Tipo brasileiro: Movido pelos sentimentos

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Imagem de NoName_13 por Pixabay

 

Na análise das características de nosso tipo brasileiro, segundo o Pe. José Kentenich, chegamos ao último lado de sombra. Para quem chegou agora, é aconselhável que se leia todas as outras características (veja abaixo do texto), a fim de poder entender no contexto essa análise.

A Ana Beatriz Biagioli Manoel Suzan, que é Logoterapeuta e pertence à União de Famílias de Schoenstatt, nos conduz nessa reflexão:

A terceira sombra que o Pe. Kentenich mostra para nosso trabalho de autoeducação é:

“3. Há uma disposição natural que depende mais dos sentimentos do que da razão. Como consequência (unindo aos dois pontos anteriores) acresce ainda a singularidade da educação, que se baseia e se adapta muito às situações. Não se fazem exigências.”

Esta terceira sombra está um pouco relacionada com a anterior, pois é a dificuldade de fazer exigências a si mesmo, um se poupar, se acomodar diante das situações e não se gastar. Isso dificulta demais para se tornar uma personalidade firme, livre e sacerdotal, porque se eu não consigo me fazer exigências, me esticar, não vou sair de mim mesmo e ir ao encontro do outro.

Não se limita a fé só aos sentimentos

O Papa Bento XVI salienta que precisamos “interrogar-nos sobre o realismo da nossa fé, que não limita à esfera do sentimento, das emoções, mas, deve entrar no concreto da nossa existência, ou seja, deve referir-se à nossa vida de todos os dias e orientá-la, inclusive, de modo prático. Deus não se limitou às palavras, mas indicou-nos como viver, compartilhando a nossa própria experiência, exceto no pecado.”[1]

É necessário educar-nos para a reflexão, analisar os fatos não somente pelos sentimentos, mas, de modo objetivo. Isso vai nos ajudar a sermos também mais firmes em nossos propósitos.

Então, mais um pouco de autoeducação, estabelecer propósitos que exijam de mim, nada mirabolante não, mas, nas pequenas coisas do dia a dia, como levantar na hora que o despertador toca, sem colocar no modo soneca, já é um exercício para não sucumbir à essa dificuldade.

O ideal é que nossas ações e decisões sejam realizadas pelo equilíbrio entre a fé e a razão. Para isso, contamos com um grande trunfo, a Aliança de Amor com a Mãe de Deus, que nas suas exigências nos educa para que essa terceira sombra, não nos domine, e ela cumpre sua promessa de educar-nos.

 

Façamos a nossa parte e contemos com a graça!

Ao terminar de analisar as três sombras, talvez elas possam nos “assombrar”. Mas, é preciso termos clareza de que essas características existem, contudo, elas não nos determinam. Podem nos condicionar, mas jamais determinar! Como pessoa humana sempre podemos escolher o caminho a seguir, podemos trilhar o caminho do autoconhecimento e da autoeducação.

Ao mergulharmos em nosso mundo interior e olharmos para a realidade de quem somos, também podemos encontrar o sentido para o qual Deus nos criou, melhorando assim a relação conosco mesmo, com os familiares e amigos. Vamos aprendendo a lidar com os problemas, no trabalho, em casa, na educação dos filhos. Aprendendo a sermos melhores para com o próximo, não limitar nossa vida só ao aspecto profissional. Aprendemos a nos relacionar com Deus e com a Mãe de Deus.

 

Tornar atitude o que temos em potência

Todos nós temos potências que precisam ser transformadas em atitudes. Para isso, precisamos deixar de lado o querer se dar bem sem esforço e o sempre “dar um jeitinho” para tudo. Paremos de nos questionar: Para que ler se isso não me fará ter um salário maior? Ou para que me preocupar com grandes questões da vida, se isso não me trará nada em troca? O que eu ganho com isso?

Coragem! Seja um “Einstein” do seu mundo interior. Cada pessoa é única e irrepetível. Para cada pessoa, o bom Deus tem uma ideia original, para que colabore com Ele na obra da Salvação.

A vida te convoca no aqui e agora, é no ordinário do nosso dia a dia que a vontade de Deus se revela para cada um de nós!

Aliança de Amor, Autoconhecimento e autoeducação, caminhos que nos ajudam a vencer as três sombras, caminhos que nos levam a vir a ser àquilo que Deus sonhou para cada um de nós desde toda Eternidade.

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Veja também:

Os lados de sombra de nosso tipo brasileiro

1 – O complexo de inferioridade

2 – O comodismo

3 – Movidos pelos sentimentos (falta de exigências)

As luzes de nosso tipo brasileiro

1 – A Filialidade espontânea

2 – Religioso por natureza

3 – O pensar orgânico

 

 

[1] https://www.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/audiences/2013/documents/hf_ben-xvi_aud_20130109.html

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