“Levo esse exemplo para a minha vida”

Juliano Cazarré conhece mais profundamente a trajetória de João Luiz Pozzobon durante gravações da série “Brasil de Todos os Santos” e destaca sua dedicação à família e à missão

Larissa Rodrigues – A trajetória do venerável diácono João Luiz Pozzobon ganhou um novo admirador durante as gravações da série documental “Brasil de Todos os Santos”, realizadas em Santa Maria/RS. Ao percorrer os lugares que marcaram a missão do iniciador da Campanha da Mãe Peregrina e ouvir relatos de pessoas que conviveram com ele, o ator Juliano Cazarré afirmou que leva para a própria vida um dos maiores ensinamentos de Pozzobon: a capacidade de unir uma intensa missão evangelizadora ao compromisso inegociável com a família.

Natural de Pelotas/RS, Cazarré contou que já conhecia a Campanha da Mãe Peregrina por frequentar o Santuário de Schoenstatt no Rio de Janeiro. A visita à cidade, porém, revelou aspectos da história do venerável que ainda desconhecia e aprofundou sua admiração por um homem que viveu a fé de forma concreta, por meio da oração, da caridade e do serviço às pessoas.

“Estou muito feliz de poder visitar o Estado em que eu nasci, principalmente o interior. Estamos aqui em Santa Maria para conhecer a história e a vida do João Luiz Pozzobon, que agora já foi declarado venerável e, se Deus quiser, muito em breve, beato. Acho que vai ser uma alegria para o povo aqui de Santa Maria e para todo o povo gaúcho”, afirmou.

Uma descoberta que inspira

Além da missão de levar a imagem da Mãe Peregrina por milhares de quilômetros, o que mais chamou a atenção do ator foi o testemunho cotidiano de João Luiz Pozzobon. Cazarré destacou o amor do diácono por Maria e por Jesus, sua dedicação às famílias e a constante preocupação com quem mais precisava de ajuda.

“Eu sabia desse homem que levava a imagem da Mãe Peregrina, mas não conhecia os detalhes da história dele, de como viveu as virtudes em grau extraordinário, todo o esforço que fazia, o amor que tinha por Maria e por Jesus e também essa preocupação social que tinha com todo mundo da região. Ele sempre estava ajudando, levando cesta básica, visitando famílias, rezando o terço e até visitando presídios”, contou.

As gravações passaram pela Casa Museu João Luiz Pozzobon, pela Capela Nossa Senhora das Graças, onde está o túmulo do diácono, pelo Santuário de Schoenstatt, pelo Centro Mariano, pela Basílica da Medianeira e pela Capela Branca, uma das três capelas construídas por Pozzobon em Santa Maria. Em cada um desses lugares, a equipe reuniu relatos de familiares, voluntários e pessoas que conviveram diretamente com o missionário.

Foto: Marina Brignol (Diário)

O exemplo que leva para a vida

Entre todas as descobertas feitas durante a visita, uma marcou especialmente Juliano Cazarré: a capacidade de João Luiz Pozzobon de conciliar uma intensa vida apostólica com a dedicação à família. Mesmo percorrendo mais de 140 mil quilômetros em missão, o diácono jamais deixou de colocar a esposa e os filhos no centro de sua vocação.

“O que me chama a atenção é a quantidade de coisas que uma pessoa consegue fazer quando pede o auxílio da graça. Caminhando como caminhou, mais de 140 mil quilômetros ao longo da vida dele, nunca abandonou a família”, afirmou.

Uma frase atribuída a Pozzobon reforçou ainda mais essa impressão. “Eu posso mover o mundo inteiro, mas se eu esquecer da minha família, não fiz nada.” Ao conhecer esse pensamento, Cazarré revelou: “Levo esse exemplo para a minha vida. Era um homem que tinha uma profunda vida espiritual, muita caridade com o próximo e um amor inegociável pela família”.

Para o Pe. Vitor Hugo Possetti, vice-postulador da causa de beatificação, essa é uma das características que tornam a vida de João Luiz Pozzobon tão atual. Segundo ele, a série apresenta um homem que viveu a fé no cotidiano, transformando o amor a Deus em serviço ao próximo e inspirando novas gerações a viverem o Evangelho na simplicidade da vida diária.

Um registro para as próximas gerações

Além de registrar os principais lugares ligados à missão de João Luiz Pozzobon, a produção buscou preservar a memória de quem o conheceu pessoalmente. Na Capela Branca, moradores e voluntários compartilharam suas experiências enquanto a equipe registrava imagens do espaço, preservado pela comunidade e reconhecido como um dos locais mais simbólicos da trajetória do diácono.

Segundo Juliana Lovato, integrante da Equipe Pastoral João Luiz Pozzobon, a ideia de dedicar um episódio ao missionário já existia antes mesmo do início da organização das gravações. “Eles já visualizavam fazer um dos episódios sobre o seu João. Quando entramos em contato, eles disseram que já era uma vontade deles. A partir daí ajudamos na organização das entrevistas, dos locais e no acompanhamento da equipe”, explicou.

Após concluir as gravações em Santa Maria, a equipe seguiu para São João do Polêsine e, depois, para a região das Missões, onde dará continuidade à série. A expectativa é que “Brasil de Todos os Santos” seja lançada no próximo ano e apresente a um público nacional a história de João Luiz Pozzobon e o legado da Campanha da Mãe Peregrina.

Ao se despedir da cidade, Cazarré manifestou o desejo de voltar para compartilhar esse trabalho com a comunidade que o acolheu durante as gravações. “Gostaria muito que a gente fizesse uma sessão aqui, reunisse a população para assistir. Acho que seria um carinho que podemos ter com as pessoas que estão nos recebendo tão bem”, afirmou.

Com informações de Diário SM

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