreja brasileira seja uma comunidade de discípulos missionários (fortalecimento da corresponsabilidade na missão e na vida comunitária). Neste sentido, aproveito para convidar todos vocês a se aprofundarem nestas novas linhas da Igreja no Brasil (documento 114 da CNBB): animação bíblica da vida e da pastoral, iniciação à vida cristã, comunidade de discípulos missionários, liturgia e piedade popular e o serviço à vida plena.

Quando eu for ao Santuário hoje, oferecerei humildemente a toda a Família de Schoenstatt do Brasil ao Senhor e à nossa Mãe, que Eles se revelem admiráveis em todos nós!

Unidos na mesma missão,

Pe. Afonso Wosny Filho
Diretor Nacional do Movimento Apostólico de Schoenstatt

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