
“É onde renovamos nossas forças, onde nos colocamos em Aliança com Jesus e Maria. É o lugar em que sempre se renova nossa fé e o crescimento interior, a Mãe nos atrai até ele”, diz Lucia Mota de Freitas, da Liga das Mães de Schoenstatt de Magé/RJ, Diocese de Petrópolis/RJ.
“O Santuário é uma benção, é o meu segundo lar, eu me sinto em casa ali. Ele transmite uma paz tão grande, em cada pedacinho sentimos a presença de Nossa Senhora”, comenta Maria de Fátima Menezes de Oliveira, missionária da Campanha da Mãe Peregrina em Campo Grande, Rio de Janeiro/RJ.
“O Santuário, em primeiro, é para mim um oásis. Muitas vezes o visito e passo algumas horas nele. Desde jovem, quando morava em São Paulo/SP, já o freqüentava”, afirma Dom Roberto Lopes, abade do Mosteiro Beneditino e vigário episcopal para a Vida Consagrada na Arquidiocese do Rio de Janeiro/RJ.
Para o cardeal do Rio de Janeiro/RJ, Dom Orani João Tempesta, o Santuário da Mãe e Rainha é “o ponto visível de toda essa espiritualidade, ele leva adiante a missão de Schoenstatt. As pessoas que vão até ele são assistidas, evangelizadas, acompanhadas para que voltem melhores, renovadas, para suas casas, suas paróquias”.
Certamente que para todos, trata-se de um lugar especial de encontro com a Mãe e com o Menino Jesus, um Tabor onde é bom estar. Das muitas respostas possíveis, ressaltam-se sempre o carinho e o amor que as pessoas expressam pela singela capelinha de Schoenstatt – algumas emocionadas ao falar dela.
O Santuário é uma construção pequenina, de medidas estreitas, onde cabe, apertando bem, cerca de 30 pessoas. E sendo tão pequeno, como é possível abrigar o mundo todo? Pela grandeza do amor de Maria a mágica acontece. Na Aliança de Amor o Santuário se transforma em coração, ou melhor, o coração se torna um Santuário vivo. Assim, na singela capelinha estão presentes milhões de corações que se consagraram a Maria.
Algo belo que o tempo e a vida ensinam é que é possível estar bem longe e, ao mesmo tempo, permanecer constantemente no Santuário. Isso os primeiros herois faziam nos tempos de guerra e o próprio Pai e Fundador afirma: “Quem me busca me encontra sempre no Santuário e no coração de Maria”. Pela Aliança de Amor cada coração se torna um Santuário Vivo, em profunda vinculação com a rede de Santuários, um lugar de encontro com a Mãe e com Jesus, basta fechar os olhos e se transportar a esse lugar de graças.
Outra “magica” que envolve o ‘lugarzinho predileto’ de Schoenstatt é a imagem da Mãe Peregrina. Por meio dela o Santuário se faz ainda menor para alcançar o mundo, ele se transforma em uma pequena imagem de madeira que entra de casa em casa e faz delas um vivo Tabor. As imagens da Mãe Peregrina não levam somente o formato do Santuário, elas caminham com as mesmas graças que emanam da Capelinha, são sua extensão.
A literatura schoenstattiana dedica páginas e mais páginas para traduzir o que significa um Santuário de Schoenstatt. “Sua finalidade é acolher o peregrino e proporcionar-lhe uma profunda experiência com Deus no Santuário, por meio da Mãe Três Vezes Admirável. Ser o centro espiritual de toda a Família de Schoenstatt e de sua missão. Ser lugar de envio de imagens da MTA como Peregrina de Schoenstatt. Ser a garantia do Santuário-Lar, para formar uma autêntica família doméstica” [1], e muito mais.
O Santuário é um local de encontro com Deus, com a Mãe e com os irmãos na Aliança de Amor. “Não se pode ir ao Santuário de Schoenstatt sem a disposição interior de mudar de vida e converter-se de coração. Seu explícito caráter de lugar de Aliança nos assinala que se deve ir lá, ao mesmo tempo para dar e para receber” [2].
O Pai e Fundador explica: “Em todo lugar brilha o sol, mas em determinados lugares seus raios exercem um efeito particular. Com a Mãe de Deus acontece algo semelhante. Ela busca com verdadeiro sentimento maternal a proximidade da terra; escolhe seus lugares prediletos, à semelhança do que fazemos em casa quando reservamos uma sala especial para tratar assuntos na intimidade” [3]. É isso que acontece em Schoenstatt, por isso o Pe. Kentenich ensina a rezar:
“Sim, eu conheço esta terra maravilhosa,
É o prado do sol no brilho do Tabor,
Onde Nossa Senhora Três Vezes Admirável
Impera no meio de seus filhos prediletos
E retribui fielmente todos os dons de amor,
Revelando sua glória, sua infinda e rica fecundidade:
É minha terra natal, minha terra de Schoenstatt!”
O Santuário é uma capela pequenina, com tamanho físico limitado, por isso surge o risco de tentar defini-lo em poucas linhas. Mas a vivência e a compreensão de sua missão mostram que é impossível traduzir em poucas ou em muitas palavras algo que não tem tamanho. Quer saber o que é o Santuário? Não espere que alguém lhe conte, não tem como, pois somente estando nele é possível compreender que o amor da Mãe de Deus não tem medidas.
Por Karen Bueno
Referências
[1] Vademecum da Central Nacional de Assessores do Brasil, pág 69.
[2] O que significa o Santuário de Schoenstatt?, Pe. Hernán Alessandri Morandé, pág. 161.
[3] Tua Aliança – Nossa Missa, Pe. Peter Wolf, pág. 62.
Publicado em 19 de agosto de 2016





Pelegrino da Esperança.
*O que é o Santuário de Schoenstatt para você*?
Como pelegrino da esperança, o Santuário de Schoenstatt é para mim um farol silencioso em meio às tempestades da vida — um ponto firme onde a eternidade toca a terra e a alma reencontra sua direção. Ele não é apenas um lugar sagrado; é um lar construído na confiança, aquecido pela presença de uma Mãe que nos acolhe com ternura e nos forma com firmeza.
Ali, o chão é sementeira de promessas. Cada pedra, cada flor, cada silêncio do Santuário fala de fidelidade, de uma história que não se apaga e de um futuro que se constrói a partir do amor que se oferece. O Santuário é o lugar onde a esperança não é fuga, mas força; não é espera passiva, mas decisão de caminhar mesmo quando a estrada parece escura.
Como pelegrino, chego cansado, com dúvidas, com saudades do céu. E Maria, neste lugar escolhido por Deus, me recorda que a esperança não morre quando tudo parece perdido. Pelo contrário, ali ela renasce, brota do Capital de Graças, floresce na Aliança de Amor. O Santuário me ensina a esperar ativamente — a colaborar com Deus na transformação do mundo, começando pelo meu próprio coração.
Portanto, o Santuário de Schoenstatt, para mim, é o lugar onde o céu se compromete com a terra e onde eu, pelegrino da esperança, me comprometo com o Reino. É onde aprendo que toda esperança verdadeira nasce de um “*sim*” dado a Deus, como o de Maria.