
Foto: Vaticano
Em audiência com o Colégio Cardinalício, o Papa Leão XIV revelou as motivações que o levaram a escolher esse nome ao assumir o pontificado. Inspirado pela figura do Papa Leão XIII, ele destacou a importância da Encíclica Rerum novarum, que marcou profundamente a Doutrina Social da Igreja no contexto da Primeira Revolução Industrial. Ao fazer referência àquele momento histórico, o novo pontífice traça um paralelo com os desafios contemporâneos trazidos pela quarta revolução industrial e o avanço da inteligência artificial.
“Hoje, a Igreja oferece a todos a riqueza de sua doutrina social para responder a outra revolução industrial e aos desenvolvimentos da inteligência artificial, que trazem novos desafios para a defesa da dignidade humana, da justiça e do trabalho”, afirmou o Santo Padre.
Um brasão com significado espiritual profundo
O brasão de Leão XIV preserva o símbolo escolhido por ele em sua consagração episcopal. O escudo está dividido em dois setores diagonais. Na parte superior, de fundo azul, há uma flor-de-lis branca – que representa Maria e evoca a pureza. No setor inferior, de fundo claro, aparece um livro fechado sobre o qual repousa um coração transpassado por uma flecha, que remete à espiritualidade agostiniana, na frase de Santo Agostinho, referindo-se a sua conversão: “Feriste meu coração com a tua Palavra.”
O lema pontifício também permanece o mesmo que adotou como bispo: “In Illo uno unum” — “No Único, somos um só”, uma frase de Santo Agostinho, referindo-se ao Salmo 127, e reflete o desejo de unidade no Corpo Místico de Cristo.
Unidade, comunhão e missão
Em entrevista aos meios de comunicação do Vaticano, em julho de 2023, o então cardeal Prevost já apontava a centralidade da comunhão em seu ministério: “Acredito que é muito importante promover a comunhão na Igreja e sabemos bem que comunhão, participação e missão são as três palavras-chave do Sínodo.”
Para a Família de Schoenstatt, que caminha à luz do carisma da unidade e da missão confiada a Maria, a escolha e o estilo do Papa Leão XIV ressoam como um convite à realização de nossa missão mariana e o empenho por uma cultura da Aliança, como disse nosso Pai e Fundador: “Na Aliança de Amor temos que nos empenhar para unir coração com coração, sermos a força do amor que une e vincula, o coração da Igreja”1. Nisso se testemunha nossa fidelidade ao Papa, no seguimento do Evangelho e num profundo enraizamento em Cristo, sempre solidários aos que mais necessitam.
Fonte:
Vaticannews
Vatican.va
1 Cfr. José Kentenich, Schoenstatt e a Igreja, 1965




