
Ir. M. Nilza P. da Silva – Nossa Igreja é repleta de simbologias que nos ajudam a conectar melhor com Deus. Uma delas é a pedra d’ara no altar das Igrejas, com a relíquia de algum santo. “Ara” significa “altar”. Esta pedra remete ao início da expansão do cristianismo. As primeiras santas missas eram celebradas nas casas das famílias. Quando começaram a perseguição e os martírios, então, as missas passaram a ser celebradas nas catacumbas, tendo a sepultura dos mártires como altar. Assim, ao consagrar o pão e o vinho, o sacrifício da vida de Cristo se unia ao sacrifício de vida dos que deram a vida por ele.
Com a expansão do cristianismo, para continuar esse sinal de unidade, passou-se a fazer uma pedra na qual era encrustada a relíquia de um mártir e colocada no centro do altar, bem onde se coloca o corpo e o sangue de Cristo. Portanto, em muitos altares que contém a pedra com a relíquia, em cada Santa Missa, o sacrifício de Cristo, o nosso sacrifício entregue e o sacrifício do mártir se unem em sacrifício de louvor, adoração, súplica e expiação.
Santa Generosa
No novo Santuário, em Biguaçu, Tabor da Misericórdia, a pedra d’ara tem a relíquia de Santa Generosa, uma jovem que entregou sua vida em martírio, no ano 150 d. C, na cidade de Scili, norte da África.

Imagem da Paróquia Santa Generosa, em São Paulo/SP
Com 12 amigos, ela foi levada à prisão em Cartago/África e forçada, pelo governador Saturnino, a negar sua fé e adorar os falsos deuses romanos. Apesar de todos os esforços, a jovem Generosa não cede e professa que adora e serve somente a Jesus, único Deus, Rei dos reis e o Senhor de todos os povos. Como resposta, Saturnino manda castigá-los duramente e continua a insistir. “Não tememos a ninguém – responderam eles – a não ser o Senhor nosso Deus que está nos Céus. Cremos em Deus e desejamos continuar fiéis a Ele. Confiamos ter a perseverança cristã, não por nossas forças, mas por graça divina. Que todos escutem: somos cristãos.”[1]
À essa tão corajosa confissão, veio a sentença: “Ordeno que sejam decapitados Esperato, Narzal, Citino, Vetúrio, Félix, Acilino, Letáncio, Januária, GENEROSA, Vestina, Donata e Segunda, que se declaram cristãos e se recusam a tributar honra e reverência ao imperador”. Esses amigos santos são conhecidos como Mártires Scillitanos e celebrados em 17 de julho.
O mundo atual precisa de heróis
Jesus disse claramente que o Reino de Deus exige entrega total: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, irá perdê-la; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, irá recobrá-la.” (Mt 16,24-25)
Nos Santuários de Schoenstatt, a Mãe de Deus, como Mãe de Misericórdia, conhece a nossa fraqueza perante as dificuldades atuais e, por isso, se compromete, na Aliança de Amor, a educar os mártires de nosso tempo, que sacrificam diariamente suas vidas pela salvação das almas e a renovação do mundo.
Na Revista MTA, de 6 de novembro 1919, lemos essas palavras do Fundador:
“A democracia social olha para as condições existentes como a causa dos horrores modernos da miséria excessiva; que a sua única fonte de libertação e salvação é uma mudança revolucionária das condições externas… É verdade que existem muitos aspectos da vida social e cívica que são corruptos e clamam por reforma. Mas, a fonte mais profunda da nossa infelicidade está dentro de nós próprios, nas nossas almas não redimidas e escravas.
Em linha com esta visão, pedimos e lutamos por uma abrangente renovação moral e religiosa da pessoa e de toda a cultura humana…
Tenho de ser honesto e admitir que em momentos de calma estremeço ao pensar no trabalho a que nos propusemos. Mas, basta pensar na nossa Mãe do céu e na confiança sem reservas que nela temos e as nuvens negras dispersam-se rápida e completamente. Considerando serenamente o nosso desenvolvimento até agora justifica esta conclusão: a nossa MTA quer usar-nos como instrumentos para a renovação do mundo. Confio também muito na ajuda dos nossos heróis congregados que já morreram. Aquilo pelo qual eles tão heroicamente lutaram e lançaram os fundamentos enquanto estavam aqui na terra é algo que certamente não abandonarão no céu.”[2]
A bênção do novo Santuário é sinal claro que o sacrifício de nossos heróis se unem ao de Cristo, para atrair a presença atuante da Mãe e Rainha, como educadora dos mártires atuais.
Participe da bênção do Santuário
Dia 20 de julho de 2025
8h30min – Procissão partindo da Comunidade Santo Antonio, em Tijuquinhas/SC
10h30min – Santa Missa e dedicação do Santuário
14 horas – Encerramento, com a bênção do Santíssimo
Leve seu banquinho
Mais informações: (48) 988456610 e (48) 996651914
Fonte:
[1] https://paroquiasantagenerosa.com.br/a-gesta-dos-martires-e-santa-generosa/
[2] NIEHAUS, Pe. Jonathan. Herois de Fogo, A Fundação de Schoenstatt, p. 196




