Venerável Pozzobon: sua missão como Diácono

 

Como ensina o Catecismo da Igreja Católica, os diáconos, “fortalecidos pela graça sacramental, servem o povo de Deus na ‘diaconia’ da liturgia, da palavra e da caridade” (1588) O Diácono Pozzobon inspira os diáconos na realização desses serviços.

Diaconia da Caridade

A caridade é a prática do amor de Deus por meio do serviço, principalmente aos que mais precisam. João Luiz Pozzobon exerceu a caridade com a Mãe Peregrina visitando hospitais, presídios, aos enfermos e idosos, acompanhando aos enlutados, realizando diferentes campanhas de arrecadação e distribuição, especialmente fundando e acompanhando a Vila Nobre da Caridade, com 14 casas para as famílias que não tinham onde morar, oferecendo abrigo material e espiritual.

Diaconia da Liturgia

A diaconia da Liturgia é exercida pelo diácono na celebração dos sacramentos ou sacramentais, na presidência das celebrações da Palavra, nas orações, no serviço ao altar auxiliando o sacerdote e levando aos enfermos a Sagrada Comunhão.
João Pozzobon participava diariamente da missa e como diácono realizava dias de adoração, celebrações da palavra, matrimônios, batismos, bênçãos, assistia aos enfermos e tudo com muita alegria.

Diaconia do Anúncio

A diaconia do Anúncio é exercida pelo Diácono proclamando e transmitindo a Palavra, no contexto litúrgico e fora dele, com homilias, pregações, catequeses, mas acima de tudo o testemunho de vida, participando na missão da Igreja de Evangelizar.

João Pozzobon tinha sério problema de vista desde os quinze anos, mas viveu especialmente a dimensão da escuta, meditação, anúncio e prática da Palavra. Cuidou que houvesse catequese nas comunidades fundadas por ele, evangelizava as famílias antes durante e após a recepção dos sacramentos e de modo especial nas visitas da Mãe Peregrina, exortava as crianças, jovens e adultos, consciente de que a Mãe levava a todos a “mensagem de seu Filho” também na “fronteira das paroquias”, formando comunidades, instalando mais de 40 ermidas, organizando as famílias.

Um exemplo que incendia o coração

O que o Papa Francisco sempre dizia, parafraseando Gustav Mahler, que devemos olhar para o passado não para “o culto das cinzas, mas a preservação do fogo”, vale também para nossas recordações sobre o Venerável Pozzobon. Ao contemplar os exemplos deixados por ele, nosso coração se inflama pelo fogo divino do amor à Igreja, ao carisma de Schoenstatt e à missão que Deus lhe confiou, como iniciador e modelo de diácono, de iniciador e missionário da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt.

 

Texto: Ir. M. Nilza P. da Silva e Pe. Vitor Posseti

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