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Ir. M. Nilza P. da Silva – Para o Pe. José Kentenich, nosso Pai e Fundador, cada pessoa necessita de três vínculos essenciais para seu equilíbrio e a santidade: O vínculo a pessoas, a ideias e a um lugar. Para ele, cada um desses vínculos expressa o verdadeiro vínculo a Deus e precisa conduzir a ele. Por isso, a educação ao amor a Pátria é essencial para a formação de personalidades equilibradas, livres e fortes. Por isso, na educação, é importante “aprofundar o amor ao lar, à pátria, e manter o pensamento do lar como pensamento central de toda a educação”1.
Interferir no amor à pátria é uma forma de facilitar a manipulação, a massificação do indivíduo. “O problema do lar, da pátria… é o problema da cultura do tempo atual… O desarraigamento é o núcleo da crise cultural atual,”2 diz o Pe. Kentenich.
No ano de 1500, em 22 de abril, a embarcação de Pedro Álvarez de Cabral chega ao Brasil. A história do Brasil não começa nesse dia, mas, é contada pelos europeus a partir desse dia. Há muitas formas de se contar essa história e de interpretar também. Por isso, não entramos nesse mérito. Independente das formas como os conquistadores atuaram, verdade é que Deus os utilizou como instrumentos para trazer-nos a fé em Cristo.
Nosso olhar se dirige para Cristo
Cristo está presente em nossa história e chega à nossa Pátria pela Igreja Católica Apostólica Romana. Assim narra a história: “Domingo, 8 de março de 1500, Lisboa. Terminada a missa campal, o rei Dom Manuel I sobe ao altar, montado no cais da Torre de Belém, toma a bandeira da Ordem de Cristo e a entrega a Pedro Álvares Cabral.”3 Cabral e seus companheiros de viagem pertenciam a Ordem de Cristo, “uma ordem religiosa, tendo o Papa como soberano,” cujo símbolo era uma cruz vermelha, fendida no meio com outra branca, com constava nas velas das embarcações, segundo os historiadores: “A Cruz de Cristo, símbolo da Ordem, conquistou os mares desconhecidos, erguida nas velas das caravelas portuguesas.”4
Cristo é nosso ideal de vida
Celebremos neste dia a chegada de Cristo, como Filho amado e heroico que nos conduz ao Pai. Nosso amor à pátria é unida a gratidão porque há mais de 1500 anos, Deus nos apresenta seu Filho como modelo, caminho, verdade e vida.
457 anos depois, chega em nossa terra o Pe. José Kentenich, como enviado de Deus, para ajudar-nos a resgatar o amor à Pátria e apresenta-nos mais uma vez a pessoa de Cristo: “Vejam aqui o ideal do homem, a imagem, segundo a qual o homem deve ser formado e configurado. Cristo, o grande ideal de nossa vida, o fundamento mais profundo de nossa vida… É ele o ideal de nossa vida e, por isso, o meio para alcançarmos o ideal humano.”5 Ao proclamar o Tabor como nosso ideal e missão nacional, Pe. Kentenich reafirma as raízes de nossa história e nos ajuda a aprofundar o amor a Cristo.
Nossa missão é Cristo
Por que selamos a Aliança de Amor com a Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt? Pe. Kentenich nos responde: “Somos convocados como instrumentos escolhidos para levar o mundo ao coração de Jesus e o salvar. Pensemos na América. A Europa foi privada do fundamento de sua cultura, que é Cristo. A consequência é que tudo está desmoronando. Quem foi chamada para restituir Cristo ao mundo? A Portadora de Cristo. Nós precisamos mostrá-la ao mundo… A Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt, quer educar os povos a partir daqui, quer restituí-los a Cristo, abri-los para Deus.”6
Celebremos, pois, este dia 22 de abril, com gratidão e renovemos a Aliança de Amor, para que a Mãe e Rainha aprofunde nosso amor a Cristo e ajude-nos a educar-nos para sermos nele e com ele, filhos amados e heroicos, filhos Tabor.
Referências
1 Kentenich. Pe. José, Que se faça o homem novo, outubro de 1951
2 Idem
3 https://super.abril.com.br/historia/a-cruzada-do-descobrimento/
4 https://www.ordens.presidencia.pt/?idc=120
5 https://www.ordens.presidencia.pt/?idc=120
6 Kentenich. Pe. José, em 1º.09.1947, em Tabor Nossa Missão, Vol I




