
A história da Juventude Feminina de Schoenstatt, desde a sua fundação no Santuário de Londrina/PR, até os dias de hoje, é um caminho tecido de união e de família: cada jovem pode encontrar na Mãe de Deus a força para realizar seu ideal de santidade.
São 85 anos de caminhada marcada por graças, conquistas e testemunhos, entre os quais brilha com especial intensidade, o momento em que Regininha foi declarada modelo para a Jufem no Brasil, tornando-se farol de fidelidade e entrega para todas as gerações que viriam.
Perguntamos a duas jovens, que hoje participam da Jufem em Londrina, sobre o que significa para elas celebrar os 85 anos da história de seu ramo. Para Dorine Santana, a palavra que melhor resume essa história é esperança: “Em vez de uma frase, eu resumiria a história da Juventude Feminina, desde a fundação no Santuário de Londrina, até os dias de hoje como: Esperança! E o motivo é que a Esperança é uma virtude dada pela graça de Deus, seu amor nos impulsiona a ser autênticas, livres e luz no mundo”.
Já Maria Eduarda Tozatti descreve essa trajetória como um grande florescer: “Há 85 anos, as sementes foram plantadas na Juventude Feminina de Schoenstatt. Ao longo do tempo, deram frutos de entrega, floresceram em amor e hoje continuam cultivando lírios que trazem Jesus e Maria no coração”.
O que marcou a história?
Ao recordar momentos marcantes, Dorine destaca: “O momento histórico, que acredito ser um dos mais importantes nestes últimos 85 anos, foi a visita do Pai Fundador (Pe. José Kentenich) e a definição da Jufem que ele nos deu em 1947”.
Maria Eduarda recorda que, além da fundação em 1940, outros acontecimentos mais recentes renovaram a missão: “Um marco histórico importante ocorreu em outubro de 2014. Nessa data, as meninas da Jufem entregaram uma réplica da coroa RTA no Santuário (Original), coroando a MTA e renovando a missão de serem pequenas coroas vivas da Mãe de Deus. Outro marco histórico importante foi o Encontro Nacional em Londrina, em 2015, para comemorar os 75 anos da Jufem no Brasil”.
Sobre a missão da Jufem hoje, Dorine destaca que não se trata apenas de esperar, mas de esperançar: “Ser instrumentos da esperança, de esperançar, que é muito diferente de esperar! Ser representações de Maria no mundo, transformar as realidades, mesmo diante dos desafios. A pessoa que espera é passiva e fica aguardando que algo mude, já a pessoa que busca esperançar é ativa, envolve protagonismo e responsabilidade”.
Maria Eduarda reforça que a missão é, “por meio das vivências e fidelidade ao carisma schoenstattiano, da entrega à Mãe de Deus e viver no dia a dia a missão, ser uma pequena Maria no mundo”.
Frutos dos 85 anos
Os frutos concretos também são percebidos: “Acredito que as jovens que fazem parte do Movimento A. de Schoenstatt são a representação de lar para aqueles que o buscam. Elas, diariamente, assumem a responsabilidade e a tarefa de serem lírios do Pai, Tabor para o mundo. Somos meninas que assumem a postura da entrega à missão, irradiando, assim, graças nos ambientes em que passamos,” partilha Dorine.
Maria Eduarda acrescenta: “Autenticidade e consciência de serem filhas amadas de Deus e de Maria, vinculação com Maria e com o Santuário por meio do Capital de Graças, viver valores como pureza, fidelidade e nobreza, no dia a dia”.
Desafios dos dias atuais
Dorine observa: “Um dos desafios que analiso é a liquidez do mundo em que estamos, os jovens têm cada vez mais dificuldades em suas relações. Em outras palavras, não possuem uma estabilidade e permanência nas relações diárias. O tempo em que vivenciamos é marcado pelo imediatismo, distração e egocentrismo, problemas estes que já existiam, mas que no contexto atual vêm sendo cada vez mais visíveis e potencializados. O futuro está aberto para nós, só precisamos compreender que, apesar de estarmos em um novo tempo, precisamos ser autênticos. Nós somos o novo tempo.” Maria Eduarda complementa que para ela, o desafio é “manter a autenticidade, em meio ao mundo acelerado em que vivemos, e preservar os valores aprendidos da Jufem”.
Ao celebrar 85 anos de sua fundação no Brasil, a Juventude Feminina de renova sua missão viver seu ideal. Confiantes na Aliança de Amor e na força do carisma de Schoenstatt, as jovens olham para o futuro com coragem, conscientes de que sua entrega é um presente para a Igreja e um sinal luminoso para a sociedade.
Texto: Suellen Figueiredo
Informações: Irmã M. Verônica Cristina dos Santos, Assessora da Jufem Londrina.




