Três liguistas percorreram mais de 2.600 quilômetros para acompanhar a Campanha da Mãe Peregrina no Amazonas.
Larissa Rodrigues – A missão da Liga Apostólica Feminina de Schoenstatt (Lafs) chegou a Manaus/AM entre os dias 16 e 23 de setembro, levando a presença de Schoenstatt e o serviço à Campanha da Mãe Peregrina para uma realidade distante do Centro-Oeste e Sudeste do país. Mais de 2.600 quilômetros separam, em linha reta, Atibaia/SP, onde está o Secretariado da Campanha no Santuário de Schoenstatt, Tabor da Permanente Presença do Pai, do destino da missão. A distância, porém, não foi um limite para o apostolado.
A iniciativa reuniu as liguistas Gabriela Guariso, de Mairiporã/SP, Marisa Carneiro, de Vila Mariana, São Paulo/SP, e Salete Alves, de Dourados/MS. Elas acompanharam a Ir. M. Mariane Galina, assessora da Campanha da Mãe Peregrina, durante uma semana de visitas às famílias, encontros e momentos de formação com missionárias e coordenadoras.

A missão foi uma iniciativa da Lafs em parceria com a Campanha da Mãe Peregrina e teve entre sua idealizadora a Ir. M. Diná Batista de Souza, assessora da Lafs no Regional Coração Tabor. A proposta nasceu da reflexão sobre o apostolado específico da Liga, aproveitando a experiência de vida e os talentos profissionais de suas integrantes para colaborar em uma realidade concreta do Movimento Apostólico de Schoenstatt.
Segundo a Ir. M. Diná, a Campanha da Mãe Peregrina oferece um campo de atuação que permite às liguistas anunciar Schoenstatt e, ao mesmo tempo, colocar seus dons a serviço das famílias. A proposta foi aberta às integrantes da Lafs em todo o Brasil, com a expectativa de reunir mulheres dispostas a participar de uma experiência missionária em uma região mais distante.
Uma semana entre as famílias
Durante os dias em Manaus, as manhãs foram dedicadas principalmente às visitas às famílias que recebem a Mãe Peregrina. As liguistas acompanhavam a Ir. M. Mariane nos encontros e conheceram diferentes realidades da Campanha. À tarde, a programação incluía novas visitas ou momentos para conhecer a realidade local. À noite, a equipe seguia para diferentes paróquias e comunidades, onde eram realizados encontros de formação e acompanhamento das missionárias e coordenadoras.



Em um dos dias, a Ir. M. Mariane e Marisa Carneiro seguiram para uma comunidade mais afastada e permaneceram no local durante a noite, realizando as atividades previstas com as famílias. Em outro momento, participantes de comunidades ribeirinhas próximas se reuniram em uma paróquia para encontrar a equipe e participar das atividades.
A programação também incluiu um encontro diocesano no fim de semana, com a participação de coordenadores da Campanha. O momento foi dedicado à caminhada realizada ao longo do ano e, depois, os participantes foram divididos para tratar de aspectos práticos. Entre os temas trabalhados esteve a preparação para a Aliança de Amor.
Quando o Santuário chega à casa
A presença da Ir. M. Mariane também foi percebida pelas famílias como uma aproximação concreta com o Santuário. Para Luciana Helena Normando, coordenadora da Campanha em Manaus/AM, a visita da Irmã ajudou a animar as coordenadoras e missionárias no acompanhamento das famílias. “As famílias ficam felizes, sentem-se acolhidas quando vem uma Irmã do Santuário. É um pedacinho do Santuário que vem para cá, para perto delas”, afirma.
A experiência também teve um significado pessoal para Luciana. Ela conta que ainda não havia participado de uma formação nem feito a Aliança de Amor e que os momentos com a Ir. M. Mariane permitiram conhecer aspectos da espiritualidade e da Campanha que até então não conhecia. “Eu aprendi muito mais do que eu sabia. Isso dá uma força para a gente ficar mais animada, para continuar e desenvolver a Campanha da Mãe Peregrina aqui em Manaus”, relata.


Depois da missão, Luciana pretende aprofundar sua formação e colaborar de maneira mais ativa com as famílias. “Agora eu vou me empenhar mais. Quero fazer a Aliança de Amor, vou fazer formações, ajudar as famílias, poder também passar para as famílias tudo que eu aprendi com a Irmã”, afirma.
Uma casa aberta à missão
A missão também envolveu famílias que acolheram as participantes durante a semana. Maria Elcina de Andrade Nascimento recebeu em sua casa as missionárias que estavam em Manaus e conta que, inicialmente, procurava uma acomodação para elas, sem imaginar que sua própria casa seria escolhida.
“Eu me senti imensamente privilegiada e escolhida, porque eu não esperava. Eu estava tentando arrumar acomodação para elas e nem imaginava que a minha casa seria escolhida no final das contas”, relata.
Para Maria Elcina, a experiência representou a oportunidade de acolher pessoas que haviam deixado sua realidade para servir em outro lugar. “Não é todo dia que a gente recebe pessoas que amam a Deus ao ponto de deixar tudo”, afirma.


A acolhida fez parte de uma experiência que, para a Lafs, ultrapassa as fronteiras geográficas. A missão em Manaus mostrou que o apostolado pode alcançar diferentes realidades quando existe disponibilidade para servir e colocar os próprios dons a serviço da Igreja e do Movimento.
A proposta também deixa aberta a possibilidade de novas experiências missionárias da Lafs em parceria com a Campanha da Mãe Peregrina. Entre os frutos esperados estão o aprofundamento do conhecimento sobre a Obra de Schoenstatt, a formação das missionárias e coordenadoras e a aproximação de novas mulheres aos diferentes ramos da Liga. Como recorda a Ir. M. Diná, citando o Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, é preciso manter “o ouvido no coração de Deus e a mão no pulso do tempo”. A experiência no Amazonas pode ser, assim, o início de outras missões, porque o apostolado não termina onde acabam as fronteiras.