
Suellen Figueiredo – O mês de maio, dedicado à Mãe de Deus, nos convida a olhar para Maria como Rainha da Igreja e Educadora da humanidade. Nela, encontramos não apenas a Mãe de Cristo, mas aquela que, por vontade divina, participa do reinado do Filho e exerce, com amor vigilante, uma missão que se estende por toda a eternidade.
A realeza de Maria tem fundamento na Sagrada Escritura e no Magistério da Igreja. Desde os primeiros séculos, os fiéis a reconheceram como Rainha do Céu e da Terra, pela íntima união com Cristo e pela plenitude de graça com que foi ornada. Como nos recorda o Papa Pio XII, ao proclamar o dogma da Assunção , Maria foi elevada ao céu em corpo e alma, e glorificada como Rainha de toda a criação: “Maria é Rainha do céu porque supera em dignidade e santidade a todos os anjos e santos. Por sua fidelidade, amor incomparável e sim eterno, desde a Anunciação até a Cruz, Deus lhe preparou uma coroa”.1
No Movimento Apostólico de Schoenstatt, essa realeza é aplicada na vida. Desde o Documento de Fundação, de 1914, Maria é reconhecida como educadora, formadora e condutora da Família de Schoenstatt. No Documento de Fundação da Obra de Schoenstatt lê-mos: “Então estabelecer-me-ei de bom grado entre vós e distribuirei abundantes dons e graças. Então, daqui, atrairei a mim os corações juvenis e educá-los-ei como instrumentos aptos nas minhas mãos”. Durante a crise e perseguição do Nacional Socialismo a Schoenstatt, em 1939, o Pe. José Kentenich impulsionou a corrente de coroação: como sinal de entrega total à Mãe de Deus e da confiança no seu poder vitorioso.
Em meio aos perigos e ameaças ao Santuário Original e à própria vida do Fundador, a Família de Schoenstatt coroou Maria como Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt, confiando-lhe o destino da Obra. Desde então, a corrente de coroação tornou-se expressão concreta da entrega e do amor filial. Coroamos Maria não apenas com um símbolo, mas a coroa é sinal de nossa entrega ao seu poder de intercessão, sua missão real e sua responsabilidade educadora.
Diz nosso Fundador: “Tudo o que de grande e precioso recebemos neste lugar sagrado está diretamente entrelaçado com a Mãe, Senhora e Rainha de Schoenstatt.”2
Maria: Rainha da Aliança e Educadora de corações
O reinado de Maria, como nos ensina Pe. Kentenich, não é dominador, mas cheio de ternura e responsabilidade. Ela quer formar o Reino de Cristo no mundo, a começar pelo coração de cada filho. Sua realeza nos convoca à missão. Ela não é uma Rainha distante, mas próxima, solícita, vigilante. Maria precisa de colaboradores, de corações generosos que compartilhem sua tarefa de levar Cristo à todas as pessoas, às famílias, às estruturas do mundo, à cultura.
Na Aliança de Amor, reconhecemos Maria como nossa Mãe e Rainha e a convidamos a reinar em nossa vida pessoal, familiar e apostólica. Coroá-la é reconhecer que ela nos governa com sabedoria e amor e que desejamos contribuir com ela na edificação de um mundo novo, onde Cristo possa reinar.
O mês de maio é tempo de renovação da entrega e da missão
Ao longo deste mês mariano, a Igreja se enche de flores, cânticos e terços oferecidos com amor à Virgem Santíssima. Para a Família de Schoenstatt, é também um tempo de intensificar a vida da Aliança, de renovar o amor filial e de reconhecer Maria como Rainha educadora da nossa santidade e fidelidade.
Coroar Maria é também decidir-nos novamente pelo ideal que Deus tem para nós e deixar-se formar por ela, como filhos confiantes, instrumentos em suas mãos, que se empenham pela vitória do amor no mundo.
Referencias:
1Vatican.va – carta encíclica Ad Caeli Reginam do sumo pontífice Papa Pio XII
2Pe. José Kentenich, Segundo Documento de Fundação, 1939
Vós sois a minha coroa – Jufem Brasil (2019)




