Encontro teve momentos de oração, formação, partilha e convivência
Taciana Ferreira – Mulheres da Liga Apostólica Feminina de Schoenstatt (Lafs) e da Liga de Mães reuniram-se nos dias 22 e 23 de agosto para o segundo retiro anual realizado em conjunto. O encontro aconteceu na Fazenda Mãe Rainha, em Pombos/PE, e proporcionou momentos de oração, formação, partilha e convivência, com foco na vida em Aliança de Amor e na missão da mulher schoenstattiana.
Maria, nosso modelo de mulher em Aliança
Sob o tema “A vida em Aliança da mulher Schoenstattiana”, o retiro teve como fio condutor a missão da mulher que, educada por Maria, é chamada a refletir suas virtudes e a transformar sua vida cotidiana.
O ponto central do encontro foi a meditação de um trecho do Hino do Instrumento, do Rumo ao Céu: “Toma-nos semelhantes à tua imagem, como tu, passemos pela vida fortes e dignos, simples e bondosos, espalhando amor, paz e alegria. Em nós percorre o nosso tempo, prepara-o para Cristo” (n. 609).
Sob a condução da Ir. Mariana Macedo, assessora da LAFS e Liga de Mães, o encontro teve início com uma dinâmica e uma reflexão sobre essa oração, que conduziu as participantes a contemplarem Maria como modelo de uma vida profundamente enraizada em Deus e, ao mesmo tempo, aberta às necessidades do seu tempo.

Na sequência, houve um momento de reflexão a partir da temática “A mulher em Aliança não vive sua fé isoladamente”. A reflexão recordou que a mulher schoenstattiana é chamada não apenas a cultivar sua própria vida espiritual, mas também a construir ambientes onde outras pessoas possam encontrar Deus. A Aliança de Amor, vivida no cotidiano, torna-se fonte de transformação pessoal e fecundidade apostólica.
Para Elisangela França, da Lafs, a experiência também reforçou o sentido de pertença à Família de Schoenstatt. “Foram dias que me fizeram perceber que estou no lugar certo, e que em Schoenstatt é o meu lugar. Que é a família que escolhi fazer parte, e sou feliz nela”, relata. Ela destaca ainda as partilhas e vivências do retiro, especialmente o momento de reflexão sobre as cruzes presentes na vida de cada pessoa.
Segundo Elisangela, essa experiência mostrou que as dificuldades podem fortalecer a fé e a perseverança. “O que mais me marcou foi um pequeno momento de partilha sobre a vida, onde vimos que cada uma de nós temos nossas cruzes diárias, porém através delas é que nos tornamos mais perseverantes e firmes na fé.” A participante também ressalta a importância de perceber que outras pessoas enfrentam suas próprias dificuldades e permanecem firmes na caminhada.
O Terço: oração que se transforma em vida
Como expressão concreta desse caminho de oração e missão, as participantes confeccionaram seus próprios terços. Enquanto os preparavam, foram conduzidas a uma meditação dos mistérios, relacionando cada momento da vida de Cristo e de Maria com suas próprias experiências, desafios, alegrias, dores e esperanças. A proposta recordou que a mulher em Aliança é chamada a levar sua oração para a vida e sua vida para a oração.
A noite foi marcada por uma vivência inspirada no lema da 34ª Festa do Santuário Tabor da Nova Evangelização, que será realizada em outubro: “Mãe, com teu Filho na cruz nasce a vida nova!”
A partir de uma situação ocorrida em Santiago, no Chile, relacionada ao furto da Cruz da Unidade, primeira réplica histórica da cruz original enviada ao local em 1969, as participantes foram convidadas a refletir sobre a simbologia da cruz e sua relação com a própria vida de Aliança.
A experiência conduziu a uma reflexão sobre os momentos de cruz que fazem parte da caminhada e sobre como Maria ensina a permanecer junto à cruz, confiando que Deus pode fazer nascer vida nova justamente das situações de dor, entrega e aparente fragilidade.
Foi também um momento para renovar a consciência de que é preciso deixar-se conduzir pela Mãe e Rainha, permitindo que Ela eduque e conduza: da cruz à vida, da dor à fecundidade, da Aliança à missão, do pequeno Santuário ao coração do mundo. Com Maria, a cruz não é o ponto final. Ela se torna caminho para a vida nova, para a fecundidade e para a missão.
A reflexão sobre a cruz também marcou Elisangela. “Tivemos muitas partilhas, vivências, dinâmicas, aprofundamos um pouco sobre o tema da nossa festa esse ano, que é voltado para Cruz, onde cada um de nós temos as nossas cruzes”, conta. Para ela, a experiência mostrou ainda a presença de Deus e da Mãe de Deus nas dificuldades: “Muitas vezes é através dela que vemos o cuidado de Deus sobre nós e nossas vidas, e por ela que muitas vezes nos unimos.”
Convivência e formação
No domingo, o retiro ganhou um tom mais descontraído e alegre com a realização de uma gincana schoenstattiana. Em meio à diversão, às brincadeiras e à convivência fraterna, as mulheres tiveram a oportunidade de testar seus conhecimentos sobre Schoenstatt, especialmente sobre a vida e a história do Regional Sol do Tabor.
A atividade mostrou que formação e alegria podem caminhar juntas e que a vida comunitária também é um importante espaço para fortalecer os vínculos, cultivar a pertença e experimentar a riqueza de caminhar juntas.
Para Claudia Freire, da Liga de Mães, o retiro também representou uma experiência de pertença. Participante pela primeira vez, ela relata: “Com o coração repleto de alegria, quero agradecer a Deus, à Mãe Rainha Três Vezes Admirável e à Santíssima Trindade pela graça de ter vivido meu primeiro retiro. Um encontro de almas, de profunda elevação espiritual e renovação de fé.”
Claudia destaca ainda a possibilidade de conhecer novas companheiras de caminhada e ouvir seus testemunhos. “Foi um encontro sagrado, com oportunidades de conhecer novas irmãs de caminhada e escutar testemunhos tão cheios de luz e de entrega.” A experiência também confirmou para ela o desejo de permanecer na Família de Schoenstatt e servir na Liga de Mães: “Em cada palavra, tive a confirmação: é nesta Família de Schoenstatt e na Liga das Mães que meu coração encontrou seu lar; é aqui que quero permanecer e servir.”

Uma Aliança que se transforma em missão
Ao final do retiro, cada participante retornou ao seu lar levando consigo não apenas as experiências vividas, mas também o desejo de continuar permitindo que a Aliança de Amor transforme sua vida. Ser mulher em Aliança é deixar-se educar por Maria para, com Ela, tornar-se presença de Deus no mundo. É cultivar um coração aberto, capaz de acolher, servir, gerar vida e conduzir outras pessoas para Cristo.
A experiência também reforçou, para Elisangela, o sentido de unidade próprio da Família de Schoenstatt. “Mostrou pra mim que Schoenstatt é isso, amor, unidade, partilha, fé, esperança, uma verdadeira família.”
Claudia também expressa o desejo de que a experiência tenha continuidade. “Que este seja o primeiro de muitos retiros. Que a Mãe Rainha continue nos abençoando, nos guardando em seu manto e nos levando a Jesus.”