
Renovamos hoje a Eterna Aliança de Amor
Ir. M. Nilza P. da Silva – Sexta-feira santa é o Dia da Aliança mais sagrada. Jesus explica aos seus apóstolos o sentido, o motivo, pelo qual ele aceita a condenação, a flagelação e morre de modo tão doloroso. Tomando o pão em suas mãos, ele o parte dizendo: “Isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.” (Mt 26,28)
No Antigo Testamento, cada vez que Deus sela a Aliança com a humanidade, Ele o faz por meio de um profeta ou patriarca, Noé, Abraão, Moisés… no rito e como sinal dessa Aliança, era sacrificado um cordeiro. No entanto, nesta sexta-feira santa revivemos a Nova e Eterna Aliança sagrada em que o próprio Deus feito homem se entrega como sacrifício. Jesus é o Cordeiro de Deus que, em sua entrega plena, em Aliança com o Pai, tira todo pecado do mundo. Nós somos inseridos nesta Aliança de Amor, pelo batismo, e nos tornamos em Cristo filhos do Pai.
“Eis aí a tua Mãe! Eis aí o teu Filho!” (Jo 19, 26-27)
Ao selarmos a Aliança de Amor, nós unimos a paixão de Cristo à nossa vida diária, dizemos um sim ao seu testamento e, como fez o Pe. José Kentenich, em 18 de outubro de 1914, inserimos a Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, em nossa vida batismal, comprometendo-nos a nos educarmos, com sua ajuda, para nos tornarmos uma imagem de Cristo: filhos que vivem em perfeita Aliança com o Pai. Ela se compromete a atrair sempre de novo o nosso coração e ajudar-nos, para que façamos sempre tudo aquilo que seu Filho nos diz, até sermos santos como o Pai e santo (Cf Mt 5,48).
Tudo isso, de modo amplamente apostólico e vinculado a um lugar de graças, o Santuário. Não guardamos os méritos de nosso esforço para garantir a nós mesmos um bom lugar no céu, mas, os entregamos simbolicamente na Talha do Capital de Graças. Isto é, doamos os méritos que esses sacrifícios adquirem, ao se unirem ao sacrifício de Cristo, para que a Mãe de Deus os presenteie em graças àquele irmão, a quem Ela quer ajudar.
Selamos a Aliança para abraçar a cruz
Não selamos a Aliança de Amor para que a Mãe de Deus nos livre do sofrimento, isso seria anticristão, pois Jesus nos diz: “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.” (Lc 9,23) Mas, nós selamos a Aliança de Amor, nos consagramos à Mãe e Rainha, para com Ela abraçarmos a cruz diária, por amor. Para isso, a espiritualidade de Schoenstatt nos oferece uma ascese de aprofundamento da Aliança, que a aprofunda gradualmente, passando pela entrega da Carta Branca e a consagração de Inscriptio.
Se isso lhe interessa, converse com o Assessor ou Assessora do Movimento A. de Schoenstatt em seu local. (Contatos aqui)
Este 18 de abril é duplamente Dia da Aliança de Amor, como raramente acontece. Hoje é um dia de renovarmos conscientemente nossa Aliança de Amor com Maria, em Cristo e com Cristo, na força do Espírito Santo, para vivermos como filhos amados, heroicos e transfigurados do Pai. Abençoado Dia da Aliança!
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Gratidão eterna por ter selado a Aliança de Amor com Maria e instituido meu Santuário Lar da Esperança. Sou missionária e coordenadora de paróquia.
Ótima esta descrição para nos entendermos esta data de hoje.