
Ano Santo da Esperança – Uma oportunidade para redescobrir o sentido da vida
Ir. Ana Paula R. Hyppólito – Vivemos tempos em que tudo corre depressa — decisões, escolhas, caminhos. Mas, o coração do jovem clama por algo mais profundo, por uma resposta que sacie a sede de plenitude. Neste Ano Santo da Esperança, a Igreja nos convida a renovar a confiança num futuro com sentido. É o tempo propício para que rapazes e moças parem, escutem e deixem-se interpelar por uma pergunta fundamental: “Senhor, o que queres de mim?”
O Fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt, Pe. José Kentenich, sempre acreditou na força criadora da juventude. Ele via nos jovens corações capazes de heroísmo, pureza e entrega total. Segundo ele, o verdadeiro amadurecimento acontece quando a vida é colocada a serviço de uma missão, quando se descobre a própria vocação como dom e chamado de Deus.
A vocação não é um peso, mas um dom
Para o jovem, refletir sobre a vocação é uma iniciativa inteligente, pois se trata do próprio futuro, da própria felicidade e da felicidade de outros, que estarão em contato com ele. Refletir sobre a possibilidade da vida consagrada não é uma fuga do mundo, mas uma forma de amar apaixonadamente a Deus e ao mundo por cauda de Deus. É uma resposta de amor a um chamado pessoal. Não é renúncia vazia, mas plena realização de um amor maior. Refletir sobre o matrimônio é preparar-se adequadamente para ele, dando passos claros e firmes para um namoro coerente com os valores católicos, que ajude o casal a amar com pureza e verdadeira liberdade interior, liberdade na renúncia ao egoísmo, abertos a aprender como ser um verdadeiro dom para o outro.
Três caminhos para discernir com profundidade
- O amor apaixonado pela Eucaristia: A Eucaristia é o lugar do encontro com o Cristo vivo. Quem se apaixona por Jesus na Eucaristia aprende a escutar sua voz, a moldar o coração ao ritmo do seu Coração. Ali o jovem aprende a entregar-se, a silenciar e a confiar. Ali nasce a esperança que não decepciona.
- O vínculo com a Mãe e Rainha: O Santuário de Schoenstatt é lugar de escuta e decisão. Maria, como Educadora, forma em nós um coração livre, fiel e forte. Vincular-se a ela é abrir espaço para que Deus fale com clareza. Como em Caná, ela ainda repete: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.
- A oração como espaço de discernimento: O Pe. Kentenich ensinava que o jovem precisa cultivar uma vida interior profunda, feita de momentos concretos de oração e intimidade com Deus. Em meio ao barulho, que atinge a todos nós, especialmente os jovens, a oração torna-se bússola. Não existe vocação sem escuta e não existe escuta sem silêncio orante. Aprender a silenciar e a querer a ter tempos e momentos de intimidade com Deus são essenciais para discernir a vocação.
Esperança que ilumina o futuro
Este Ano Santo é uma oportunidade concreta para acolher o futuro com esperança, como dom e missão. É tempo de deixar que a chama do ideal vocacional acenda o coração dos jovens, tornando-os testemunhas da alegria que brota de uma vida coerente com a fé católica, com os valores católicos, com o ideal de uma personalidade íntegra e que vive para amar.
Se você sente esse chamado, não tenha medo de parar, de refletir, de buscar, de escutar e de pedir aconselhamento. O mundo precisa de corações que tenham a coragem de ser diferente e de doar-se com altruísmo. Sua vida pode ser resposta a uma urgência do amor de Deus, que deseja se comunicar, se derramar, e você pode ser o cântaro vazio que acolhe este dom e o transborda a todos!




