Hoje a Igreja celebra Santo Afonso Maria Ligório, escritor de 123 obras, o fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, conhecidos como Redentoristas, e Doutor da Igreja, por sua grande contribuição para a compreensão da doutrina católica.
Nosso Fundador, Padre José Kentenich, utilizou muitas vezes textos de Santo Afonso, reconhecido pelo seu grande amor a Maria. Mas, é no Santuário que encontramos uma importante herança sua: na inscrição ‘Servus Mariae Nunquam Peribit‘. Embora a autoria desta frase, que em português anuncia que ‘um servo de Maria nunca perecerá’, seja atribuída a Santo Anselmo de Canterbury (1033-1109), Santo Afonso Maria Ligório (1696-1787) é reconhecido como seu especial propagador.
A escolha da frase foi feita pelo jovem Fritz (Frederico) Esser, que era congregado da primeira geração da Obra de Schoenstatt. Originalmente ele esculpiu uma moldura em madeira para o Santuário Original com essa frase. Seu desejo era presentear a Mãe de Deus, ornamentar o Santuário e afirmar algo que experimentara em muitas ocasiões: a Mãe jamais abandona seus filhos. Presumivelmente, essa moldura foi anexada ao quadro no 5º aniversário da Congregação Mariana, no domingo de 27 de abril de 1919.

Moldura feita por Esser
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Até 1934, a moldura esculpida por Esser permaneceu no Santuário Original. Mas, o calor constante das lâmpadas contribuiu para que ela se desgastasse e teve de ser refeita em madeira. Mais tarde essa peça foi fundida em metais (1947) e reconquistada pelo Instituto Nossa Senhora de Schoenstatt, mas as palavras permanecem as mesmas – e adornam agora a imagem da MTA em todos os Santuários de Schoenstatt do mundo, nos diversos países.
O que nos diz o Padre Kentenich?
Num encontro com casais, em Milwaukee/EUA, ele aponta:
“Olhem o que está escrito por cima do arco, na Capelinha… É o seguinte: Servus Mariae nunquam peribit. De qual Maria se trata? Da Mãe de Deus, que se estabeleceu aqui, para educar as pessoas a partir daqui e colocar, através delas, um mundo novo aos pés de Cristo.
Aquele escrito significa, portanto, que na arca [em Schoenstatt] seremos, sobretudo, preservados da destruição de nossa alma. O primeiro significado das palavras “Servus Mariae nunquam peribit” é este. Porém, a Mãe de Deus não se contenta em preservar do pecado grave os que se consagram a ela no Santuário. […] não se trata apenas de preservar nossa alma, nosso caráter, mas também de sermos educados a um ideal, ao ideal da santidade no meio do mundo, a fim de nos capacitarmos para sermos pais e mães de uma nova sociedade”. [2]
Texto com informações de Vatican News e schoenstatt.org.br, publicado em santuariotabor.org.br