Ontem e hoje: Sementes do Reino da MTA

Encontro regional da Jufem no Sul.

Ir. Glória Maria Melo – Nos dias 9 e 10 de setembro, a Juventude Feminina de Schoenstatt (Jufem) do Regional Sul reuniu-se na Casa de Retiros, situada ao lado do Santuário Tabor, em Santa Maria/RS, para seu encontro jubilar dos 70 anos da primeira Aliança de Amor do Regional. Participaram 90 jovens das cinco dioceses gaúchas: Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santo Ângelo e Frederico Westphalen, também três jovens do estado de Santa Catarina, das cidades de Biguaçu e São José.

Há sete décadas, quando as primeiras jovens da Juventude Feminina de Schoenstatt consagraram-se à MTA, escolheram como lema a frase “Sementes do Reino da MTA” e realizaram o ato na presença do Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, no contexto de sua segunda visita ao Brasil. Ele as lançou como sementes no solo sagrado do Santuário e disse-lhes: “Eu não vejo somente a vocês, mas uma grande quantidade de almas nobres que as seguirão” (8 de setembro de 1947).

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As palavras proféticas do Fundador e a entrega heroica e fiel das primeiras fizeram com que essas sementes produzissem um contínuo florescer. A semente se espalhou e conquistou sempre mais novos corações para o grande canteiro de lírios.

Desde a oração de abertura, em frente ao Santuário, até a oração de envio, as reflexões e temas da jornada giraram em torno do simbolismo da semente. “O Jardineiro saiu para semear”, fazia uma alusão a tudo o que o Pai e Fundador ensinou, principalmente ao grande presente do ideal Tabor, contido na segunda parte do ideal nacional da Jufem, “Lírio do Pai, Tabor para o mundo”.

Ir. M. Rosangela de Souza falou sobre a vida heroica de Lúcia Renzi, uma das jovens do primeiro grupo. Ela, Lúcia, viveu como uma semente oculta, totalmente doada e fiel ao primeiro sim e, por isso, hoje, é modelo e inspiração para a nova geração. Fazendo um paralelo com o lema do ano da Jufem: “Filha amada, assume a essência do teu ser”, Maria Laura Ghirard, pertencente à Liga das Mães de Porto Alegre, deu uma palestra apresentando a essência da mulher cristã e, em contrapartida, mostrou também tudo o que destrói essa essência.

A “essência” do Lírio do Pai, também está intimamente relacionada às três virtudes simbolizadas na coroa RTA, que, traduzidas para o português, significam pureza, nobreza e fidelidade. Nisso reside o heroísmo da “semente”, em configurar a vida conforme essas virtudes. Na vivência da noite, cada jovem recebeu uma pulseira com a coroa RTA e o símbolo de Deus Pai, como sinal de unidade com o Fundador de quem receberam essa herança espiritual, que é ao mesmo tempo dádiva e tarefa. As jovens ainda tiveram oportunidade de ouvir testemunhos de ‘ex-jufens’ sobre como elas se esforçaram em viver essas virtudes.

Cada diocese pôde compartilhar com as demais suas iniciativas apostólicas nas paroquias e dioceses, pois cada uma, hoje, é convidada a produzir frutos e a semear. E para contemplar o que a Igreja convida a refletir em relação aos jovens no próximo sínodo, cujo tema é “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, foi apresentado um musical vocacional, a fim das jovens serem motivadas a perseverar no seu caminho do discernimento vocacional.

A Santa Missa de encerramento na Capela de Retiros foi presidida pelo padre palotino Salvador Barbosa. Foi providencial encerrar a Jornada nessa capela tão marcada pela presença do Pai e Fundador, foi como se ele mesmo enviasse sua Juventude, que continua sendo, como há 70 anos, Sementes do Reino da MTA.

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Fotos: Azania Valmerate/Elisa Rothe

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