
Entre os dias 22 de maio e 2 de junho de 2025, um grupo de peregrinos do Movimento Apostólico de Schoenstatt realizou uma intensa peregrinação espiritual pelas origens da Obra na Alemanha e por lugares sagrados da fé católica na Itália. Vindos de diferentes estados do Brasil — São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul — o grupo foi acompanhado pelo Pe. Afonso Wosny, do Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt.
Chegada à origem
Um dos momentos mais marcantes da viagem foi a visita ao Santuário Original de Schoenstatt. Em seguida, foram ao túmulo do Pe. José Kentenich, na Igreja da Santíssima Trindade. Como gesto de comunhão com os que ficaram no Brasil, o grupo entregou no Santuário um livro com 3.018 assinaturas de fiéis que se uniram espiritualmente à peregrinação.
Hospedados na Casa Sonnenau, os peregrinos receberam a visita do Pe. Alexandre Awi Mello, Diretor Internacional do Movimento de Schoenstatt, que concedeu uma bênção especial ao grupo e reforçou o valor da presença física nos lugares santos da história do Movimento.
O roteiro incluiu ainda visita a cidade de Colônia, com veneração às relíquias dos Três Reis Magos; Gymnich, cidade natal do Pe. Kentenich, onde visitaram sua casa e a igreja onde foi batizado; e Metternich Coblença, com passagem pelo Santuário local e pelo túmulo da Ir. M. Emilie Engel, exemplo de entrega e confiança na Divina Providência.
Ida à Roma
Na segunda etapa da peregrinação, os participantes seguiram para Roma, onde visitaram o Santuário de Schoenstatt Matri Ecclesiae e participaram do Jubileu das Famílias. O grupo teve a alegria de estar duas vezes próximos ao Papa Leão XIV e participar de uma Santa Missa no Vaticano, em comunhão com a Igreja universal.
O encerramento da peregrinação aconteceu na cidade de Assis, onde o grupo rezou nos lugares sagrados de São Francisco, Santa Clara e do jovem beato Carlo Acutis, grande testemunha da fé e do amor à Eucaristia.
Testemunhos que tocam o coração
“Participar dessa peregrinação foi vivenciar a fundação do Movimento em sua origem. Estar em Schoenstatt, conhecer os projetos do Pe. Kentenich, estar em Roma… foi uma catequese viva da riqueza da nossa Igreja” , partilha Elisabete Nunes de Abreu.
Já Ana Márcia Manfio conta: “Foi um sonho realizado. Senti uma paz profunda no Santuário Original, lembrando do Pe. Kentenich e dos seminaristas. Gratidão imensa a Deus e à Mãe”.
“Rezar à noite no Santuário Original, antes do fechamento, foi uma injeção de fé para nossa devoção”, relatou Eliane Morelli Ross.
Ao final da peregrinação, uma certeza permaneceu no coração dos missionários: a Mãe de Deus continua guiando sua barca em alto-mar, conduzindo seus filhos com ternura, coragem e fidelidade. Que este fogo missionário reacendido além-mar continue iluminando e fecundando o caminho de muitos!
Texto: Lupércio Ferreira dos Santos




