
Foto: Arq. Sta Maria
Estamos no Congresso Internacional da Campanha da Mãe Peregrina, em Santa Maria/RS e Dom Leomar Brustolin, arcebispo metropolitano da Arquidiocese de Santa Maria, à qual pertenceu o Venerável João Luiz Pozzobon, nos concede uma entrevista:
Olhando hoje para a Campanha da Mãe Peregrina, um apostolado que nasceu em Santa Maria e alcançou todos os continentes, o que representa para a arquidiocese ver pessoas de tantos países chegando até aqui?
Santa Maria tem o nome de Nossa Senhora, então é ela que escolheu tudo isso. Nós ficamos muito impressionados com o fenômeno que acontece em torno de João Luís Pozzobon, da Campanha da Mãe Peregrina. Em Santa Maria também tem a maior manifestação do Sul (do Brasil) sobre a Virgem Maria, o Santuário da Medianeira e todas as graças que reúnem em torno de 200 mil pessoas numa procissão. Mas, eu creio que nós precisamos ver tudo isso sob a ótica eclesial: É Deus quem faz, não é nem um ser humano, nem um projeto humano, porque se nós organizássemos isso de forma bem planejada, não conseguiríamos (fazer como é). Isso depende de um carisma e carisma é o que o Espírito quer e multiplicar para o bem de todos.
O que esperar desse grande Congresso Internacional?
O Congresso é mais um tijolo especial na construção da beatificação do João Luís Pozzobon, porque reúne pessoas bem envolvidas diretamente no processo de beatificação. Pode para se conhecer melhor o Diácono João Luís Pozzobon e alargar a visão que se tem sobre ele. Cada um de nós pode o ver sob um enfoque, um aspecto. Ele é um poliedro, ele não há uma única forma de vê-lo. Ele é um homem do nosso tempo, porque é recente a sua passagem entre nós, e pode, sem dúvida, ser mais aprofundado. Por sua vida ser muito simples, é preciso fazer estudos para se conhecer bem, porque a gente pode achar que o simples não tem muito a colaborar. Mas, o simples é mais complexo, porque se tem que ver o que não é dito e o que é dito precisa ser aprofundado. O Congresso tem um grande valor porque faz isso
O fato de ser um Congresso Internacional em Santa Maria, na terra de Pozzobon, vai ajudar muito as pessoas a criarem mais vínculos com esse lugar. Como arcebispo de Santa Maria, espero realmente que a própria cidade de Santa Maria cresça ainda mais no conhecimento de Pozzobon, porque isso é um desafio ainda.
Sob o seu ponto de vista, qual é a principal contribuição da Campanha da Mãe Peregrina para a igreja nessa atualidade?
Acima de tudo, é levar as famílias à presença de Deus, pelas mãos de Maria. Há neste momento uma crise de fé generalizada, uma tendência das pessoas a viverem como se Deus não existisse. Cada um decide como fazer a vida e como organizá-la, sem considerar, por exemplo, o Evangelho. Se nós não podemos anunciar de outra forma, que anunciemos desta, pela visita da imagem de Nossa Senhora, há uma abertura do ser humano para a fé cristã. É indispensável trabalhar as famílias. João Luiz Pozzobon cuidava muito dos pobres e esta mensagem tem que ser fortalecida e conhecida. A Campanha da Mãe Peregrina deve estar muito associada e pode ajudar ainda mais na questão do anúncio da Palavra de Deus, para a gente pôr em prática o que o evangelho pede.
Uma missionária da Eslováquia, que está neste Congresso, nos disse que a imagem da Mãe Peregrina é de tamanho pequeno, mas que ela é grandiosa nas obras que realiza. Hoje no Brasil, praticamente todas as dioceses possuem imagens da Mãe Peregrina visitando famílias, hospitais, presídios… De que forma essa Campanha pode ajudar os bispos e a CNBB em seu trabalho de evangelização?
Nos trabalhos apostólicos. Estamos nas vésperas de aprovar as novas diretrizes da ação evangelizadora e seu texto insiste em alguns pontos que a Campanha da Mãe Peregrina poderá colaborar de forma especial. Por exemplo, formar pequenas comunidades. A Campanha da Mãe Peregrina, desde o início, reunia famílias ou para rezar o terço ou para fazer um pequeno grupo de oração. Voltar a pequena comunidade é indispensável, para que o cristianismo cresça no Brasil com qualidade. Segundo, na valorização da piedade popular. Nosso povo tem expressões simples e profundas da sua relação com Deus, por meio de Maria. Este ponto é muito importante. E o terceiro, a Campanha da Mãe Peregrina, na sua origem, sempre esteve ligada às pessoas mais necessitadas, presídios, hospitais, vilas pobres.,, Suscitar nas pessoas do Movimento, ou nas pessoas que aderem a esta devoção, um amor muito grande pelo outro, seja quem for, mas especialmente o outro mais pobre, mais sofrido. Esses três, elementos não tem nenhuma novidade para a Campanha da Mãe Peregrina, mas, poderia se fortalecer isto para o bem da Igreja neste momento da história.
Por que é importante beatificar o Pozzobon? Que importância isso tem hoje para a Igreja, para a sociedade?
Pozzobon tem muitas qualidades e todas elas devem ser evidenciadas, mas existe uma condição na vida de Pozzobon que pode ajudar toda a Igreja no mundo, que é ele ser diácono permanente. Ele não cuidou somente da liturgia, mas também da misericórdia. Neste momento, eu acredito que ele pode ser uma referência para todos os diáconos, não só do Brasil.
Claro que além disso, tem a questão de ele ser pai de família, missionário da Mãe Peregrina, tudo isso é necessário considerar. Mas, a originalidade de João Luiz Pozzobon é seu ser diaconal. Ele pode inspirar qualquer homem casado que se torna diácono a não esquecer que, a partir da sua espiritualidade profunda e mariana, é preciso servir.
Quando estive no Dicastério para a causa dos santos, em 2022, disse-lhes que estava na hora de acelerar este processo, por ele ser um diácono permanente. Isto é muito interessante. Esta é a singularidade de João Luiz Pozzobon. Seria o primeiro santo diácono permanente da história. Porque foi o Concílio Vaticano II que resgatou a figura do diácono permanente casado. A beatificação de João Luiz Pozzobon pode colaborar muito com o diaconato permanente.
O que mais o senhor admira no Venerável João Luiz Pozzobon?
A espiritualidade e o apostolado laical e ministério de diaconal, no mesmo carisma. João Luiz Pozzobon foi um homem simples, que viveu o que o Concílio Vaticano II pediu para todos os leigos: Não sair do mundo. Ele foi pai de família, agricultor, comerciante, frequentava a paróquia, vivia na sociedade de Santa Maria, com simplicidade, sem vaidades, sem ostentações. Era um homem muito simples. Mas, o que mais me encanta nessa simplicidade é que ele tem uma grande sabedoria. Ele sabe onde ele quer chegar e não é um caniço ao vento. Até em momentos difíceis com a Igreja, ele não contesta, mas mantém a sua posição. Isso revela que ele sabe o que quer, em relação à missão de levar a Mãe Peregrina por tantos lugares. João, para mim, é uma identidade simples e forte, típica de quem conhece e faz uma experiência de Deus.





Sim viver no mundo porq somos do ramo familiar domestico .a Mae vem pra nos educar dirigindo nossa familia na pratica da vida cristã como jesus viveu conduzido pela sua mae..sabendo o e licito e o q nao e.e a proposta do ev.de jesus Cristo.