
Foto: Melissa Askew em unsplash
Miriam Maria Bueno* – Um sacerdote, certa vez, perguntou ao Pe. José Kentenich: “Padre, se o senhor pudesse resumir o que é Schoenstatt em poucas palavras, o que escreveria?” Ele respondeu: “Se eu pudesse escrever numa unha, escreveria isso: organismo de vinculações.”
Essas palavras ecoam com ainda mais força no mundo de hoje, onde muitos vínculos têm sido substituídos por conexões superficiais, digitais e, muitas vezes, solitárias.
Em nossa família, temos buscado transformar aniversários e momentos de confraternização em oportunidades de cultivo de vínculos reais. Temos reunido os amigos para tardes de culinária, oficinas de artesanato, jogos de tabuleiro, esportes ou caminhadas. São encontros simples, mas, de muita alegria. Entre risos e conversas, algo muito mais valioso se forma: a experiência da amizade autêntica. Cultivar amizades reais é um esforço, uma escolha. Exige sair do conforto das notificações e da distração contínua. Requer tempo, escuta, preparação e, principalmente, presença.
Nosso Pai e Fundador nos ensinou que somos chamados a formar um organismo de vinculações, especialmente com os amigos. Isso não é automático, muito menos garantido pela tecnologia, e precisa ser vivido, ser cultivado.
Se queremos um mundo com pessoas capazes de amar, precisamos lutar por vínculos reais. Não basta sabermos do excesso do uso das telas: é preciso criar alternativas concretas. Promover encontros, abrir nossa casa, conviver com pessoas diferentes, valorizar a presença, o olhar, a conversa.
O mundo que queremos precisa ser construído agora com amigos de verdade, com vínculos reais!
* Miriam Maria, com seu esposo Daniel, e as filhas Elisa, Lorena e Alice pertencem ao Instituto de Famílias e à Juventude Feminina de Schoenstatt





Concordo que é preciso amizades, mas o que está a causar depressão nas pessoas é a solidão de companheiros. Vemos diariamente quase toda a gente sozinha a sofrer horrores e a igreja nunca fez faz nada pra resolver esta importante questão. É um mau silencioso que está a matar de depressão porque as pessoas tem vergonha de pedir ajuda, virou um tabu, parece que é um crime falar sobre namoro ou ajudar alguém nesse sentido. Principalmente os mais idosos sofrem calados e são os que mais precisam de um casamento.A igreja pode fazer festas com a temática namoro cristão e unir as pessoas através de correio elegante, indicações e até mesmo sugestões. É mais cristão quebrar os tabus e pensar na dor do próximo e não somente em aumentar o número de pessoas.